Febre tifoide: o que é, sintomas, transmissão, exames e tratamento

A febre tifoide é uma infecção bacteriana grave que se espalha por água e alimentos contaminados com fezes ou urina de uma pessoa infectada. Ela é causada pela bactéria Salmonella enterica sorotipo Typhi, chamada de S. Typhi, e continua comum em lugares onde faltam água tratada e saneamento básico. No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, a doença ocorre de forma endêmica em regiões isoladas, com algumas epidemias onde as condições de vida são mais precárias, especialmente no Norte e no Nordeste. Diferente de uma virose intestinal repentina, a febre tifoide costuma se instalar devagar, ao longo de dias, com febre que sobe aos poucos, dor de cabeça, cansaço intenso e desconforto na barriga. Este guia explica o que é a febre tifoide, os sintomas, a transmissão, como os exames de sangue, fezes e urina confirmam o diagnóstico, qual é o tratamento, se existe vacina e como prevenir.
O que é febre tifoide?
A febre tifoide é uma infecção do corpo todo causada pela S. Typhi, parente próxima das salmonelas que causam intoxicação alimentar comum. Depois que a pessoa engole a bactéria, ela atravessa a parede do intestino e se espalha pelo sangue e pelo sistema linfático, por isso a doença afeta muito mais do que o intestino. Os médicos agrupam a febre tifoide e a febre paratifoide, mais leve, sob o nome de febre entérica, porque as duas têm causa e evolução parecidas.
A doença é um grande problema de saúde no mundo. Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos estimam cerca de 9 milhões de casos por ano, concentrados no sul da Ásia, na África subsaariana e em partes do Sudeste Asiático, onde faltam água tratada e saneamento. O Ministério da Saúde destaca que a febre tifoide está praticamente eliminada dos países que superaram esses problemas, e que, nas áreas endêmicas, ela atinge com mais frequência pessoas de 15 a 45 anos. Como se transmite por água e alimentos contaminados, a febre tifoide pertence à mesma família de infecções da cólera, e o guia sobre sintomas, causas e tratamento da cólera mostra como outra doença ligada à água se comporta.
A febre tifoide é o mesmo que tifo?
Não. Apesar do nome parecido, a febre tifoide e o tifo são doenças diferentes. A febre tifoide é causada pela bactéria Salmonella Typhi e se pega por água e alimentos contaminados. O tifo é causado por outro tipo de bactéria (do gênero Rickettsia), transmitida por piolhos ou pulgas. A confusão vem do nome antigo, porque as duas causam febre alta e prostração.
Sintomas da febre tifoide
Os sintomas da febre tifoide costumam aparecer aos poucos, em geral de uma a três semanas depois que a pessoa engole a bactéria. A marca da doença é uma febre que sobe um pouco a cada dia, em degraus, podendo chegar a 39 °C ou 40 °C, e que dura uma semana ou mais se a infecção não for tratada.
O Ministério da Saúde lista como principais sintomas febre alta, dor de cabeça, mal-estar geral, falta de apetite, batimentos mais lentos do que o esperado para a febre, aumento do baço, manchas rosadas no tronco, prisão de ventre ou diarreia e tosse seca. Nas crianças, a doença costuma ser menos grave do que nos adultos e vem acompanhada de diarreia com frequência. Assim que surgir qualquer sintoma, a orientação é procurar um médico para iniciar o tratamento.
| Sintoma comum | Como costuma ser |
|---|---|
| Febre prolongada | Temperatura que sobe um pouco a cada dia e pode ficar alta por uma semana ou mais |
| Dor de cabeça e no corpo | Dor de cabeça surda e persistente, com dores musculares e fraqueza |
| Dor na barriga e falta de apetite | Desconforto abdominal e pouca vontade de comer, muitas vezes com prisão de ventre ou diarreia |
| Cansaço extremo | Cansaço pesado e crescente que dificulta as atividades normais |
| Manchas rosadas | Pequenas manchas cor-de-rosa que podem aparecer no peito e na barriga |
Qual é o órgão afetado pela febre tifoide?
O intestino é a porta de entrada e o órgão mais atingido, mas a febre tifoide é uma doença do corpo todo: a bactéria chega ao sangue e pode afetar o baço, o fígado, a vesícula biliar e, segundo o Ministério da Saúde, qualquer órgão quando há bacteremia. A principal complicação, a hemorragia intestinal, pode levar à perfuração do intestino.
Como a febre tifoide é transmitida: causas e fatores de risco
A febre tifoide se espalha pela chamada via fecal-oral: a bactéria sai do corpo de uma pessoa infectada nas fezes ou na urina e chega à boca de outra pessoa por água ou alimentos contaminados. O Ministério da Saúde descreve duas formas de transmissão: a direta, pelo contato com as mãos do doente ou portador, e a indireta, pela ingestão de água ou alimentos contaminados. Verduras irrigadas com água contaminada, frutos do mar de águas poluídas consumidos crus ou mal cozidos, leite e derivados não pasteurizados e alimentos manipulados por portadores que não foram afastados do preparo de comida estão entre os veículos citados.
A pessoa infectada elimina a bactéria nas fezes e na urina mesmo sem sintomas, em geral por uma a três semanas, podendo chegar a três meses. Segundo o Ministério da Saúde, de 2 % a 5 % dos pacientes se tornam portadores crônicos e podem transmitir a doença por até um ano, muitas vezes guardando a bactéria na vesícula biliar. O maior fator de risco é viver ou estar em uma região com saneamento precário; ajuda conhecer o guia sobre sintomas, causas e tratamento da hepatite A, que se espalha pelos mesmos alimentos e água contaminados. Como uma febre que não passa pode ter várias causas, sobretudo depois de uma viagem a áreas de risco, o médico pode considerar também a doença descrita no guia sobre sintomas e tratamento da malária. O Ministério da Saúde lembra ainda que a febre tifoide é bem mais frequente e pode ser mais grave em pessoas com HIV/aids.
Onde tem febre tifoide no Brasil?
No Brasil, a febre tifoide aparece de forma endêmica em regiões isoladas, com algumas epidemias onde as condições de vida são mais precárias, especialmente nas regiões Norte e Nordeste, segundo o Ministério da Saúde. A ocorrência está diretamente ligada ao saneamento básico e aos hábitos de higiene, e não a uma estação do ano.
Resistência aos antibióticos na febre tifoide
Um dos desenvolvimentos mais importantes no cuidado da febre tifoide é o aumento da resistência aos antibióticos. Durante décadas, antibióticos mais antigos, como ampicilina, cloranfenicol e sulfametoxazol-trimetoprima, curavam a maioria dos casos. As cepas resistentes aos três ao mesmo tempo são chamadas de multirresistentes (MDR) e se espalharam pela Ásia e pela África, muitas delas depois ficando resistentes também às fluoroquinolonas.
Mais recentemente surgiram cepas extensivamente resistentes, chamadas XDR, sobretudo no Paquistão. Elas resistem aos remédios antigos de primeira linha, às fluoroquinolonas e à maioria das cefalosporinas de terceira geração, como a ceftriaxona, sobrando poucas opções eficazes. Por isso o médico nem sempre consegue prever qual antibiótico vai funcionar, por isso o teste da cepa no laboratório importa tanto e por isso os remédios usados hoje, como a azitromicina e os carbapenêmicos, são diferentes dos do passado.
Como é feito o diagnóstico da febre tifoide
Como os primeiros sintomas se confundem com muitas outras doenças, os exames de laboratório são essenciais. O Ministério da Saúde cita entre os diagnósticos diferenciais a febre paratifoide, pneumonias, tuberculose, meningite, doença de Chagas, malária, toxoplasmose e esquistossomose. A base do diagnóstico é a hemocultura: uma amostra de sangue é colocada em um meio especial para que a S. Typhi cresça e seja identificada. A hemocultura funciona melhor na primeira semana e permite testar a quais antibióticos a cepa responde (antibiograma), o que orienta o tratamento. A cultura da medula óssea (mielocultura), obtida por punção, é a técnica mais eficaz segundo o Ministério da Saúde, mas é usada com menos frequência por ser invasiva; a coprocultura e a urocultura ajudam mais adiante na doença.
Os exames de sangue fazem mais do que cultivar a bactéria; eles mostram como a infecção afeta o corpo. O médico costuma pedir o hemograma completo, que mede glóbulos brancos, vermelhos e plaquetas, porque a febre tifoide muitas vezes deixa a contagem de glóbulos brancos normal ou baixa, e não alta como em muitas infecções bacterianas; vale entender o que a contagem de leucócitos revela durante uma infecção. O mesmo exame pode mostrar uma anemia leve. O laboratório também pode fazer a coprocultura, que identifica a bactéria no intestino, e, como a febre tifoide pode inflamar o fígado, o médico pode conferir a TGP (ALT), que sinaliza irritação do fígado. O antigo teste de anticorpos de Widal ainda é usado em alguns lugares, mas não é confiável, e as culturas continuam sendo o padrão.
| Exame | O que mostra | Observações |
|---|---|---|
| Hemocultura | A S. Typhi viva cultivada de uma amostra de sangue, confirmando a infecção | O exame principal; mais útil na primeira semana e orienta a escolha do antibiótico |
| Mielocultura (medula óssea) | A bactéria cultivada de uma amostra da medula | Mais sensível que a hemocultura, porém invasiva, por isso usada com critério |
| Coprocultura e urocultura | Bactérias eliminadas nas fezes ou na urina | Muitas vezes positivas mais tarde na doença e úteis para identificar portadores |
| Hemograma completo | Glóbulos brancos, vermelhos e plaquetas | Apoia o diagnóstico; costuma mostrar leucócitos normais ou baixos e anemia leve |
Qual o tratamento da febre tifoide?
O tratamento da febre tifoide é feito com antibióticos e reidratação, e deve começar o mais rápido possível depois do diagnóstico. Segundo o Ministério da Saúde, em geral o paciente é tratado em nível ambulatorial, e só em raras exceções é preciso internar; o tratamento dura via de regra cerca de 14 dias, podendo ser mais curto ou mais longo conforme a gravidade. A escolha do antibiótico ficou mais complicada com a resistência: quando a infecção é pega cedo e a cepa é sensível, um antibiótico oral como a azitromicina pode tratar casos sem complicação; doenças mais graves ou cepas resistentes costumam exigir um antibiótico injetável como a ceftriaxona, e os carbapenêmicos, como o meropeném, ficam reservados às cepas XDR. Sempre que possível, o médico ajusta a escolha pelo resultado da cultura e do antibiograma.
Junto com o antibiótico, o repouso e a hidratação constante são fundamentais, com soro na veia no hospital quando a pessoa não consegue beber o suficiente. Os antibióticos podem causar intolerância gastrointestinal. Durante o tratamento, lave bem as mãos com água e sabão depois de usar o banheiro e evite preparar ou servir comida para outras pessoas. A maioria se sente melhor alguns dias depois de começar um antibiótico eficaz, mas é importante terminar o tratamento inteiro para a infecção não voltar. Somente o médico pode indicar o remédio, a dose e a duração; nunca se automedique.
Vacina e prevenção da febre tifoide
A prevenção da febre tifoide se apoia sobretudo no saneamento básico, no preparo adequado dos alimentos e na higiene pessoal, que o Ministério da Saúde aponta como as principais medidas. Sobre a vacina, o Ministério informa que a vacina disponível não tem alto poder imunogênico e a imunidade é de curta duração, por isso ela é indicada apenas em situações específicas, como recrutas em missão em países endêmicos, trabalhadores em contato com esgoto ou pessoas que vivem em áreas de alta endemicidade. O Regulamento Sanitário Internacional da OMS, segundo o Ministério, não recomenda a vacinação para viajantes internacionais. Em outros países existem uma vacina injetável de polissacarídeo Vi e uma vacina oral, e uma vacina conjugada mais nova, que dá proteção mais duradoura e pode ser aplicada em crianças pequenas, já faz parte de programas de rotina em vários países endêmicos.
A vacina contra febre tifoide foi descontinuada?
A vacina contra a febre tifoide não faz parte do Calendário Nacional de Vacinação, e o Ministério da Saúde a indica só em situações específicas, por causa da proteção limitada e de curta duração. A oferta em clínicas particulares pode variar ao longo do tempo; se você vai viajar para uma área de alto risco, converse com um serviço de saúde do viajante para saber o que está disponível e se a vacina faz sentido no seu caso.
Nenhuma vacina contra a febre tifoide protege totalmente, então os cuidados com água e comida continuam importantes, em casa e em viagens. Estes hábitos reduzem o risco:
- Beba apenas água tratada, fervida (por 5 minutos) ou desinfetada com hipoclorito de sódio a 2,5 % (duas gotas por litro), e use gelo só de procedência conhecida.
- Prefira alimentos bem cozidos e servidos quentes, e desinfete frutas, legumes e verduras crus em solução de hipoclorito antes de consumir.
- Consuma leite e derivados pasteurizados e evite alimentos de procedência duvidosa ou deixados por horas em temperatura ambiente.
- Lave as mãos com água e sabão antes de comer, antes e depois de preparar alimentos e depois de usar o banheiro.
- Limpe e desinfete a caixa-d'água a cada 6 meses, ou com intervalo menor, se necessário.
Complicações e prognóstico
Com antibiótico a tempo, a maioria das pessoas se recupera totalmente da febre tifoide, e as mortes são raras. O perigo está em deixar a infecção sem tratamento: segundo o Ministério da Saúde, se não for tratada adequadamente, a febre tifoide pode matar. A complicação principal é a hemorragia intestinal, que pode levar à perfuração do intestino, uma emergência médica que exige atendimento urgente. Outras complicações menos frequentes são retenção urinária, pneumonia e inflamação da vesícula (colecistite).
Como a bactéria circula pelo sangue, uma infecção grave pode desencadear a reação perigosa do corpo inteiro explicada no guia sobre sepse. Um pequeno número de pessoas vira portador crônico, guardando a bactéria na vesícula muito tempo depois de se sentir bem; pacientes com pedra ou alterações na vesícula que não respondem ao antibiótico podem precisar retirar a vesícula, segundo o Ministério da Saúde. O Ministério também alerta que muitas vezes a pessoa recebe antibióticos só por ter febre de causa desconhecida, o que mascara o quadro e atrasa o diagnóstico. No geral, o prognóstico é muito bom quando a febre tifoide é reconhecida e tratada cedo.
O tifo matava antigamente?
Sim, tanto o tifo quanto a febre tifoide mataram muita gente no passado, antes do saneamento básico e dos antibióticos. Hoje, com tratamento adequado, as mortes por febre tifoide são raras, e o risco se concentra em quem não tem acesso a diagnóstico e antibiótico a tempo.
Avanços científicos recentes sobre a febre tifoide
O progresso mais animador recente contra a febre tifoide veio das vacinas. Uma revisão sistemática com metanálise de 2025, publicada na Vaccine, reuniu dados do mundo real de países endêmicos e mostrou que uma dose da vacina conjugada contra febre tifoide preveniu a doença confirmada por cultura com efetividade de cerca de 87 %, e a febre tifoide extensivamente resistente com efetividade de aproximadamente 97 % (Haposan et al., 2025). O que isso significa para você: a vacina conjugada é uma ferramenta comprovada, que funciona até contra as cepas mais difíceis de tratar; se você vai viajar para uma região onde a febre tifoide circula muito, vale perguntar a um serviço de saúde do viajante o que está disponível.
Ao mesmo tempo, pesquisadores acompanham as cepas resistentes. Um estudo de 2025 com S. Typhi isolada do sangue de pacientes em Khyber Pakhtunkhwa, no Paquistão, encontrou cerca de 72 % de cepas multirresistentes e aproximadamente 22 % extensivamente resistentes, enquanto o meropeném ainda funcionava contra a maioria (Ahmad et al., 2025). Outro estudo genômico de 2025 analisou cepas XDR de Gujarat, na Índia, e relatou que certas combinações de uma cefalosporina com um inibidor de betalactamase foram eficazes contra essas bactérias em laboratório (Akshay et al., 2025). O que isso significa para você: são achados iniciais de vigilância e de laboratório, não novas receitas, mas explicam por que os médicos se apoiam no antibiograma e por que o tratamento deve seguir o teste da cepa.
Glossário de termos
| Termo | Definição |
|---|---|
| Salmonella Typhi (S. Typhi) | A bactéria específica que causa a febre tifoide. |
| Febre entérica | Nome que reúne a febre tifoide e a febre paratifoide, mais leve. |
| Via fecal-oral | Passagem da bactéria das fezes de uma pessoa infectada para a boca de outra, por água ou alimentos. |
| Portador crônico | Pessoa recuperada que continua eliminando a bactéria, muitas vezes a partir da vesícula, sem sintomas. |
| Multirresistente (MDR) | Cepa resistente a vários antibióticos antigos de primeira linha ao mesmo tempo. |
| Extensivamente resistente (XDR) | Cepa resistente à maioria dos antibióticos padrão, restando poucas opções. |
| Manchas rosadas | Pequenas manchas cor-de-rosa no peito e na barriga que podem surgir na febre tifoide. |
| Vacina conjugada contra febre tifoide | Vacina mais nova que liga o açúcar Vi da bactéria a uma proteína, para proteção mais duradoura. |
Perguntas frequentes
Quais são os primeiros sintomas da febre tifoide?
A febre tifoide costuma começar aos poucos, de uma a três semanas depois da exposição. O primeiro sinal muitas vezes é uma febre que sobe um pouco a cada dia, com dor de cabeça, cansaço, dores musculares e falta de apetite. Dor na barriga com prisão de ventre ou diarreia é comum, e algumas pessoas têm pequenas manchas rosadas no peito e na barriga. Como esses sinais se confundem com outras doenças, uma febre prolongada merece avaliação médica.
Como se pega febre tifoide?
Pega-se febre tifoide ao engolir água ou alimentos contaminados com a S. Typhi, eliminada nas fezes e na urina de uma pessoa infectada, ou pelo contato com as mãos de um doente ou portador. Isso pode acontecer com água sem tratamento, alimentos lavados ou irrigados com água contaminada, frutos do mar crus de águas poluídas ou refeições preparadas por alguém que carrega a bactéria e não lavou as mãos.
Quais antibióticos tratam a febre tifoide e por que a resistência preocupa?
O médico pode usar azitromicina em casos sem complicação, ceftriaxona em doenças mais graves e carbapenêmicos, como o meropeném, para cepas extensivamente resistentes. A resistência preocupa porque muitas cepas não respondem mais aos remédios antigos, e algumas, as XDR, resistem à maioria das opções padrão. Por isso a hemocultura com antibiograma orienta a escolha.
Qual exame de sangue diagnostica a febre tifoide?
O principal exame é a hemocultura, em que o sangue é incubado para que a S. Typhi cresça e seja identificada, de preferência na primeira semana de doença; o mesmo exame mostra quais antibióticos funcionam. O hemograma muitas vezes mostra leucócitos normais ou baixos e anemia leve, e a coprocultura e a urocultura acrescentam informação mais tarde.
Alguém pode transmitir febre tifoide sem estar doente?
Sim. A pessoa infectada elimina a bactéria mesmo sem sintomas, e de 2 % a 5 % dos pacientes viram portadores crônicos, que podem transmitir a doença por até um ano, segundo o Ministério da Saúde. Esses portadores podem passar a infecção a outras pessoas, principalmente se manipulam alimentos. Lavar bem as mãos e, quando necessário, fazer exames e tratamento reduzem esse risco.
Fontes
- Ministério da Saúde — Febre Tifoide: transmissão, sintomas, diagnóstico, tratamento e prevenção — gov.br — gov.br
- MedlinePlus, National Library of Medicine — Typhus — MedlinePlus Medical Encyclopedia — medlineplus.gov (em inglês)
- Centers for Disease Control and Prevention — About Typhoid Fever and Paratyphoid Fever — CDC Typhoid Fever, 2024 — cdc.gov (em inglês)
- Centers for Disease Control and Prevention — Treating Typhoid Fever and Paratyphoid Fever — CDC Typhoid Fever, 2024 — cdc.gov (em inglês)
- Cleveland Clinic — Typhoid Fever: Causes, Symptoms and Treatment — Cleveland Clinic Health Library, 2023 — my.clevelandclinic.org (em inglês)
- Mayo Clinic — Typhoid fever: Diagnosis and treatment — Mayo Clinic, 2023 — mayoclinic.org (em inglês)
- MedlinePlus, National Library of Medicine — Typhoid fever — MedlinePlus Medical Encyclopedia, reviewed 2023 — medlineplus.gov (em inglês)
- Haposan JH, Icanervilia AV, Watts E, et al. — Real-world vaccine effectiveness of typhoid conjugate vaccine in children and adolescents: a systematic review and meta-analysis — Vaccine, 2025 — doi.org/10.1016/j.vaccine.2025.127872 (em inglês)
- Ahmad J, Khan MA, Atif M, et al. — Incidence and antimicrobial resistance profile of multi-drug resistant Salmonella typhi isolated from blood samples in Khyber Pakhtunkhwa, Pakistan — Diagnostic Microbiology and Infectious Disease, 2025 — doi.org/10.1016/j.diagmicrobio.2025.117122 (em inglês)
- Akshay SD, Upadhyaya H, Shukla N, et al. — Comprehensive analysis of extensive drug-resistant S. Typhi in the Gujarat region, India: genomic findings and prospective alternative therapy — Microbiology Spectrum, 2025 — doi.org/10.1128/spectrum.02540 — doi.org/10.1128/spectrum.02540-24 (em inglês)
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