A gonorreia é uma infecção bacteriana comum, transmitida pelo contato sexual, e continua sendo uma das infecções sexualmente transmissíveis (IST) mais frequentes no mundo. Ela pode atingir os genitais, o reto e a garganta, e muitas infecções, principalmente nas mulheres, não dão nenhum sintoma, o que deixa a bactéria se espalhar sem ninguém perceber. Esse silêncio pode preocupar, mas a gonorreia é fácil de detectar com um exame de urina ou de swab, e o tratamento com antibiótico em dose única cura quase todos os casos. Como uma infecção não tratada pode causar problemas mais sérios com o tempo, fazer o teste quando há motivo protege você e as suas parcerias.

Este guia explica o que é a gonorreia, os sintomas no homem e na mulher, como se pega, como é feito o diagnóstico, o tratamento recomendado no Brasil e as pesquisas mais recentes.

O que é gonorreia?

A gonorreia, também chamada de blenorragia, é uma IST causada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae, o gonococo, que cresce nas mucosas úmidas do corpo. Ela infecta com mais frequência o colo do útero, a uretra, o reto e a garganta, e também pode atingir os olhos, o que é mais grave quando um recém-nascido é exposto durante o parto. Como a bactéria pode viver em mais de um lugar do corpo ao mesmo tempo, uma pessoa pode estar infectada em vários locais sem saber.

A gonorreia é uma das infecções mais notificadas em vários países. Nos Estados Unidos, as taxas mais altas estão entre pessoas de 15 a 24 anos; os casos notificados caíram cerca de 10% em 2024 em relação a 2023, a terceira queda anual seguida, mas clamídia, gonorreia e sífilis somaram mais de 2,2 milhões de casos naquele ano. No Brasil, o protocolo de IST do Ministério da Saúde destaca a resistência da bactéria aos antibióticos como uma preocupação mundial e informa que a rede nacional de vigilância, o Projeto SenGono, encontrou alta resistência à penicilina, à tetraciclina e ao ciprofloxacino. A infecção responde bem ao tratamento certo, mas a resistência crescente torna o teste e o cuidado rápido essenciais.

Sintomas da gonorreia

Muitas infecções por gonorreia não dão nenhum sintoma, principalmente nas mulheres, e é exatamente isso que deixa a infecção se espalhar sem que nenhuma das pessoas perceba. Quando os sintomas aparecem, os mais comuns são ardência ao urinar e um corrimento diferente pela vagina ou pelo pênis. As mulheres também podem notar sangramento fora da menstruação, e os homens podem ter dor ou inchaço em um testículo. A infecção no reto pode causar secreção, coceira, dor ou dor ao evacuar, embora muitas vezes também não dê sintomas, e a infecção na garganta, pega no sexo oral, em geral é silenciosa, mais um motivo para o rastreamento importar mais do que esperar os sintomas. O Ministério da Saúde lembra que os corrimentos das IST podem ser esbranquiçados, esverdeados ou amarelados e que algumas IST não dão sinais nem sintomas.

Sem tratamento, a gonorreia pode causar problemas mais sérios. Na mulher, a infecção pode subir para os órgãos reprodutivos e causar a doença inflamatória pélvica (DIP), que aumenta o risco de infertilidade, gravidez fora do útero (ectópica) e dor pélvica crônica. No homem, pode causar epididimite, uma inflamação dolorosa perto dos testículos que raramente afeta a fertilidade. Em casos raros, a bactéria entra na corrente sanguínea e causa uma infecção disseminada, que pode atingir as articulações e a pele e, sem tratamento, colocar a vida em risco. A gonorreia também facilita pegar ou transmitir o HIV, e por isso o teste de HIV costuma ser feito na mesma consulta.

Como é o xixi de quem tem gonorreia?

Quem tem gonorreia na uretra costuma sentir ardência ou dor ao urinar e vontade de urinar mais vezes. No homem, é comum sair uma secreção amarelada ou esverdeada pela ponta do pênis, às vezes chamada popularmente de “pingadeira”, que pode manchar a cueca. Na mulher, a ardência pode vir junto com corrimento vaginal diferente. Mas muitas pessoas não têm nenhuma alteração, por isso só o exame confirma.

O que causa a gonorreia e quais são os fatores de risco

A gonorreia é causada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae e passa no sexo vaginal, anal ou oral com uma pessoa infectada; não é preciso haver ejaculação para a transmissão. A pessoa gestante também pode passar a infecção ao bebê no parto, e por isso o rastreamento faz parte do pré-natal em alguns casos. Como a bactéria pode infectar a garganta e o reto além dos genitais, a exposição em qualquer tipo de sexo pode levar à infecção naquele local. Segundo o Ministério da Saúde, as IST em geral são transmitidas pelo contato sexual sem preservativo externo ou interno com uma pessoa infectada.

O risco aumenta com a idade mais jovem, uma parceria nova ou várias parcerias, uso irregular de preservativo e histórico pessoal de gonorreia ou de outra IST. As taxas também são mais altas entre gays e homens que fazem sexo com homens. Como a gonorreia e a clamídia se transmitem da mesma forma e muitas vezes aparecem juntas, testar uma geralmente significa testar a outra, e entender os sintomas e o tratamento da clamídia completa o quadro para quem recebe o diagnóstico de qualquer uma delas.

Estou com gonorreia, posso beijar?

A gonorreia pode infectar a garganta, e por isso o mais prudente é evitar contato íntimo, inclusive sexo oral e beijos de língua, até terminar o tratamento e cumprir o prazo de sete dias sem relações. A transmissão pelo beijo ainda é estudada e parece menos comum que pelo sexo, mas, na dúvida, espere a liberação do médico e o tratamento das parcerias.

Como a gonorreia é diagnosticada

A gonorreia é diagnosticada por um teste de amplificação de ácidos nucleicos, chamado no Brasil de exame de biologia molecular (PCR), que detecta o material genético da bactéria e é o método mais sensível. Ele pode ser feito em uma amostra de urina ou em um swab do colo do útero, da vagina, da uretra, do reto ou da garganta, e muitos serviços já deixam a própria pessoa coletar o swab, o que torna o teste mais fácil e menos invasivo. O protocolo do Ministério da Saúde recomenda a detecção de clamídia e gonococo por biologia molecular, conforme a prática sexual, em urina, amostras endocervicais ou secreção genital, e testes validados para amostras do ânus e da garganta. A cultura, um método mais antigo que faz a bactéria crescer em laboratório, ainda é usada em alguns lugares e é essencial quando é preciso testar quais antibióticos ainda funcionam contra ela.

ExameO que mostra
Biologia molecular (PCR ou NAAT)Detecta o material genético do gonococo em urina ou swab; é o exame mais sensível e mais usado
CulturaFaz a bactéria crescer a partir de um swab; necessária para saber quais antibióticos ainda funcionam
Teste de curaNovo exame 7 a 14 dias depois do tratamento; recomendado principalmente para infecções na garganta, que falham mais
Testagem de outras ISTExames na mesma consulta para clamídia, HIV, sífilis e hepatites, porque os riscos e as exposições costumam se sobrepor

Nos Estados Unidos, o CDC recomenda rastrear gonorreia e clamídia todo ano em todas as mulheres sexualmente ativas com menos de 25 anos e nas mais velhas com fatores de risco, e pelo menos uma vez por ano em gays e homens bissexuais sexualmente ativos, ou a cada três a seis meses se o risco for maior. No Brasil, o protocolo do Ministério da Saúde prevê o rastreamento de clamídia e gonococo em gestantes de até 30 anos na primeira consulta do pré-natal e em pessoas com diagnóstico de outra IST, e define a frequência dos demais grupos conforme as práticas sexuais. O Ministério da Saúde informa que o diagnóstico e o tratamento das IST são oferecidos pelo SUS, com prioridade na Atenção Primária. Como uma consulta de saúde sexual costuma investigar várias infecções de uma vez, entender o exame de urocultura mostra como uma amostra de urina é processada no laboratório, enquanto reconhecer os sintomas e as causas do herpes e entender um resultado de exame de HIV ajudam a dar sentido a um painel mais completo. Quando os resultados chegam, saber como ler os alertas e os valores de referência de um laudo facilita entender o que cada resultado significa e o que perguntar ao profissional de saúde.

Tratamento da gonorreia

A gonorreia é tratada com antibióticos, e as taxas de cura da infecção não complicada são altas. No Brasil, por causa da resistência da bactéria, o protocolo do Ministério da Saúde mantém a terapia dupla: ceftriaxona 500 mg em injeção intramuscular, em dose única, mais azitromicina 500 mg, dois comprimidos pela boca, também em dose única. Nos Estados Unidos, o CDC recomenda a ceftriaxona 500 mg sozinha, dose aumentada de 250 mg em 2020 pela preocupação com a resistência, e acrescenta outro antibiótico quando a clamídia não foi descartada. O tratamento deve sempre ser prescrito por um profissional de saúde.

AbordagemFunção
Ceftriaxona injetávelDose única de 500 mg no músculo; base do tratamento da gonorreia não complicada
Azitromicina pela bocaNo Brasil, associada à ceftriaxona em dose única (terapia dupla), o que também trata a clamídia
Tratamento das parceriasAs parcerias sexuais recentes são testadas e tratadas para evitar reinfecção e novas transmissões
Teste de curaNovo exame 7 a 14 dias depois do tratamento, recomendado principalmente nas infecções da garganta

Tratar as parcerias sexuais é parte central do cuidado, porque a reinfecção por uma parceria não tratada é comum e pode desfazer um tratamento bem-sucedido; quem recebe o diagnóstico deve avisar as parcerias recentes para que elas também sejam testadas e tratadas, e o Ministério da Saúde reforça a importância de avisar a(s) parceria(s) para interromper a cadeia de transmissão. Como uma parte crescente das cepas de Neisseria gonorrhoeae mostra sensibilidade reduzida aos antibióticos, inclusive sinais iniciais de menor sensibilidade à própria ceftriaxona, a vigilância contínua serve para detectar cedo as cepas resistentes, e quem continua com sintomas depois do tratamento deve refazer o exame, e não supor que a infecção acabou. Quem foi tratado deve evitar relações sexuais por sete dias depois de terminar o tratamento e até que as parcerias também tenham concluído o delas.

O que fazer quando está com gonorreia?

Procure uma Unidade Básica de Saúde, um serviço de IST ou o seu médico para confirmar o diagnóstico e receber o tratamento, sem tomar antibiótico por conta própria. Avise as parcerias sexuais recentes, evite relações sexuais até sete dias depois do fim do tratamento e até que as parcerias também sejam tratadas, e aproveite para fazer os testes de HIV, sífilis e hepatites. Volte ao serviço se os sintomas não melhorarem.

Convivência com a gonorreia e prognóstico

Com o tratamento certo, a gonorreia some por completo na grande maioria dos casos, e a maioria das pessoas não fica com nenhuma sequela. Como a reinfecção é comum, principalmente quando uma parceria não é tratada, o prognóstico é melhor quando o diagnóstico vem cedo e todas as pessoas envolvidas terminam o tratamento antes de voltar a ter relações. O rastreamento regular, em vez de esperar os sintomas, costuma ser o que detecta a infecção cedo o bastante para evitar complicações como a doença inflamatória pélvica ou a epididimite.

Conviver com a possibilidade da gonorreia é sobretudo uma questão de prevenção contínua: usar preservativo sempre, conversar abertamente com as parcerias sobre testes e fazer o rastreamento com regularidade se você tem vida sexual ativa, principalmente se é jovem, tem parceria nova ou várias parcerias, ou é gay ou homem que faz sexo com homens. Receber o diagnóstico de gonorreia é comum e tratável e não diz nada sobre o caráter de ninguém; tratar rápido e completar todo o cuidado protege a sua saúde e a das suas parcerias.

Quantos dias dura a gonorreia?

Sem tratamento, a gonorreia pode durar semanas ou meses e continuar sendo transmitida, mesmo sem sintomas. Com o tratamento correto em dose única, os sintomas costumam melhorar em poucos dias, mas é preciso esperar sete dias depois do tratamento antes de voltar às relações sexuais. Se os sintomas continuarem, procure o serviço de saúde para refazer o exame.

Avanços recentes na pesquisa sobre gonorreia

A resistência aos antibióticos tornou os novos tratamentos para gonorreia uma prioridade de saúde pública, e dois estudos publicados na The Lancet em 2025 trouxeram as primeiras novas classes de remédios para gonorreia em décadas. Segundo estudos indexados no PubMed, um ensaio de fase 3 com uma dose única oral do novo antibiótico zoliflodacina curou 90,9% das gonorreias genitais não complicadas, contra 96,2% do esquema padrão de ceftriaxona com azitromicina, atingindo o critério de não inferioridade do estudo (Luckey et al., 2025). O que isso significa para você: esse ensaio apoiou a aprovação do remédio nos Estados Unidos, dando aos médicos uma opção oral, sem agulha, à medida que os antibióticos antigos ficam menos confiáveis; a chegada ao Brasil depende da avaliação da Anvisa. Um segundo ensaio de fase 3 testou a gepotidacina oral, em duas doses com intervalo de dez a doze horas, e obteve sucesso em 92,6% dos participantes, contra 91,2% com ceftriaxona e azitromicina, atingindo o mesmo critério, embora com efeitos gastrointestinais um pouco mais comuns (Ross et al., 2025). O que isso significa para você: esse estudo apoiou a aprovação da gepotidacina nos Estados Unidos, uma segunda opção oral nova para quem não pode usar o tratamento padrão com cefalosporina, como pessoas alérgicas.

A pesquisa sobre prevenção também avançou. Segundo estudos indexados no PubMed, um ensaio randomizado com doxiciclina tomada depois do sexo mostrou que uma dose única de 200 mg, tomada até 72 horas após uma relação sem preservativo, reduziu em cerca de dois terços o total de novas infecções por gonorreia, clamídia e sífilis em comparação com o cuidado padrão (Luetkemeyer et al., 2023). O que isso significa para você: esse ensaio é a base da estratégia de prevenção pós-exposição com doxiciclina, conhecida como doxy-PEP, que o CDC recomenda nos Estados Unidos para homens gays e bissexuais e mulheres trans que tiveram uma IST bacteriana no último ano; o efeito contra a gonorreia, especificamente, é mais modesto que contra a clamídia ou a sífilis, e os pesquisadores acompanham sinais de resistência crescente à doxiciclina. Não use antibiótico preventivo sem orientação de um profissional de saúde.

Glossário dos principais termos sobre gonorreia

TermoDefinição
Neisseria gonorrhoeae (gonococo)A bactéria que causa a gonorreia.
Biologia molecular (NAAT/PCR)Exame de laboratório muito sensível que detecta o material genético da bactéria em urina ou swab.
CulturaExame que faz a bactéria crescer a partir de uma amostra para ver quais antibióticos funcionam.
CeftriaxonaAntibiótico aplicado em injeção única para tratar a gonorreia.
Doença inflamatória pélvica (DIP)Infecção dos órgãos reprodutivos femininos que pode surgir depois de gonorreia ou clamídia não tratadas.
Infecção gonocócica disseminadaComplicação rara em que a bactéria se espalha pelo sangue para as articulações e a pele.
Teste de curaNovo exame depois do tratamento, usado principalmente para confirmar que uma infecção na garganta acabou.

Perguntas frequentes sobre gonorreia

O que é gonorreia e como se pega?

A gonorreia é uma IST bacteriana comum causada pela Neisseria gonorrhoeae. Ela passa no sexo vaginal, anal ou oral com uma pessoa infectada, e a pessoa gestante pode transmiti-la ao bebê no parto. Pode infectar os genitais, o reto e a garganta. Ela não costuma ser transmitida por assentos de banheiro ou toalhas, porque a bactéria sobrevive pouco fora do corpo.

Quais são os sintomas de gonorreia no homem e na mulher?

No homem, a gonorreia costuma causar dor ao urinar, secreção pelo pênis e, às vezes, dor ou inchaço em um testículo. Na mulher, pode causar ardência ao urinar, corrimento vaginal diferente e sangramento fora da menstruação, embora as mulheres tenham mais chance que os homens de não ter sintoma nenhum. As infecções no reto e na garganta podem acontecer em qualquer sexo e muitas vezes dão poucos ou nenhum sintoma.

É possível ter gonorreia sem sintomas?

Sim, muitas infecções por gonorreia não dão sintomas, principalmente nas mulheres e nas infecções da garganta em qualquer sexo. É exatamente por isso que a infecção se espalha sem ninguém perceber, e por isso o rastreamento regular, em vez de esperar os sintomas, é recomendado para quem tem risco.

Como é feito o exame de gonorreia?

A gonorreia é diagnosticada por biologia molecular (PCR), um exame muito sensível que detecta o material genético da bactéria em uma amostra de urina ou em um swab do local afetado. A cultura, que faz a bactéria crescer no laboratório, é usada em alguns lugares e sempre que é preciso testar a sensibilidade aos antibióticos.

Como a gonorreia é tratada e quais antibióticos são usados?

No Brasil, o protocolo do Ministério da Saúde recomenda ceftriaxona 500 mg em injeção intramuscular em dose única, associada à azitromicina 1 g (dois comprimidos de 500 mg) pela boca em dose única. As parcerias sexuais também devem ser testadas e tratadas para evitar a reinfecção.

Depois do tratamento para gonorreia, posso ter relações sexuais?

Sim, mas só depois de sete dias do fim do tratamento e quando as parcerias também tiverem terminado o tratamento delas. Se os sintomas continuarem, refaça o exame antes de voltar às relações. Usar preservativo em todas as relações continua sendo a melhor proteção.

Gonorreia tem cura? Dá para pegar de novo?

Sim, a gonorreia tem cura com o tratamento antibiótico certo, e a maioria das infecções desaparece por completo. Ter tido gonorreia uma vez não protege contra uma nova infecção, e a reinfecção é comum, principalmente se uma parceria não for tratada ao mesmo tempo ou se a exposição continuar.

Fontes

  • Ministério da Saúde — Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Atenção Integral às Pessoas com Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) — gov.br, 2021 — gov.br
  • Ministério da Saúde — Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) — Saúde de A a Z, gov.br, consultado em 2026 — gov.br
  • Centers for Disease Control and Prevention — About Gonorrhea — CDC, 2024 (em inglês) — cdc.gov
  • Mayo Clinic — Gonorrhea: Symptoms and Causes — Mayo Clinic, 2023 (em inglês) — mayoclinic.org
  • Centers for Disease Control and Prevention — Gonorrhea Treatment Guidelines — CDC Sexually Transmitted Infections Treatment Guidelines, 2021 (em inglês) — cdc.gov
  • Luckey A, Balasegaram M, Barbee LA, et al. — Zoliflodacin versus ceftriaxone plus azithromycin for treatment of uncomplicated urogenital gonorrhoea: an international, randomised, controlled, open-label, phase 3, non-inferiority clinical trial — The Lancet, 2025 (em inglês) — doi.org/10.1016/S0140-6736(25)01953-1
  • Ross JDC, Wilson J, Workowski KA, et al. — Oral gepotidacin for the treatment of uncomplicated urogenital gonorrhoea (EAGLE-1): a phase 3 randomised, open-label, non-inferiority, multicentre study — The Lancet, 2025 (em inglês) — doi.org/10.1016/S0140-6736(25)00628-2
  • Luetkemeyer AF, Donnell D, Dombrowski JC, et al. — Postexposure Doxycycline to Prevent Bacterial Sexually Transmitted Infections — New England Journal of Medicine, 2023 (em inglês) — doi.org/10.1056/NEJMoa2211934

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