A varíola foi uma das doenças mais mortais da história da humanidade e a única infecção humana já eliminada do planeta. Causada pelo vírus da varíola, ela matava cerca de três em cada dez pessoas infectadas pela forma grave e deixava muitos sobreviventes com cicatrizes ou cegos, até que uma campanha mundial de vacinação levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar sua erradicação em 1980. Nenhum caso natural acontece desde 1977, e no Brasil os últimos casos foram registrados em 1971, no Rio de Janeiro. Este guia explica o que era a varíola, como se pegava, como eram as feridas e por que ela matava, como era diagnosticada, se tinha cura e como as vacinas e os antivirais criados contra ela hoje protegem contra parentes próximos, como a mpox (antiga “varíola dos macacos”).

O que é varíola e como se pega?

A varíola era uma doença grave e muito contagiosa, causada pelo vírus da varíola, do gênero Orthopoxvirus, o mesmo grupo do vírus da varíola bovina, do vírus vacínia e do vírus da mpox. Ela se pegava de pessoa para pessoa, principalmente pelas gotículas da respiração em contato próximo e prolongado, e também por roupas, lençóis e objetos que tinham tocado as feridas de um doente. Havia duas formas principais: a varíola major, grave e comum, que matava cerca de 30 % dos infectados, e a varíola minor, também chamada de alastrim, mais branda, com letalidade inferior a 1 %. Ao contrário da maioria das infecções, a varíola não tinha reservatório animal e passava apenas entre seres humanos, e foi exatamente isso que tornou possível erradicá-la.

Hoje o vírus da varíola não circula mais em nenhum lugar da natureza. Os estoques conhecidos ficam guardados em apenas dois laboratórios de alta segurança, um nos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos e outro na Rússia, mantidos para pesquisa sob supervisão internacional rigorosa. Como o vírus ainda existe nesses congeladores e a maioria das pessoas vivas hoje nunca foi vacinada, as agências de saúde tratam a varíola principalmente como uma possível ameaça de bioterrorismo, e não como uma doença natural.

Varíola no Brasil

No Brasil, a varíola major praticamente desapareceu a partir da década de 1930, e o que restou foi sobretudo o alastrim, a forma mais branda. Com a campanha de erradicação da OMS lançada em 1967, em que a Fiocruz teve papel central, a doença foi eliminada do país no início dos anos 1970. Segundo relato publicado pela Fiocruz, os últimos 19 casos aconteceram no Rio de Janeiro, na Vila Cruzeiro, bairro da Penha, em abril de 1971. A experiência inspirou campanhas seguintes, como a que eliminou a poliomielite do Brasil.

Varíola: sintomas

Depois do contágio, a varíola ficava silenciosa por um período de incubação de cerca de 7 a 19 dias, em que a pessoa se sentia bem e não transmitia o vírus. A doença então começava de repente com febre alta, dor de cabeça forte, dor nas costas e cansaço intenso. Essa fase inicial durava de dois a quatro dias antes de surgirem as manchas.

Como é a ferida da varíola?

A ferida da varíola começava como pequenas manchas vermelhas e planas na boca e no rosto, que se espalhavam para braços, pernas, mãos e pés e, em cerca de duas semanas, viravam caroços, depois bolhas firmes e profundas e, por fim, pústulas cheias de pus que formavam crostas. O que diferenciava essas lesões das bolhas com coceira da catapora era o padrão: elas se concentravam no rosto e nos membros, mais do que no tronco, e todas passavam por cada fase ao mesmo tempo, de modo que as feridas do paciente pareciam iguais entre si. Para ver como isso era diferente de uma erupção que aparece em ondas, compare com o guia sobre sintomas, tratamento e prevenção da catapora.

Fase ou característicaComo era
Período de incubaçãoCerca de 7 a 19 dias sem sintomas e sem transmissão
Pródromo (fase inicial)Febre alta súbita, dor de cabeça forte, dor nas costas e cansaço por dois a quatro dias
Primeiras manchasPequenas manchas vermelhas na boca e no rosto que se espalhavam para braços e pernas
Bolhas e pústulasLesões firmes e profundas que se enchiam de líquido e depois de pus em cerca de uma semana
Crostas e cicatrizesPústulas que secavam e caíam, muitas vezes deixando cicatrizes em forma de buraco
Distribuição e ritmoMais lesões no rosto e nos membros do que no tronco, todas na mesma fase

Quanto tempo dura a varíola?

Da febre inicial até a queda das últimas crostas, a varíola durava algumas semanas: dois a quatro dias de febre antes das manchas e cerca de duas semanas para as lesões passarem de manchas a pústulas e crostas, que ainda levavam alguns dias para cair. A pessoa transmitia o vírus do início da febre e das manchas até a queda da última crosta.

Varíola: transmissão, causas e fatores de risco

A única causa da varíola era a infecção pelo vírus da varíola. Ela passava principalmente de pessoa para pessoa pelas gotículas respiratórias liberadas em contato próximo, cara a cara e prolongado, por isso familiares e cuidadores eram os mais expostos. Com menos frequência, o vírus se espalhava por roupas de cama, roupas e outros materiais que tinham encostado nas feridas de um doente.

Como a doença foi erradicada, ninguém corre hoje risco natural de pegar varíola. No passado, os mais expostos eram os não vacinados, os contatos próximos de um doente e quem vivia em lugares cheios, onde as gotículas se espalham com facilidade. Profissionais de saúde e familiares que cuidavam dos doentes carregavam boa parte desse risco antes da vacinação em massa. Assim como a doença transmitida pelo ar descrita no guia sobre sintomas, causas e tratamento do sarampo, a varíola prosperava onde pessoas suscetíveis se reuniam em ambientes fechados.

A varíola e sua parente, a mpox

A varíola acabou, mas sua família de vírus não. O vírus da varíola pertence ao grupo dos ortopoxvírus, e seu parente vivo mais conhecido é o vírus da mpox, antes chamada de varíola dos macacos. As duas doenças têm erupções parecidas e são combatidas com as mesmas ferramentas: a vacina MVA-BN (Jynneos) e o antiviral tecovirimat foram desenvolvidos contra a varíola e hoje são usados para a mpox. A disseminação internacional da mpox a partir de 2022 renovou o interesse por essa família de vírus.

No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, a mpox é transmitida principalmente por contato direto com lesões de pele, secreções e objetos contaminados, tem incubação de 3 a 16 dias (podendo chegar a 21), é diagnosticada por teste molecular da secreção das lesões e tem notificação obrigatória em até 24 horas. A vacinação é destinada a grupos com maior risco de formas graves, conforme as orientações do Ministério e a disponibilidade de doses. Outras erupções com bolhas também confundem; para diferenciá-las, ajuda ler o guia sobre sintomas, causas e tratamento do herpes-zóster, causado por outro vírus que também produz lesões doloridas na pele.

A mpox é mortal?

Raramente. Segundo o Ministério da Saúde, a maioria dos casos de mpox tem evolução leve a moderada e melhora entre 2 e 4 semanas. O risco de complicações é maior em pessoas vivendo com HIV/aids, gestantes, transplantados, pacientes com câncer, crianças e idosos, que devem procurar uma unidade de saúde se tiverem lesões na pele com febre ou ínguas.

Como a varíola é diagnosticada

Como a varíola foi erradicada, não existe exame de rotina para ela que uma pessoa comum possa fazer. Qualquer diagnóstico hoje começaria pelo quadro clínico, a erupção característica em alguém que poderia ter sido exposto, e só seria confirmado em um laboratório especializado de alta contenção. A confirmação sempre dependeu de encontrar o próprio vírus, e não de um exame de clínica.

As principais ferramentas são moleculares e microscópicas. A confirmação de um caso suspeito seria feita por teste molecular, e vale entender o que um exame de RT-PCR revela sobre o material genético de um vírus coletado de uma lesão; laboratórios de referência também conseguem ver as partículas em forma de tijolo dos poxvírus ao microscópio eletrônico. Os exames de sangue têm papel de apoio, acompanhando a resposta imune: o laboratório pode avaliar o que os anticorpos IgM revelam no exame de sangue como sinal de infecção recente, e o médico pode interpretar o que os anticorpos IgG mostram sobre infecção passada ou imunidade. Uma infecção viral também altera os glóbulos brancos que a combatem, por isso o médico pode observar o que a contagem de linfócitos mostra no exame de sangue. São os mesmos métodos usados hoje para diagnosticar a mpox.

ExameO que detectaOnde se encaixa
Teste molecular (PCR)Material genético do vírus colhido de uma lesãoO principal exame de confirmação, feito só em laboratórios especializados
Microscopia eletrônicaPartículas de poxvírus em forma de tijoloIdentificação rápida de um poxvírus em laboratórios de referência
Anticorpos IgMA resposta imune inicial do corpoIndício de infecção recente por ortopoxvírus ou de vacinação
Anticorpos IgGAnticorpos mais duradourosMarca de infecção passada ou de imunidade pela vacina

A varíola tem cura?

Não, nunca houve um tratamento comprovado que curasse a varíola. Durante quase toda a história o cuidado era de suporte: aliviar os sintomas, manter a hidratação e o conforto, prevenir infecção bacteriana das feridas abertas e isolar os doentes para conter a transmissão. Esse cuidado não eliminava o vírus; o corpo vencia a infecção ou não.

A defesa contra o bioterrorismo mudou o quadro no papel. Vários antivirais foram desenvolvidos e estocados para o caso de a varíola reaparecer. O tecovirimat (TPOXX) é a principal opção; ele foi aprovado nos Estados Unidos com base em dados de laboratório e em animais, já que não seria ético testá-lo em pessoas com uma doença que não existe mais. O brincidofovir e o cidofovir são outras opções guardadas para emergências. Um alerta de honestidade vem da mpox: estudos randomizados recentes mostraram que o tecovirimat não encurtou de forma significativa a doença, o que reduz as expectativas sobre o quanto esses remédios ajudariam num evento real de varíola. Para a mpox, o Ministério da Saúde informa que não há medicamento específico aprovado e que o tratamento é de alívio dos sintomas e prevenção de complicações.

Prevenção e vacina contra a varíola

A prevenção é a grande história de sucesso da varíola. A vacina, uma das primeiras já criadas, foi o que levou o vírus à extinção. A vacinação de rotina acabou depois da erradicação, por isso a maioria das pessoas hoje não tem imunidade. As vacinas continuam sendo produzidas e estocadas, e apenas um grupo restrito as recebe: certos profissionais de laboratório que manipulam ortopoxvírus, alguns militares e equipes de resposta a surtos.

Duas vacinas são centrais hoje. A ACAM2000 usa um vírus vivo aparentado, o vacínia, e pode causar uma ferida e uma pequena cicatriz no local da aplicação e, raramente, efeitos colaterais mais sérios. A vacina mais nova, MVA-BN (Jynneos), usa um vírus atenuado que não se multiplica no corpo, o que a torna mais segura para pessoas com imunidade baixa. É essa mesma vacina que hoje protege contra a mpox; no Brasil, a vacinação contra a mpox é destinada aos grupos de maior risco indicados pelo Ministério da Saúde.

Por que a varíola matava?

A varíola matava porque o vírus se espalhava pelo corpo todo, provocando uma infecção generalizada grave, com lesões extensas na pele e nas mucosas, perda de líquidos, infecções bacterianas das feridas e, nas formas hemorrágica e plana, sangramentos e falência de órgãos. A varíola major matava cerca de três em cada dez infectados, com taxas maiores em bebês. A infecção bacteriana secundária das feridas abertas era uma complicação comum e perigosa, às vezes visível nas alterações dos glóbulos brancos, como as descritas no guia sobre o que os neutrófilos mostram no exame de sangue.

Complicações e prognóstico

Entre os sobreviventes, a varíola costumava deixar marcas para sempre. As pústulas profundas cicatrizavam em buracos permanentes, mais visíveis no rosto, e a doença podia lesar os olhos a ponto de causar cegueira. O prognóstico de uma pessoa doente dependia muito da forma da doença: a varíola minor quase sempre se curava, enquanto a major tinha letalidade alta.

O quadro geral, porém, é o mais animador de toda a medicina. Como a varíola passava só entre seres humanos e havia uma boa vacina, uma campanha mundial coordenada conseguiu cercá-la e eliminá-la por completo. É por isso que se fala da varíola no passado, e é por isso que suas lições hoje orientam a resposta aos seus parentes ainda em circulação, como a mpox, e inspiraram campanhas contra outras doenças, como a poliomielite.

Avanços científicos recentes sobre a varíola e a mpox

Como a varíola não acontece mais, a ciência recente mais útil vem da mpox, em que os mesmos remédios e vacinas podem ser estudados em pacientes. Uma revisão de 2025 dos estudos clínicos com tecovirimat concluiu que os dois maiores estudos randomizados, STOMP e PALM007, não mostraram que o remédio encurtasse a doença, embora relatos de casos anteriores parecessem promissores (Dobrek, 2025). O que isso significa para você: o tecovirimat é estocado para emergências de varíola, mas as melhores evidências atuais dizem que ele não é uma cura comprovada, e um caso real ainda dependeria muito do cuidado de suporte.

Uma ampla revisão de 2025 sobre a mpox mostrou que a vacina MVA-BN em duas doses, a mesma Jynneos desenvolvida para a varíola, tem bom perfil de segurança e eficácia promissora para prevenir a mpox, inclusive em pessoas com imunidade baixa (Viguier et al., 2025). O que isso significa para você: a vacina que não se replica, criada para a varíola, é a ferramenta mais tranquilizadora dessa família, e para quem é elegível ela é a forma prática de reduzir o risco do ortopoxvírus que ainda circula.

Pesquisadores também estão criando a próxima geração de defesas. Um estudo de laboratório de 2026 isolou anticorpos humanos de pessoas vacinadas com uma vacina à base de vacínia e mostrou que eles bloqueiam a passagem de ortopoxvírus, incluindo o da mpox, entre as células e protegem camundongos de uma infecção letal (Zhang et al., 2026). O que isso significa para você: é um trabalho inicial, em animais, e não um tratamento disponível hoje, mas aponta para terapias com anticorpos que um dia poderão complementar as vacinas e os antivirais atuais.

Glossário de termos

TermoDefinição
Vírus da varíolaO ortopoxvírus que causava a varíola; ele não circula mais na natureza.
OrtopoxvírusFamília de vírus aparentados que inclui a varíola, a varíola bovina, o vacínia e a mpox.
ErradicaçãoEliminação permanente e mundial de uma doença, alcançada para a varíola em 1980.
Varíola majorA forma grave e comum da varíola, que matava cerca de 30 % dos infectados.
Varíola minor (alastrim)Forma mais branda da varíola, com letalidade inferior a 1 %.
Período de incubaçãoO intervalo de 7 a 19 dias entre o contato com o vírus e os primeiros sintomas.
PústulaLesão elevada da pele, cheia de pus, típica da erupção da varíola.
Tecovirimat (TPOXX)Antiviral estocado para a varíola e também estudado contra a mpox.
MVA-BN (Jynneos)Vacina que não se replica no corpo e protege contra a varíola e a mpox.

Perguntas frequentes

A varíola ainda existe hoje?

Não. A varíola é a única doença humana já erradicada. A OMS declarou sua eliminação em 1980, e nenhum caso natural acontece desde 1977; no Brasil, os últimos casos foram em 1971. O vírus sobrevive só em dois laboratórios seguros, nos Estados Unidos e na Rússia, guardado para pesquisa sob controle rigoroso. A principal preocupação moderna é a pequena chance de uso indevido como arma biológica, por isso vacinas e antivirais continuam estocados.

Quais eram os principais sintomas da varíola?

Depois de um período de incubação de 7 a 19 dias, a varíola começava com febre alta súbita, dor de cabeça forte, dor nas costas e cansaço. Dois a quatro dias depois surgiam as manchas, primeiro no rosto, espalhando-se para braços e pernas. Elas viravam bolhas firmes e profundas e depois pústulas com pus que formavam crostas em cerca de duas semanas, muitas vezes deixando cicatrizes. Diferente da catapora, todas as lesões passavam por cada fase ao mesmo tempo.

Como a varíola foi erradicada?

A varíola foi eliminada por uma campanha mundial de vacinação coordenada pela OMS nas décadas de 1960 e 1970. Duas características tornaram o sucesso possível: o vírus infectava só seres humanos, sem reservatório animal, e já existia uma vacina eficaz. As equipes localizavam cada surto e vacinavam todos ao redor, a chamada vacinação em anel, até quebrar a cadeia de transmissão em todo lugar. O último caso natural foi registrado em 1977, na Somália.

Ainda é possível tomar a vacina contra a varíola?

A vacinação de rotina acabou há décadas porque a doença desapareceu, então a maioria das pessoas não está vacinada nem corre risco. As vacinas continuam sendo produzidas e estocadas para grupos restritos, como alguns profissionais de laboratório, militares e equipes de resposta a surtos. A vacina mais nova, MVA-BN (Jynneos), também é usada contra a mpox; no Brasil, a vacinação contra a mpox é destinada aos grupos de maior risco indicados pelo Ministério da Saúde.

Qual é a diferença entre varíola, catapora e mpox?

Apesar do nome parecido, a catapora é causada por um vírus totalmente diferente e produz bolhas com coceira que aparecem em ondas, de modo que a pessoa tem lesões em fases diferentes ao mesmo tempo. As lesões da varíola eram mais profundas, mais concentradas no rosto e nos membros e todas na mesma fase. A mpox, por sua vez, é parente de verdade da varíola, da família dos ortopoxvírus; causa uma doença mais leve e parecida e é prevenida com a mesma vacina desenvolvida para a varíola. Outra doença com manchas na pele, a escarlatina, é causada por uma bactéria e não tem relação com esses vírus.

Fontes

  • Fundação Oswaldo Cruz — Os últimos dias da varíola (Fio da História) — Revista de Manguinhos / Agência Fiocruz — agencia.fiocruz.br
  • Ministério da Saúde — Mpox: transmissão, sintomas, diagnóstico, tratamento e vacinação — gov.br — gov.br
  • Centers for Disease Control and Prevention — About Smallpox — CDC Smallpox, 2024 — cdc.gov (em inglês)
  • Centers for Disease Control and Prevention — Treatment of Smallpox — CDC Smallpox, 2024 — cdc.gov (em inglês)
  • Cleveland Clinic — Smallpox: Symptoms, Causes and Treatment — Cleveland Clinic Health Library, 2023 — my.clevelandclinic.org (em inglês)
  • MedlinePlus, National Library of Medicine — Smallpox — MedlinePlus Health Topics — medlineplus.gov (em inglês)
  • World Health Organization — Smallpox — WHO Health Topics — who.int (em inglês)
  • Dobrek Ł — Tecovirimat for the treatment of monkeypox: a review of clinical trials — Przeglad Epidemiologiczny, 2025 — doi.org/10.32394/pe/214793 (em inglês)
  • Viguier C, Delobel P, Lescure FX, et al. — From neglected to notoriety: a review of mpox clinical features, virology, epidemiology, treatment and prevention strategies — European Journal of Clinical Microbiology & Infectious Diseases, 2025 — doi.org/10.1007/s10096-025-05242 — doi.org/10.1007/s10096-025-05242-1 (em inglês)
  • Zhang J, Hao Y, Li D, et al. — Human monoclonal antibodies from donors vaccinated with recombinant vaccinia vaccine targeting A35 and B6 effectively inhibit orthopoxvirus spread and infection — Antiviral Research, 2026 — doi.org/10.1016/j.antiviral.2026.106466 (em inglês)

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