Pré-eclâmpsia: o que é, sintomas, exames, tratamento e como prevenir

A pré-eclâmpsia é uma forma grave de pressão alta que surge na gravidez, em geral depois da 20ª semana, e às vezes nos dias ou semanas depois do parto. Ela é fácil de passar despercebida, porque muitas vezes não dá sintomas no início e só é descoberta quando uma consulta de pré-natal encontra pressão alta ou proteína na urina. Como alerta a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), “a gestante pode não sentir nada e estar com pressão alta”. Sem diagnóstico, a pré-eclâmpsia pode sobrecarregar o fígado, os rins, o cérebro e o sangue, e continua sendo uma das principais causas de complicações graves para gestantes e bebês no mundo; ao mesmo tempo, a maioria das mortes por pré-eclâmpsia e eclâmpsia é evitável com cuidado adequado, segundo o Instituto Fernandes Figueira da Fiocruz. Este guia explica o que é a pré-eclâmpsia, como reconhecer os sinais de alerta, o que a causa, como é feito o diagnóstico com a medida da pressão e exames de sangue e urina, e o que o tratamento, a prevenção e a pesquisa atual oferecem.
O que é pré-eclâmpsia?
A pré-eclâmpsia é definida como pressão alta nova, em geral de 140/90 mmHg ou mais, que aparece depois da 20ª semana de gravidez numa gestante que tinha pressão normal. Só a pressão alta não basta para o diagnóstico: ela precisa vir acompanhada de proteína na urina ou de outro sinal de que a doença está atingindo algum órgão, como plaquetas baixas, alteração do fígado ou dos rins, líquido nos pulmões ou dor de cabeça e alterações visuais novas. Como a hipertensão crônica é um dos fatores de risco mais fortes, ajuda entender os sintomas, as causas e os tratamentos da pressão alta junto com o quadro específico da gravidez descrito abaixo.
A maior parte dos casos surge no terceiro trimestre, mas a doença pode começar antes, e uma forma chamada pré-eclâmpsia pós-parto pode aparecer depois do nascimento do bebê, em geral nos primeiros dias até uma semana após o parto. Pressão de 160/110 mmHg ou mais, ou o comprometimento de outros órgãos além dos rins, define a forma grave, que exige atendimento urgente. Saber em que ponto desse espectro a gestante está orienta todas as decisões seguintes, da frequência do acompanhamento ao momento do parto.
Como identificar pré-eclâmpsia na gravidez? Sintomas
Uma das coisas mais importantes sobre a pré-eclâmpsia é que ela muitas vezes é silenciosa. Muitas gestantes se sentem totalmente bem e só descobrem a doença porque o pré-natal encontrou pressão alta ou proteína na urina. É exatamente por isso que as consultas regulares de pré-natal, com medida da pressão em todas elas, fazem tanta diferença: elas pegam a doença antes que ela se manifeste. A Febrasgo orienta começar o pré-natal assim que a gravidez for confirmada.
Quando os sinais de alerta aparecem, eles costumam refletir a pressão subindo e a sobrecarga dos órgãos. Dor de cabeça forte ou que não passa com os remédios habituais, alterações da visão, como visão embaçada ou ver pontos brilhantes (as “estrelinhas”), e dor na parte de cima da barriga ou na “boca do estômago” são especialmente importantes de relatar. Inchaço súbito do rosto e das mãos, ganho rápido de peso em poucos dias, náusea ou vômitos que começam no fim da gravidez e falta de ar também podem indicar problema. Qualquer um desses sintomas na segunda metade da gestação merece contato imediato com a equipe do pré-natal ou ida à maternidade, e não uma espera para ver se passa.
| Sinal de alerta | Como pode ser sentido |
|---|---|
| Dor de cabeça forte ou persistente | Dor latejante ou contínua que não melhora com repouso ou com o analgésico habitual |
| Alterações da visão | Visão embaçada, pontos brilhantes, manchas escuras ou perda rápida da visão |
| Dor na parte de cima da barriga | Dor ou pontada abaixo das costelas, em geral do lado direito, embaixo do fígado, ou na boca do estômago |
| Inchaço súbito | Rosto e mãos inchados, às vezes com ganho rápido de peso por retenção de líquido |
| Falta de ar | Dificuldade para respirar, que pode indicar líquido nos pulmões |
| Náusea ou vômitos | Enjoo ou vômito novo que começa na segunda metade da gravidez |
Causas e fatores de risco da pré-eclâmpsia
A raiz da pré-eclâmpsia está na placenta, o órgão que liga a gestante ao bebê. No início da gravidez, a placenta forma uma rede de vasos que deveriam se alargar para levar cada vez mais sangue. Na pré-eclâmpsia, esses vasos se formam de maneira anormal e levam menos sangue do que deveriam. A placenta sob estresse passa então a liberar proteínas na circulação da mãe que lesam o revestimento dos vasos, aumentando a pressão e alterando os rins, o fígado e outros órgãos. Os pesquisadores descrevem isso como um desequilíbrio entre uma proteína antiangiogênica, a sFlt-1, e uma proteína pró-angiogênica, o PlGF, e esse desequilíbrio hoje é a base de um exame de sangue usado para ajudar a prever a doença.
Nenhuma causa única explica todos os casos, mas vários fatores aumentam a chance. A Febrasgo destaca, já na primeira consulta, pré-eclâmpsia numa gravidez anterior, peso acima do ideal, gestação de gêmeos e histórico de pressão alta ou diabetes; como fatores adicionais, primeira gestação, pré-eclâmpsia na mãe ou na irmã, idade de 35 anos ou mais, ser negra (preta ou parda) e intervalo de mais de 10 anos desde a gestação anterior. Gravidez por fertilização in vitro também aumenta o risco. As doenças crônicas pesam muito: vale rever os sintomas, as causas e o tratamento do diabetes e ler o nosso guia sobre a insuficiência renal crônica, porque essas duas condições, junto com a hipertensão crônica, a obesidade e as doenças autoimunes, estão entre os fatores de risco reconhecidos.
Qual a diferença entre eclâmpsia e pré-eclâmpsia? E a síndrome HELLP?
A diferença é a convulsão: a pré-eclâmpsia é a pressão alta da gravidez com sinais de lesão de órgãos, e a eclâmpsia é quando essa doença evolui para convulsões, uma emergência que ameaça a mãe e o bebê. A pré-eclâmpsia faz parte de um espectro, e seu maior perigo é a rapidez com que pode piorar. Algumas gestantes não têm nenhum aviso claro antes de uma convulsão, um dos motivos pelos quais a pré-eclâmpsia grave é tratada de forma tão ativa.
Outra forma grave é a síndrome HELLP, sigla em inglês para hemólise (destruição dos glóbulos vermelhos), enzimas do fígado elevadas e plaquetas baixas. Ela reflete lesão dos glóbulos vermelhos, do fígado e do sistema de coagulação e pode surgir rápido, às vezes com dor na parte de cima da barriga e náusea mais do que com pressão muito alta. Tanto a eclâmpsia quanto a HELLP são motivos pelos quais a equipe acompanha os exames de sangue de perto e muitas vezes indica o parto quando surge doença grave.
Como é feito o diagnóstico da pré-eclâmpsia
O diagnóstico começa pelas duas checagens simples feitas em toda consulta de pré-natal: a medida da pressão e a pesquisa de proteína na urina. Duas medidas elevadas com pelo menos quatro horas de intervalo, junto com proteína na urina, preenchem a definição clássica. Quando a proteína é duvidosa, o laboratório pode medir a relação proteína/creatinina numa amostra isolada de urina ou coletar a urina de 24 horas para quantificá-la com precisão. É aí que os exames de laboratório se tornam centrais, porque o sangue mostra o comprometimento dos órgãos que o aparelho de pressão não mostra. A Febrasgo cita, entre os exames mais importantes, a proteinúria e os testes de função do fígado e dos rins, de anemia e de coagulação.
Um conjunto de exames de sangue mostra como a doença está afetando o corpo, e cada resultado acrescenta uma peça. Ajuda entender o que a contagem de plaquetas revela no exame de sangue, porque a queda das plaquetas é marca da doença grave e da síndrome HELLP. As enzimas do fígado altas apontam sobrecarga do fígado, e você pode ver o que o exame de TGO (AST) mede e seus valores normais para entender por que ele é acompanhado. A função dos rins também é seguida, então vale saber o que a creatinina mostra sobre o funcionamento dos rins, e a equipe costuma dosar também o ácido úrico, por isso ajuda entender o que os níveis de ácido úrico indicam no exame de sangue numa gravidez com pressão alta. O médico pode medir ainda a desidrogenase láctica (LDH), marcador de lesão das células, e cada vez mais se usa a relação sFlt-1/PlGF, um exame de sangue liberado pela FDA, nos Estados Unidos, para ajudar a prever quais gestantes com pressão alta vão evoluir para pré-eclâmpsia grave.
| Exame | O que mede | Por que importa na pré-eclâmpsia |
|---|---|---|
| Pressão arterial | A pressão nas artérias, medida com o aparelho | 140/90 mmHg ou mais em duas ocasiões é o ponto de partida do diagnóstico |
| Proteína na urina | Proteína escapando para a urina, por fita, relação proteína/creatinina ou urina de 24 horas | Indica que os rins foram atingidos, característica central da doença |
| Contagem de plaquetas | Número de células de coagulação no sangue | Plaquetas baixas apontam doença grave ou síndrome HELLP |
| Enzimas do fígado (TGO e TGP) | Proteínas liberadas quando as células do fígado sofrem | Valores altos indicam comprometimento do fígado |
| Creatinina e ácido úrico | Resíduos eliminados pelos rins | Valores subindo sugerem que os rins estão sobrecarregados |
| Relação sFlt-1/PlGF | O equilíbrio entre duas proteínas da placenta no sangue | Ajuda a prever quem vai evoluir para pré-eclâmpsia grave |
Tratamento da pré-eclâmpsia
A única cura definitiva da pré-eclâmpsia é o nascimento do bebê e a saída da placenta, porque é a placenta que mantém a doença; a Febrasgo resume que “a pré-eclâmpsia só desaparece quando o bebê nasce”. Escolher o momento do parto é um equilíbrio delicado. Quando a pré-eclâmpsia é leve e a gestação está perto do termo, costuma-se planejar o parto por volta de 37 semanas. Quando ela aparece mais cedo, a equipe pesa os riscos da prematuridade contra o perigo de a doença piorar e pode tentar ganhar tempo sob observação rigorosa, muitas vezes com internação.
Até o parto, o cuidado busca proteger a mãe e dar tempo para o bebê amadurecer. Remédios para pressão considerados seguros na gravidez são usados para baixar os valores perigosos; no Brasil, costumam ser usados metildopa, nifedipino e hidralazina, e em outros países também o labetalol. O sulfato de magnésio na veia previne ou trata as convulsões da eclâmpsia e, segundo o Instituto Fernandes Figueira da Fiocruz, é a principal medicação tanto para a prevenção quanto para o tratamento da eclâmpsia. Se um parto prematuro parecer provável, um curso de corticoide acelera o amadurecimento dos pulmões do bebê. Durante todo o tempo, a gestante é acompanhada de perto com medidas repetidas da pressão, exames de sangue e avaliação do crescimento e do bem-estar do bebê. Toda gestante com pré-eclâmpsia deve ter um plano claro com a equipe sobre quais sintomas exigem ida imediata à maternidade; em caso de emergência, ligue para o SAMU (192).
Como evitar a pré-eclâmpsia na gravidez?
Nem sempre é possível evitar a pré-eclâmpsia, mas o risco pode ser reduzido em muitas gestantes. A Febrasgo orienta que as gestantes com fatores de risco façam atividade física, como caminhada de 30 minutos cinco vezes por semana, e tomem cálcio e uma pequena dose de aspirina (ácido acetilsalicílico, AAS), conforme prescrição médica. Diretrizes dos Estados Unidos recomendam iniciar a aspirina em baixa dose entre 12 e 28 semanas, de preferência antes de 16 semanas; a dose exata é definida pelo médico. Acredita-se que a aspirina melhore o fluxo de sangue na placenta, e ela reduz a chance de desenvolver a doença em gestantes de risco elevado.
O cálcio ajuda sobretudo quando a alimentação tem pouco cálcio, e as recomendações sobre ele estão sendo atualizadas no Brasil com base em novas evidências, segundo o portal de boas práticas da Fiocruz. Além dos remédios, controlar as doenças crônicas antes e durante a gravidez, ir a todas as consultas do pré-natal e manter a pressão e o peso em faixa saudável tornam a gestação mais segura. Quem tem fatores de risco deve conversar cedo com a equipe do pré-natal sobre aspirina, cálcio e outras medidas, porque a prevenção funciona melhor quando começa na primeira metade da gravidez. Nunca comece aspirina por conta própria.
O que a pré-eclâmpsia pode causar? Complicações e sequelas
A maioria das gestantes com pré-eclâmpsia que recebem cuidado rápido se recupera totalmente depois do parto, mas a doença pode causar complicações sérias quando é grave ou não tratada. Para a mãe, elas incluem eclâmpsia, síndrome HELLP e lesão dos rins e do fígado. Pressão muito alta também pode causar sangramento no cérebro, e entender como essa emergência acontece fica mais fácil com o nosso guia sobre os sintomas, as causas e o tratamento do AVC. A placenta também pode se descolar da parede do útero, um evento perigoso chamado descolamento prematuro de placenta.
O que acontece com o bebê quando a mãe tem pré-eclâmpsia ou eclâmpsia?
Para o bebê, os principais riscos vêm da necessidade de nascer antes do tempo e da redução do fluxo de sangue pela placenta, que pode atrasar o crescimento. A prematuridade e o baixo peso ao nascer são as consequências mais comuns, e nos casos graves pode haver falta de oxigênio e até morte dentro do útero, como alerta a Febrasgo.
Quem teve pré-eclâmpsia fica com sequelas?
Os efeitos podem ir além da gravidez: quem teve pré-eclâmpsia tem, a longo prazo, mais risco de pressão alta, doença do coração, AVC e problemas nos rins. A Febrasgo recomenda que toda mulher que teve pré-eclâmpsia mantenha acompanhamento ao longo da vida, com alimentação saudável e exercícios regulares, e por isso muitas se beneficiam de um acompanhamento cardiovascular nos anos depois do parto.
Avanços científicos recentes
Boa parte do progresso recente veio de exames de sangue que conseguem sinalizar a doença antes dos sintomas. Uma revisão sistemática com metanálise de 2025 reuniu dados de muitos estudos e concluiu que a relação sFlt-1/PlGF previu a pré-eclâmpsia com mais precisão do que cada proteína isolada, com ótimo desempenho geral (Zhang et al., 2025). É o mesmo equilíbrio de biomarcadores por trás dos exames mais novos que estão chegando à prática clínica. O que isso significa para você: se você está sendo acompanhada por suspeita de pré-eclâmpsia, a equipe pode usar um desses exames para estimar a chance de a doença ficar grave, o que ajuda a decidir a frequência do acompanhamento e o momento de agir.
Os pesquisadores também testam se rastrear o risco no início da gravidez e tratar as gestantes de alto risco previne a doença. Um grande estudo de 2024 em várias regiões da Ásia ofereceu rastreamento no primeiro trimestre e aspirina em baixa dose às gestantes de alto risco. Entre as que realmente tomaram a aspirina, o tratamento se associou a uma redução de 41 % na pré-eclâmpsia prematura (Nguyen-Hoang et al., 2024). O que isso significa para você: identificar o risco cedo e começar a aspirina antes de 16 semanas parece fazer diferença real, e por isso vale conversar cedo com a equipe do pré-natal sobre o seu risco.
Ainda há perguntas sobre a melhor forma de usar essa aspirina. Um estudo nacional de 2025 na Suécia comparou gestantes que tomaram dose mais alta, de 150 a 160 mg, com as que tomaram 75 mg, avaliando a pré-eclâmpsia e os sangramentos (Kupka et al., 2025). Estudos assim ajudam a ajustar a dose e o momento que dão mais proteção com menos risco. O que isso significa para você: a orientação de usar aspirina em baixa dose quando o risco é alto está bem estabelecida, mas a dose exata deve ser definida pelo seu médico, que pesa seus fatores de risco e qualquer preocupação com sangramento.
Glossário da pré-eclâmpsia
| Termo | Definição |
|---|---|
| Pré-eclâmpsia | Pressão alta nova depois de 20 semanas de gravidez, com proteína na urina ou sinais de comprometimento de órgãos. |
| Eclâmpsia | Convulsões que podem surgir como evolução grave da pré-eclâmpsia, uma emergência. |
| Síndrome HELLP | Forma grave marcada por hemólise, enzimas do fígado elevadas e plaquetas baixas. |
| Proteinúria | Proteína escapando para a urina, sinal de que os rins foram atingidos. |
| Placenta | Órgão que leva sangue e oxigênio ao bebê e que está na origem da pré-eclâmpsia. |
| Relação sFlt-1/PlGF | Exame de sangue que compara duas proteínas da placenta para prever a pré-eclâmpsia grave. |
| Sulfato de magnésio | Remédio na veia usado para prevenir e tratar as convulsões da eclâmpsia. |
| Pré-eclâmpsia pós-parto | Pré-eclâmpsia que surge depois do parto, em geral na primeira semana. |
Perguntas frequentes sobre pré-eclâmpsia
Quais são os sinais de alerta da pré-eclâmpsia?
A pré-eclâmpsia muitas vezes é silenciosa, e muitas gestantes só são diagnosticadas pela medida da pressão e pelo exame de urina do pré-natal. Quando há sinais, os mais importantes são dor de cabeça forte ou persistente, alterações da visão como pontos brilhantes, dor na parte de cima da barriga, inchaço súbito do rosto e das mãos, ganho rápido de peso e falta de ar. Qualquer um deles na segunda metade da gravidez pede contato imediato com a equipe ou ida à maternidade.
Quando a pré-eclâmpsia costuma começar?
A pré-eclâmpsia costuma surgir depois de 20 semanas de gravidez, e a maioria dos casos aparece no terceiro trimestre. Em algumas gestantes ela começa antes, e a forma pós-parto pode surgir depois do nascimento, em geral nos primeiros dias até uma semana. Como pode chegar sem aviso, o pré-natal regular durante toda a gravidez é a melhor forma de detectá-la.
O que causa a pré-eclâmpsia?
A pré-eclâmpsia começa na placenta, cujos vasos se formam de maneira anormal e levam menos sangue do que deveriam. A placenta sob estresse libera proteínas que lesam o revestimento dos vasos da mãe, aumentando a pressão e afetando rins, fígado e outros órgãos, num desequilíbrio entre as proteínas sFlt-1 e PlGF. Primeira gestação, pré-eclâmpsia anterior, hipertensão crônica, diabetes, doença renal, obesidade, gêmeos e idade acima de 35 anos aumentam o risco.
A pré-eclâmpsia tem cura? Como é tratada?
A única cura é o nascimento do bebê e a saída da placenta, e o momento do parto equilibra a segurança da mãe e o amadurecimento do bebê. Antes disso, o tratamento inclui remédios para pressão seguros na gravidez e sulfato de magnésio na veia para prevenir convulsões nos casos graves. Se o parto prematuro for provável, o corticoide ajuda a amadurecer os pulmões do bebê.
Como diminuir o risco de pré-eclâmpsia?
Se você tem risco alto, a equipe do pré-natal pode indicar aspirina em baixa dose, de preferência começando antes de 16 semanas, e cálcio, além de atividade física regular, como recomenda a Febrasgo. Controlar a pressão e o diabetes, ir a todas as consultas e manter o peso saudável também ajudam. Converse cedo com seu médico e não tome aspirina sem prescrição.
Dá para ter pré-eclâmpsia depois do parto?
Sim. A pré-eclâmpsia pós-parto surge depois do nascimento, em geral nos primeiros dias até uma semana, mas pode aparecer até cerca de seis semanas depois. Os sinais de alerta são os mesmos da gravidez: dor de cabeça forte, alterações da visão, dor na parte de cima da barriga, inchaço e falta de ar. Como é fácil confundir esses sintomas com a recuperação normal, quem os percebe depois do parto deve procurar atendimento logo.
Fontes
- Febrasgo — Pré-eclâmpsia: entenda os sintomas, riscos e cuidados para proteger mães e bebês — Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia, 2025 — febrasgo.org.br
- Fiocruz / Instituto Fernandes Figueira — Profilaxia da pré-eclâmpsia no pré-natal — Portal de Boas Práticas em Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente, 2023 — portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br
- American College of Obstetricians and Gynecologists — Preeclampsia and High Blood Pressure During Pregnancy — ACOG Frequently Asked Questions, 2023 — acog.org (em inglês)
- Mayo Clinic — Preeclampsia: Symptoms and Causes — Mayo Clinic Diseases and Conditions, 2024 — mayoclinic.org (em inglês)
- Cleveland Clinic — Preeclampsia — Cleveland Clinic Health Library, 2024 — my.clevelandclinic.org (em inglês)
- MedlinePlus, National Library of Medicine — Preeclampsia — MedlinePlus Medical Encyclopedia, 2024 — medlineplus.gov (em inglês)
- Zhang R, Li J, Chi Y, Sun L, et al. — Predictive performance of sFlt-1, PlGF and the sFlt-1/PlGF ratio for preeclampsia: A systematic review and meta-analysis — Journal of Gynecology Obstetrics and Human Reproduction, 2025 — doi.org (em inglês)
- Nguyen-Hoang L, Dinh LT, Tai AST, et al. — Implementation of First-Trimester Screening and Prevention of Preeclampsia: A Stepped Wedge Cluster-Randomized Trial in Asia — Circulation, 2024 — doi.org (em inglês)
- Kupka E, Hesselman S, Gunnarsdóttir J, Wikström AK, et al. — Prophylactic Aspirin Dose and Preeclampsia — JAMA Network Open, 2025 — doi.org (em inglês)
Leia também
- Entenda um marcador de lesão celular no guia sobre o que a LDH mostra no exame de sangue.
- Veja como a proteína na urina é medida no guia sobre a interpretação da proteinúria de 24 horas.
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- Saiba mais sobre a enzima do fígado que acompanha a TGO no guia sobre o que o exame de TGP (ALT) mede.
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O diagnóstico de pré-eclâmpsia vai além de uma medida de pressão. Ele depende de um conjunto de exames de sangue e urina, das plaquetas e enzimas do fígado à creatinina, ao ácido úrico, à proteinúria e à relação sFlt-1/PlGF, cada um mostrando como a doença está afetando o corpo. Esses resultados podem ser difíceis de entender sozinha, sobretudo quando trazem valores de referência, destaques ou marcadores pouco conhecidos.
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