Doença arterial coronariana (DAC): sintomas, causas, exames e tratamento

A doença arterial coronariana (DAC) acontece quando as artérias que levam sangue ao músculo do coração ficam estreitadas pelo acúmulo de placas de gordura, o que limita aos poucos o sangue rico em oxigênio de que o coração precisa para funcionar bem. É a forma mais comum de doença do coração e está por trás da maioria dos infartos, que, segundo o Ministério da Saúde, são a maior causa de morte no Brasil. Ao mesmo tempo, é uma das doenças mais evitáveis e tratáveis. Muita gente vive anos com artérias estreitadas sem nenhum sintoma, enquanto outras pessoas notam sinais de alerta, como desconforto no peito, bem antes de um infarto.
Este guia explica o que é a doença arterial coronariana, os sintomas, as causas, como ela é diagnosticada com exames de sangue e de imagem do coração, os tratamentos disponíveis e as pesquisas mais recentes.
O que é doença arterial coronariana?
A doença arterial coronariana, também chamada de doença coronariana, coronariopatia ou insuficiência coronariana, surge quando as artérias coronárias, que alimentam o músculo do coração, se estreitam por causa do acúmulo de colesterol, gordura e outras substâncias que formam a placa. À medida que a placa cresce, chega menos sangue oxigenado ao coração, principalmente durante o exercício ou o estresse. Se uma placa se rompe, pode se formar de repente um coágulo que entope a artéria, corta o fluxo de sangue e provoca um infarto.
A DAC é o tipo mais comum de doença do coração. O Ministério da Saúde estima que o Brasil tenha de 300 mil a 400 mil casos de infarto por ano e que, a cada 5 a 7 casos, ocorra uma morte. Como a doença se desenvolve devagar e pode ficar silenciosa por anos, entendê-la cedo ajuda a proteger o coração.
Sintomas da doença arterial coronariana
O sintoma mais característico da doença arterial coronariana é a angina: pressão, aperto, peso ou queimação no peito, muitas vezes provocada pelo esforço e aliviada pelo repouso. Falta de ar e cansaço podem acompanhar a angina ou aparecer sozinhos. Nas fases iniciais, a doença muitas vezes não dá sintomas, e para muita gente o primeiro sinal é o próprio infarto.
Como o infarto pode acontecer quase sem aviso, vale conhecer os sinais: pressão, aperto ou sensação de peso no peito que dura mais que alguns minutos ou vai e volta; dor que irradia para os braços, as costas, o pescoço, a mandíbula ou o estômago; falta de ar; suor frio; enjoo; e tontura. O Ministério da Saúde lembra que, em idosos, o principal sintoma pode ser a falta de ar e que, em diabéticos e idosos, o infarto pode ocorrer sem sinais típicos. Quem tiver esses sintomas deve ligar imediatamente para o SAMU (192) em vez de esperar para ver se passam, porque o tratamento rápido salva músculo do coração. As mulheres têm com mais frequência sintomas atípicos durante o infarto, como dor rápida ou em pontada no pescoço, na mandíbula, no braço ou nas costas, enjoo ou cansaço, em vez da pressão clássica no peito, o que pode atrasar o diagnóstico.
O que causa doença coronária e quais são os fatores de risco
A doença arterial coronariana se desenvolve quando lesões no revestimento das artérias deixam o colesterol e outras substâncias se acumularem na parede do vaso ao longo de muitos anos, um processo chamado aterosclerose. Dois dos fatores modificáveis mais fortes são o LDL alto e a pressão alta: controlar os efeitos do colesterol alto sobre as artérias e a sobrecarga extra da pressão alta pode frear ou até estabilizar a doença. Tabagismo, diabetes, obesidade, sedentarismo e uma alimentação rica em gordura saturada, sal e açúcar também aumentam o risco. Segundo o Ministério da Saúde, diabéticos e hipertensos têm de duas a quatro vezes mais chance de sofrer um infarto.
Alguns fatores de risco não podem ser mudados. O risco aumenta com a idade, e um histórico familiar de doença do coração precoce, principalmente em pais ou irmãos, aumenta bastante a chance. A inflamação crônica de baixo grau e um nível alto de lipoproteína(a), herdado geneticamente, também elevam o risco independentemente do colesterol, um dos motivos pelos quais os médicos hoje olham além do perfil lipídico comum para estimar o risco cardiovascular.
Exames que detectam a doença arterial coronariana
Como a doença arterial coronariana nasce do acúmulo de placa da aterosclerose, o diagnóstico junta exames de sangue que medem o risco cardiovascular com exames de imagem que mostram o estreitamento diretamente. A maioria dos adultos começa com a revisão dos sintomas e do histórico familiar, o perfil lipídico (lipidograma), a medida da pressão e a glicemia, e acrescenta outros marcadores ou exames de imagem se o risco parecer elevado. A diretriz da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) de 2025 aceita coletar o perfil lipídico sem jejum na avaliação inicial; se os triglicérides vierem acima de 440 mg/dL sem jejum, o médico pode pedir nova coleta com jejum de 12 horas.
| Marcador no sangue | O que indica |
|---|---|
| Colesterol LDL | Principal motor do acúmulo de placa; a meta varia conforme o risco cardiovascular global |
| Colesterol HDL | Ajuda a retirar colesterol da parede das artérias; valores mais altos em geral protegem |
| Triglicérides e colesterol não HDL | Captam outras partículas que carregam gordura e somam ao risco de aterosclerose |
| Apolipoproteína B | Conta diretamente as partículas que entopem as artérias; esclarece o risco quando só o LDL não basta |
| Lipoproteína(a) | Partícula definida pela genética, dosada uma vez na vida adulta; valores altos aumentam o risco independentemente do LDL |
| PCR ultrassensível | Reflete a inflamação dos vasos; refina o risco quando outros resultados estão no limite |
| Hemoglobina glicada (HbA1c) | Reflete a média da glicose; rastreia o diabetes, um grande motor da doença coronariana |
| Troponina ultrassensível | Indica lesão do músculo do coração; diagnostica o infarto, não é exame de rastreamento |
O perfil lipídico é a base. Entender o valor do colesterol LDL, o valor do colesterol HDL, o nível de triglicérides e o resultado do colesterol total, que, junto com o HDL, dá o colesterol não HDL, coloca o resultado em contexto. O quanto o LDL deve baixar depende do risco global: a diretriz da SBC de 2025 recomenda metas de LDL abaixo de 115 mg/dL no risco baixo, abaixo de 100 mg/dL no intermediário, abaixo de 70 mg/dL no alto, abaixo de 50 mg/dL no muito alto e abaixo de 40 mg/dL na nova categoria de risco extremo. Quando o risco continua incerto, dosar a apolipoproteína B mostra quantas partículas que entopem artérias estão circulando mesmo com o LDL controlado. A mesma diretriz recomenda dosar a lipoproteína(a) uma vez na vida em todos os adultos, porque ela é definida pela genética e fica estável desde cedo; valores a partir de 50 mg/dL (ou 125 nmol/L) são considerados elevados.
Dois outros exames acrescentam detalhes. Dosar a proteína C reativa ultrassensível pode revelar uma inflamação de baixo grau nos vasos, fator de risco independente do colesterol. Medir a hemoglobina glicada mostra a média da glicose nos últimos meses e detecta o pré-diabetes ou o diabetes que aumentam o risco de DAC. Já a troponina ultrassensível serve para diagnosticar um infarto em andamento, e não para rastrear quem está bem.
Os exames de sangue são complementados por exames que olham o coração diretamente. O eletrocardiograma de repouso registra a atividade elétrica, o teste ergométrico procura alterações durante o esforço e o ecocardiograma avalia o bombeamento e as válvulas por ultrassom. A angiotomografia de coronárias mostra as artérias e o escore de cálcio coronariano, que vai de zero, indicando risco muito baixo a curto prazo, a mais de 400, indicando placa extensa. Quando há forte suspeita de obstrução, o cateterismo cardíaco leva um tubo fino até o coração para mapear as artérias diretamente e muitas vezes já permite colocar um stent. Calculadoras de risco mais recentes, como as equações PREVENT da American Heart Association, estimam o risco em 10 anos e ao longo da vida a partir de idade, sexo, colesterol e pressão, substituindo nos Estados Unidos um modelo antigo que superestimava o risco em 40% a 50%; no Brasil, o médico costuma seguir a estratificação de risco da diretriz da SBC.
Como tratar doença coronária
O tratamento da doença arterial coronariana combina mudanças de hábitos com remédios e, quando necessário, procedimentos que restauram o fluxo de sangue. Quase todo mundo se beneficia de não fumar, praticar atividade física regular, comer com base em verduras, legumes, frutas, grãos integrais e proteínas magras e chegar a um peso saudável, porque esses passos freiam o acúmulo de placa e apoiam o restante do tratamento.
| Abordagem | Função |
|---|---|
| Estatinas | Remédios de primeira linha que baixam o LDL e ajudam a estabilizar a placa |
| Ezetimiba | Somada à estatina, ou sozinha se a estatina não for tolerada, para baixar mais o LDL |
| Inibidores de PCSK9 e inclisirana | Opções injetáveis com grande redução adicional do LDL para pacientes de maior risco |
| Antiagregantes plaquetários | AAS ou remédios parecidos que ajudam a evitar os coágulos que desencadeiam o infarto |
| Controle da pressão e do diabetes | Reduz a sobrecarga das artérias e freia a progressão da doença |
| Angioplastia com stent ou cirurgia de ponte de safena | Reabre a artéria entupida ou cria um desvio para restaurar o fluxo de sangue |
Os remédios costumam ser somados conforme a redução adicional de LDL necessária. A estatina é o ponto de partida para a maioria das pessoas, com a ezetimiba acrescentada quando a estatina sozinha não basta. Pacientes de maior risco podem acrescentar inibidores de PCSK9, aplicados por injeção a cada poucas semanas, ou a inclisirana, aplicada duas vezes por ano, para uma redução bem maior do LDL. A diretriz da SBC de 2025 admite iniciar cedo a combinação de estatina com ezetimiba, com ou sem anti-PCSK9, nos pacientes de risco alto, muito alto ou extremo. Os antiagregantes plaquetários diminuem a chance de a ruptura de uma placa virar um coágulo, e controlar bem a pressão e a glicose protege ainda mais. Quando a obstrução é grave, um stent colocado no cateterismo ou a cirurgia de revascularização, conhecida como ponte de safena, podem restaurar o fluxo, mas os dois funcionam melhor junto com os remédios e as mudanças de hábitos, e não no lugar deles.
Qual é o remédio para abrir as artérias?
Não existe um remédio que “desentupa” as artérias. As estatinas e os outros remédios para baixar o colesterol estabilizam a placa e, em alguns estudos, chegam a reduzi-la um pouco, enquanto o AAS e outros antiagregantes evitam a formação de coágulos. Quando uma artéria precisa ser reaberta, isso é feito por procedimento: a angioplastia com stent ou a cirurgia de ponte de safena. Não use remédios ou suplementos “para limpar as artérias” sem orientação médica.
Convivência com a doença arterial coronariana e prognóstico
O diagnóstico de doença arterial coronariana não significa uma vida limitada. Com tratamento constante, a maioria das pessoas reduz bastante o risco de infarto e continua trabalhando, se exercitando e aproveitando o dia a dia. Ficar atento aos sinais de alerta, manter as consultas de acompanhamento e tomar os remédios como prescrito ajudam a impedir que a doença avance em silêncio.
O prognóstico a longo prazo depende muito de quão bem os principais fatores de risco ficam controlados. Manter colesterol, pressão e glicose nas metas, ficar ativo, comer de forma saudável para o coração e nunca fumar continuam importando por anos, e não só no começo. Como a doença pode piorar em silêncio mesmo quando a pessoa se sente bem, a maioria se beneficia de revisões periódicas com o médico para reavaliar o risco e ajustar o tratamento à medida que surgem novas opções.
Avanços recentes na pesquisa sobre doença arterial coronariana
Segundo estudos indexados no PubMed, uma análise secundária de 2026 do ensaio FOURIER investigou se baixar muito a lipoproteína(a), junto com o LDL, com o inibidor de PCSK9 evolocumabe traria algum risco escondido. Entre mais de 25.000 participantes com doença aterosclerótica estabelecida em uso de estatina, uma lipoproteína(a) mais baixa no início esteve ligada a mais diabetes, mas não a mais AVC, sangramento, problemas cognitivos, câncer ou arritmia, e a redução da lipoproteína(a) pelo evolocumabe não aumentou o risco de diabetes, mesmo nos níveis mais altos (Gencer et al., 2026). O que isso significa para você: baixar a lipoproteína(a) junto com o LDL parece seguro do ponto de vista do diabetes, o que apoia o desenvolvimento de novos remédios para essa partícula genética. Em outro estudo, de 2025, os benefícios da semaglutida observados no ensaio SELECT foram aplicados a uma grande coorte com exames de imagem, e um escore de cálcio coronariano de 300 ou mais teve mais do que o dobro do risco cardiovascular de um escore zero, o que significa que bem menos pessoas com escore alto precisariam ser tratadas para evitar um evento (Razavi et al., 2025). O que isso significa para você: o escore de cálcio pode ajudar a identificar quem mais se beneficia dos novos remédios que protegem o coração.
A inflamação também voltou ao centro das atenções. Uma declaração de consenso de 2026 das sociedades europeias de cardiologia confirmou que a inflamação impulsiona tanto o acúmulo quanto a ruptura súbita das placas e apoiou formalmente o tratamento do risco inflamatório residual, inclusive com colchicina em dose baixa, em pacientes selecionados com doença coronariana estabelecida, observando que os resultados dos estudos com anti-inflamatórios, no conjunto, foram variados (Roubille et al., 2026). O que isso significa para você: se o seu colesterol já está bem controlado mas o risco continua alto, tratar a inflamação restante passou a ser um caminho reconhecido para conversar com o médico, além do foco habitual no colesterol e na pressão.
Glossário dos principais termos sobre doença arterial coronariana
| Termo | Definição |
|---|---|
| Aterosclerose | Acúmulo gradual de placa de gordura dentro da parede das artérias, que estreita a passagem do sangue. |
| Placa | Depósito de colesterol, gordura e outras substâncias que se acumula na parede de uma artéria. |
| Angina | Desconforto no peito causado pela redução do fluxo de sangue ao músculo do coração, muitas vezes provocado pelo esforço. |
| Infarto agudo do miocárdio | Nome médico do ataque cardíaco, quando o fluxo de sangue bloqueado lesa o músculo do coração. |
| Revascularização | Procedimento, como stent ou ponte de safena, que reabre ou desvia o fluxo de sangue em torno de uma artéria entupida. |
| Estatina | Remédio que baixa o colesterol LDL e ajuda a estabilizar a placa na parede das artérias. |
| Escore de cálcio coronariano | Resultado de exame de imagem que estima quanta placa calcificada se acumulou nas coronárias. |
Perguntas frequentes sobre doença arterial coronariana
O que é doença arterial coronariana e como ela acontece?
A doença arterial coronariana é o estreitamento das artérias do coração pelo acúmulo de placa com colesterol. Com o crescimento da placa, chega menos sangue oxigenado ao coração e, se ela se rompe, um coágulo pode entupir a artéria e causar um infarto. A doença se desenvolve ao longo de décadas, ligada ao colesterol, à pressão e aos hábitos de vida.
O que significa ICO em cardiologia?
ICO costuma ser a abreviação de insuficiência coronariana, outro nome para a doença arterial coronariana: as coronárias não conseguem levar sangue suficiente ao músculo do coração. Ela pode ser crônica, como na angina estável, ou aguda, como no infarto e na angina instável. Se a sigla aparecer no seu laudo ou prontuário, peça ao médico para explicar o contexto.
Quais são os primeiros sinais de doença arterial coronariana?
No início, a doença arterial coronariana muitas vezes não dá sintomas. Quando eles aparecem, o mais comum é a angina: pressão, aperto ou peso no peito provocados pelo esforço e aliviados pelo repouso, às vezes com falta de ar ou cansaço. Como a fase inicial pode ser silenciosa, os exames de sangue e a avaliação de risco importam antes que os sintomas surjam.
A doença cardíaca coronária é grave?
Pode ser, porque é a principal causa de infarto, mas é também muito tratável. Com remédios, controle dos fatores de risco e, quando necessário, angioplastia ou cirurgia, a maioria das pessoas reduz bastante o risco de eventos graves e mantém uma vida ativa. A gravidade depende do grau de obstrução, dos sintomas e de quão bem o colesterol, a pressão e a glicose estão controlados.
Qual a diferença entre doença arterial coronariana e infarto?
A doença arterial coronariana é o estreitamento gradual das artérias do coração pela placa, que pode existir por anos sem sintomas. O infarto é súbito: uma placa se rompe, um coágulo entope a artéria e o fluxo de sangue para o coração é interrompido. Em resumo, uma é a doença de fundo, e o outro é a sua complicação mais grave.
Quais são as 4 doenças do sistema cardiovascular?
Não existe uma lista oficial de quatro doenças. Entre as doenças cardiovasculares mais comuns estão a doença arterial coronariana, que pode levar ao infarto, o AVC, a insuficiência cardíaca e as arritmias, além da pressão alta, que é ao mesmo tempo uma doença e um dos principais fatores de risco para as outras.
Quais exames de sangue avaliam a doença coronariana e o risco de infarto?
O ponto de partida é o perfil lipídico, com LDL, HDL, triglicérides e colesterol total, muitas vezes seguido da apolipoproteína B ou da lipoproteína(a) para esclarecer o risco. A PCR ultrassensível pode apontar inflamação, e a hemoglobina glicada rastreia o diabetes. A troponina ultrassensível é diferente: ela diagnostica um infarto em andamento, e não prevê o risco futuro.
A doença arterial coronariana tem cura ou pode ser revertida?
Não há uma cura definitiva, mas a progressão muitas vezes pode ser freada, interrompida ou parcialmente revertida com tratamento intenso do colesterol e da pressão, mudanças de hábitos e estatinas, que em algumas pesquisas chegam a reduzir um pouco a placa. Para a maioria das pessoas, a meta realista é impedir que a doença avance, e não eliminá-la.
Como tratar doença coronária: preciso de stent ou de cirurgia?
A maioria das pessoas é tratada primeiro com mudanças de hábitos e remédios, como estatinas, antiagregantes e controle da pressão e do diabetes. O stent ou a cirurgia de ponte de safena ficam geralmente reservados para obstruções importantes ou sintomas que não melhoram com remédios, e mesmo assim os remédios e os novos hábitos continuam essenciais para proteger o restante das artérias.
Fontes
- Ministério da Saúde — Infarto — Saúde de A a Z, gov.br, consultado em 2026 — gov.br
- Sociedade Brasileira de Cardiologia — Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose – 2025 — Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 2025 — doi.org/10.36660/abc.20250640
- Ministério da Saúde — SAMU 192 — gov.br, consultado em 2026 — gov.br
- Centers for Disease Control and Prevention — About Coronary Artery Disease — CDC, 2024 (em inglês) — cdc.gov
- MedlinePlus, National Library of Medicine — Coronary Artery Disease — MedlinePlus, 2024 (em inglês) — medlineplus.gov
- Mayo Clinic — Coronary Artery Disease: Symptoms and Causes — Mayo Clinic, 2024 (em inglês) — mayoclinic.org
- Gencer B, Giugliano RP, Ran X, et al. — Safety of low lipoprotein(a) levels: the FOURIER trial — European Heart Journal, 2026 (em inglês) — doi.org/10.1093/eurheartj/ehag398
- Razavi AC, Cao Zhang AM, Dardari ZA, et al. — Allocation of Semaglutide According to Coronary Artery Calcium and BMI: Applying the SELECT Trial to MESA — JACC: Cardiovascular Imaging, 2025 (em inglês) — doi.org/10.1016/j.jcmg.2024.10.004
- Roubille F, Kharlamov JA, Lenz M, et al. — Inflammation in coronary syndromes in clinical practice: a clinical consensus statement of the ESC Association for Acute CardioVascular Care and ESC Working Groups/Councils — European Heart Journal: Acute Cardiovascular Care, 2026 (em inglês) — doi.org/10.1093/ehjacc/zuag086
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Entenda seus exames com a BloodSense
O risco de doença arterial coronariana raramente cabe em um único número. O perfil lipídico, a apolipoproteína B ou a lipoproteína(a), a PCR ultrassensível e a hemoglobina glicada acrescentam, cada um, uma parte do quadro, e a meta certa de LDL depende do risco global de cada pessoa, e não de um corte fixo. Ver esses valores juntos, e acompanhar como mudam depois de começar uma estatina ou mudar a alimentação, é muito mais útil do que ler uma linha isolada.
A BloodSense traduz o conjunto de marcadores de colesterol e de risco cardiovascular em linguagem simples, mostrando onde cada resultado fica em relação aos valores de referência e o que ele pode significar para o seu coração, para você acompanhar as mudanças ao longo do tempo e conversar com mais segurança com a sua equipe de saúde. O relatório não é um diagnóstico e não substitui a avaliação do seu médico.



