A insolação é a forma mais grave de doença causada pelo calor e uma emergência médica: ligue para o SAMU 192 assim que suspeitar. Ela acontece quando o sistema que controla a temperatura do corpo falha e a temperatura interna passa dos 40 °C, quase sempre com confusão mental, agitação ou desmaio. Os médicos chamam o quadro de golpe de calor (ou intermação); “insolação” é o nome que todo mundo usa no Brasil, inclusive o Ministério da Saúde. Qualquer pessoa pode ter insolação no calor extremo ou num esforço físico intenso, mas ela tem tratamento, e as chances melhoram muito quando o resfriamento começa rápido, antes que os órgãos sejam lesados. Este guia explica o que é a insolação, os sintomas leves e graves, as causas, como é o diagnóstico, os exames de sangue pedidos no hospital, o tratamento e o que dizem as pesquisas mais recentes.

O que é insolação?

A insolação é a doença do calor mais séria: o corpo esquenta mais rápido do que consegue se resfriar, e o controle da temperatura deixa de funcionar. Segundo o Ministério da Saúde, ela acontece quando a temperatura corporal ultrapassa os 40 °C e o mecanismo de transpiração falha. Como o cérebro é muito sensível ao calor, surgem confusão, agitação, fala enrolada ou perda de consciência. Nos casos graves, a temperatura pode subir ainda mais em poucos minutos e, sem tratamento rápido, a insolação pode deixar lesões permanentes no cérebro, no coração, nos rins e nos músculos, ou levar à morte. Apesar do nome parecido em inglês (“heat stroke”), ela não tem relação com o AVC, que acontece quando o sangue deixa de chegar a uma parte do cérebro.

Existem duas formas. A insolação clássica, ou não ligada ao esforço, aparece depois de horas ou dias de exposição a ambientes muito quentes e atinge sobretudo idosos, crianças pequenas e pessoas com doenças crônicas, especialmente durante ondas de calor. A insolação por esforço (golpe de calor do exercício) surge durante uma atividade física intensa no calor e atinge pessoas jovens e saudáveis, como atletas, trabalhadores ao ar livre e militares em treinamento, cujos músculos produzem mais calor do que o corpo consegue eliminar. Nas duas, o problema central é o mesmo, a falha na regulação da temperatura, e a prioridade também: resfriar o corpo depressa.

Sintomas de insolação

O sinal que define a insolação é a temperatura muito alta somada a uma mudança no estado mental: confusão, agitação, desorientação, fala enrolada ou desmaio. A pele fica quente e pode estar seca na forma clássica ou ainda molhada de suor na forma por esforço. O Ministério da Saúde lista como primeiros sinais dor de cabeça, tontura, náusea, pele quente e seca, pulso rápido, temperatura elevada, alterações da visão e confusão mental. Com mais tempo de exposição podem vir respiração rápida e difícil, palidez, desmaio, convulsão, extremidades arroxeadas, fraqueza muscular e coma. Como os sintomas pioram em minutos, a insolação é sempre uma emergência: ligue para o SAMU 192 sem esperar.

Sintomas de insolação leve: como diferenciar da exaustão pelo calor

O que muita gente chama de “insolação leve” costuma ser a exaustão pelo calor, o degrau anterior da insolação. Ela provoca suor intenso, pele fria e úmida, cansaço, sede, dor de cabeça, enjoo e às vezes cãibras, mas a pessoa continua lúcida e responde normalmente. Na insolação verdadeira, o sistema de resfriamento já falhou, e a marca é justamente a confusão ou a perda de consciência junto com a temperatura altíssima. A exaustão pelo calor sem tratamento pode evoluir para insolação, por isso qualquer mudança no estado de alerta de alguém superaquecido é sinal para agir na hora, e não para “esperar para ver”.

O que causa a insolação e quem corre mais risco

A insolação aparece quando o corpo acumula calor mais rápido do que consegue liberar, sobrecarregando o suor e o aumento do fluxo de sangue na pele, que normalmente mantêm a temperatura estável. A umidade alta é especialmente perigosa, porque atrapalha a evaporação do suor, o principal modo de resfriamento, e o calor continua se acumulando mesmo com a pessoa suando muito. O Ministério da Saúde lembra que o quadro é mais associado ao clima quente e seco, mas também ocorre em ambientes úmidos. A forma clássica se instala ao longo de horas ou dias; a forma por esforço pode surgir em menos de uma hora de exercício pesado, porque os músculos em atividade produzem muito calor.

Vários fatores aumentam o risco. A perda de líquidos é um dos mais importantes: reconhecer os sinais de alerta da desidratação permite agir antes que a doença do calor se instale. Os extremos de idade também pesam: bebês regulam mal a temperatura, e idosos suam menos e costumam usar remédios que atrapalham o resfriamento. Doenças do coração, do pulmão e dos rins aumentam o perigo, e entender os desafios de líquidos e sais da doença renal crônica ajuda a ver por que quem tem problema nos rins precisa de cuidados extras no calor. O Ministério da Saúde cita ainda pessoas com câncer, diabetes, hipertensão ou imunidade baixa, quem tem gastroenterite e quem usa remédios para pressão alta, diuréticos, antidepressivos ou antipsicóticos. Obesidade, falta de adaptação ao calor, álcool, excesso de cafeína e estimulantes reduzem a capacidade de resfriamento, e trabalho ao ar livre, treinamento militar e esportes de resistência aumentam o risco da forma por esforço.

Como é feito o diagnóstico da insolação

O diagnóstico da insolação é clínico: baseia-se na temperatura interna muito alta junto com sinais de que o cérebro foi afetado, e não em um único exame de laboratório. As equipes de emergência medem a temperatura com termômetro retal, o método mais preciso nessa situação, já que o termômetro na boca, na axila ou na testa pode subestimar o calor interno. Temperatura acima de 40 °C com confusão, convulsão ou perda de consciência aponta fortemente para insolação, sobretudo depois de exposição ao calor ou de esforço intenso, embora o médico também precise descartar outras causas, como uma infecção. A tabela mostra como a insolação se diferencia da exaustão pelo calor.

CaracterísticaExaustão pelo calorInsolação
Temperatura internaElevada, em geral abaixo de 40 °CAcima de 40 °C, e pode continuar subindo
Estado mentalEm geral normalConfusão, agitação ou inconsciência
PeleFria, pálida e úmidaQuente, seca ou ainda suada
O que fazer jáLevar para a sombra, resfriar e dar líquidos pela bocaLigar para o SAMU 192 e começar o resfriamento imediatamente

Quais exames de sangue e de urina o hospital pede?

Depois que a insolação é suspeitada, os exames de sangue e de urina mostram quanto estrago o calor já causou, embora nenhum resultado isolado confirme o diagnóstico. O suor intenso e a perda de líquidos costumam desequilibrar os sais do sangue, por isso o médico pede o exame de sódio no sangue, o exame de potássio no sangue e o exame de cloreto no sangue para detectar alterações perigosas. Também pede o exame de creatinina e a ureia para avaliar os rins, já que a lesão renal aguda é uma complicação conhecida, e o exame de magnésio no sangue, porque o magnésio baixo afeta o coração e os músculos. O calor pode destruir tecido muscular (rabdomiólise), o que se investiga com a CPK (creatinoquinase) e com o exame de urina tipo 1 (EAS), em busca de urina escura; a dosagem de eletrólitos na urina acrescenta detalhes sobre como os rins estão reagindo. Coagulograma, TGO e TGP (fígado), eletrocardiograma e raio-X do tórax completam a avaliação.

Insolação: o que fazer e como é o tratamento

Insolação é emergência: ligue para o SAMU 192, serviço do SUS que atende 24 horas, porque ela pode causar lesão permanente de órgãos ou morte em poucas horas sem tratamento. Enquanto a ajuda não chega, o objetivo é baixar a temperatura do corpo, e a rapidez do resfriamento é o que mais pesa na recuperação. O Ministério da Saúde orienta: levar a pessoa para um local fresco, à sombra e ventilado; tirar o máximo de roupas; se ela estiver consciente, mantê-la em repouso com a cabeça elevada e oferecer água fria ou outro líquido sem álcool; borrifar água fria pelo corpo; aplicar compressas frias na testa, no pescoço, nas axilas e nas virilhas; e, assim que possível, colocá-la em banho frio ou envolvê-la em panos encharcados.

MedidaPara que serve
Imersão em água friaO método de resfriamento mais rápido e eficaz, sobretudo na insolação por esforço
Gelo ou compressas frias no pescoço, axilas e virilhasAlternativa prática quando não é possível fazer a imersão
Borrifar água e ventilarJunta água na pele e corrente de ar para acelerar a perda de calor
Soro na veia e suporte à respiraçãoCuidado hospitalar que repõe líquidos e estabiliza respiração e circulação
BenzodiazepínicosUsados no hospital para controlar tremores, que aumentariam ainda mais a temperatura

A imersão do corpo inteiro em água fria ou gelada é o modo mais rápido e eficaz de resfriar, principalmente na insolação por esforço, e as equipes de emergência preferem cada vez mais a regra “resfriar primeiro, transportar depois” quando a imersão está disponível no local. Quando ela não é possível, gelo no pescoço, nas axilas e nas virilhas, ou água borrifada com ventilação, são alternativas razoáveis, porém mais lentas. Nunca dê líquidos pela boca a quem está confuso ou inconsciente, pelo risco de engasgo. No hospital, o tratamento continua com soro na veia, suporte à respiração e remédios como os benzodiazepínicos para interromper os tremores.

Pode dar dipirona para insolação?

Antitérmicos como dipirona, paracetamol ou ibuprofeno não resolvem a insolação, porque o problema não é febre. Na febre, o “termostato” do cérebro é regulado para cima, e o antitérmico o traz de volta; na insolação, o termostato está normal, mas o corpo não consegue se livrar do calor. Por isso o tratamento é resfriar fisicamente. Para o mal-estar de uma exposição leve ao sol, sem confusão mental, converse com um médico ou farmacêutico antes de tomar qualquer remédio.

Recuperação e prognóstico depois da insolação

Com resfriamento rápido e atendimento de emergência, muitas pessoas sobrevivem à insolação e se recuperam bem, sobretudo quando o tratamento começa antes que a temperatura fique muito alta por muito tempo. A recuperação varia bastante: algumas pessoas se sentem normais em um ou dois dias, enquanto outras, principalmente com lesão de órgãos ou demora para começar o resfriamento, precisam de dias a semanas de internação. Como a insolação pode lesar rins, fígado, músculos e cérebro, o acompanhamento costuma incluir repetir os exames de sangue até a função dos órgãos voltar ao normal, e algumas pessoas ficam com sequelas, como redução da função dos rins ou alterações discretas de memória.

Depois da recuperação, muita gente passa por um período de maior sensibilidade ao calor e menor tolerância ao exercício, por isso os médicos costumam recomendar evitar atividade pesada no calor por algumas semanas e voltar aos poucos. No longo prazo, a prevenção é o centro de tudo. O Ministério da Saúde recomenda evitar o sol entre 10 e 16 horas, usar roupas leves, claras e folgadas, usar protetor solar com FPS 30 ou mais, beber bastante líquido (de preferência água, água de coco e sucos naturais) e ter cuidado com bebidas alcoólicas. Acostumar o corpo ao calor aos poucos, fazer pausas na sombra e checar como estão os parentes idosos durante as ondas de calor reduzem a chance de um novo episódio.

O que dizem as pesquisas mais recentes sobre insolação

Estudos recentes reforçam a urgência e o tamanho crescente do problema. Segundo pesquisas indexadas no PubMed, uma revisão clínica de 2025 publicada no Annals of Internal Medicine confirmou que as doenças causadas pelo calor devem continuar aumentando à medida que as mudanças climáticas trazem mais dias de calor extremo, e descreveu a insolação como uma emergência evitável, com duas formas, clássica e por esforço, pacientes típicos diferentes e o mesmo tratamento: resfriamento precoce e agressivo, mais cuidados de suporte (O’Connor et al., 2025). O que isso significa para você: a divisão entre forma clássica e por esforço usada neste guia reflete o pensamento médico atual, e o calor extremo cada vez mais frequente torna reconhecer os sinais de alerta mais importante a cada ano.

Outros dois estudos trazem detalhes sobre tratamento e risco. Uma revisão de 2025 no Journal of Critical Care, voltada a médicos de terapia intensiva, confirmou que a imersão do corpo inteiro em água fria é o método padrão-ouro para a insolação por esforço, defendeu a abordagem “resfriar primeiro, transportar depois” como a mais ligada à sobrevida e observou que o aumento das temperaturas e da prática de esportes de resistência está levando a mais casos; também destacou que as equipes precisam vigiar lesão nos rins, problemas de coagulação e alterações do fígado (Stomeo et al., 2025). O que isso significa para você: resfriar no gelo ou na água fria ainda no local, antes do transporte, dá a melhor chance de recuperação completa. Um estudo nacional de 2025 em Taiwan, com mais de 100 mil pessoas atendidas por doenças do calor, mostrou que a insolação foi o diagnóstico mais comum e de longe o mais letal, com mortalidade subindo de cerca de 0,5% em 7 dias para aproximadamente 1% em três meses, e que homens em idade de trabalho, entre 20 e 44 anos, foram afetados de forma desproporcional (Kuo et al., 2025). O que isso significa para você: a insolação não é só doença de idoso ou de criança, e adultos saudáveis e ativos devem levar os alertas de calor igualmente a sério.

Glossário da insolação

TermoDefinição
Temperatura interna (central)A temperatura de dentro do corpo, medida com mais precisão por termômetro retal numa emergência por calor.
Insolação clássicaInsolação causada pela exposição ao calor do ambiente, mais comum em idosos e crianças pequenas.
Insolação por esforçoInsolação causada por atividade física intensa no calor, mais comum em atletas e trabalhadores ao ar livre.
Exaustão pelo calorDoença do calor mais leve, com muito suor e estado mental preservado, que pode evoluir para insolação sem tratamento.
TermorregulaçãoO sistema do corpo que controla a temperatura interna, principalmente pelo suor e pelo fluxo de sangue na pele.
RabdomióliseDestruição de tecido muscular que libera no sangue substâncias capazes de lesar os rins.
Aclimatação ao calorAdaptação gradual do corpo, que passa a tolerar melhor o calor depois de exposições repetidas.

Perguntas frequentes sobre insolação

Quais os sintomas de uma insolação?

Os principais sinais são temperatura muito alta, em geral acima de 40 °C, junto com confusão, agitação, fala enrolada ou perda de consciência. Também aparecem pele quente, pulso acelerado, respiração rápida, dor de cabeça, tontura e náusea e, nos casos graves, convulsões. A insolação sempre exige atendimento imediato: ligue para o SAMU 192.

O que é bom para tratar insolação?

O que trata a insolação é resfriar o corpo rapidamente. O melhor é a imersão em água fria; sem ela, use compressas frias ou gelo no pescoço, nas axilas e nas virilhas, borrife água e ventile. Leve a pessoa para a sombra, tire o excesso de roupa e chame o SAMU 192. Remédios caseiros e antitérmicos não substituem o resfriamento.

Quanto tempo dura uma insolação?

Depende de quanto a temperatura subiu e de quão rápido o resfriamento começou. Algumas pessoas se sentem bem em um ou dois dias, enquanto outras, sobretudo com lesão nos rins, no fígado ou nos músculos, ficam dias a semanas internadas. A sensibilidade ao calor pode durar algumas semanas, e exames de sangue de controle confirmam quando os órgãos voltaram ao normal.

Qual a diferença entre insolação e exaustão pelo calor?

A exaustão pelo calor é mais leve: há muito suor, pele fria e úmida e o estado mental continua normal. Na insolação, o sistema de resfriamento já falhou, e aparecem confusão ou desmaio com temperatura acima de 40 °C. A exaustão sem tratamento pode evoluir para insolação.

Qual a diferença entre insolação e queimadura solar?

A queimadura solar é uma lesão da pele causada pela radiação ultravioleta, com vermelhidão, ardor e às vezes bolhas, mas sem falha no controle da temperatura do corpo. A insolação é um superaquecimento do corpo inteiro, com temperatura interna acima de 40 °C e sinais no cérebro. As duas podem acontecer juntas depois de muito tempo ao sol, mas só a insolação é uma emergência com risco de morte.

Insolação é a mesma coisa que AVC?

Não. Em inglês os nomes se parecem (“heat stroke” e “stroke”), mas são doenças diferentes. A insolação vem do superaquecimento do corpo, enquanto o AVC acontece quando o sangue deixa de chegar a uma parte do cérebro. Os dois podem causar confusão, mas as causas e os tratamentos são outros.

Fontes

  • Ministério da Saúde — Insolação — Saúde de A a Z, gov.br, consultado em 2026 — gov.br
  • Ministério da Saúde — Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) — gov.br, consultado em 2026 — gov.br
  • Mayo Clinic — Heatstroke – Diagnosis and Treatment — Mayo Clinic, 2024 (em inglês) — mayoclinic.org
  • Cleveland Clinic — Heat Stroke: Symptoms, Treatment & Recovery — Cleveland Clinic Health Library, 2024 (em inglês) — my.clevelandclinic.org
  • MedlinePlus, National Library of Medicine — Heat Emergencies — MedlinePlus, 2025 (em inglês) — medlineplus.gov
  • Stomeo N, Leuci L, Adami PE, et al. — What every intensivist should know about exertional heat stroke — Journal of Critical Care, 2025 (em inglês) — doi.org/10.1016/j.jcrc.2025.155134
  • O’Connor FG — Heat-Related Illnesses (In the Clinic) — Annals of Internal Medicine, 2025 (em inglês) — doi.org/10.7326/ANNALS-25-01958
  • Kuo WY, Huang CC, Chen CA, et al. — Epidemiological characteristics of heat-related illness: a nationwide study in Taiwan — BMC Public Health, 2025 (em inglês) — doi.org/10.1186/s12889-025-24344-1

Leia também

Entenda seus exames com a BloodSense

A insolação pode desequilibrar os sais do sangue e sobrecarregar rins e músculos, por isso os exames de sangue e de urina têm um papel tão grande no atendimento de emergência e no acompanhamento. Sódio, potássio, cloreto e magnésio mostram se a química do corpo saiu do equilíbrio, a creatinina reflete como os rins estão lidando com o problema, e os eletrólitos na urina e a CPK ajudam a revelar se a destruição muscular está afetando os rins. A BloodSense transforma um laudo cheio de números e valores de referência em linguagem simples: em vez de tentar interpretar sozinho, você vê quais valores estão dentro da faixa, quais merecem atenção e como evoluíram ao longo do tempo. As informações desta página têm caráter educativo e não substituem uma consulta médica.

Receba a interpretação dos seus exames em minutos