Dismenorreia é o nome médico da cólica menstrual: uma dor latejante ou em cólica na parte de baixo da barriga que aparece pouco antes ou durante a menstruação. Ela é muito comum e, na maioria das vezes, vem das prostaglandinas, substâncias naturais que fazem o útero se contrair, e não de uma doença. Em algumas pessoas, porém, a cólica é sinal de que há algo mais, como endometriose ou miomas, e por isso uma dor fora do comum, que piora com o tempo ou vem junto com outros sintomas merece ser investigada em vez de ser suportada em silêncio.

Este guia explica o que é a dismenorreia, os tipos, os sintomas, as causas, como é feito o diagnóstico, os tratamentos que aliviam a dor e as pesquisas mais recentes.

O que é dismenorreia?

A palavra dismenorreia vem do grego e quer dizer, mais ou menos, “fluxo mensal difícil”. Os médicos a usam para a dor menstrual forte o bastante para atrapalhar as atividades do dia a dia, e não para um incômodo leve. É a queixa ginecológica mais comum entre quem menstrua, principalmente adolescentes e jovens, e uma das principais causas de faltas na escola e no trabalho. Uma revisão publicada na revista Femina, da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), descreve a dismenorreia como uma das queixas ginecológicas mais comuns da vida reprodutiva, embora muitas vezes subvalorizada. No CID-10, a dismenorreia fica no grupo N94.

Quais são os tipos de dismenorreia?

A dismenorreia primária é a cólica sem doença por trás, causada pelas prostaglandinas liberadas quando o revestimento do útero se desfaz; é de longe o tipo mais comum e costuma começar alguns anos depois da primeira menstruação, quando os ciclos passam a ter ovulação. A dismenorreia secundária é a dor causada por uma condição identificável, principalmente a endometriose, mas também miomas, adenomiose, doença inflamatória pélvica ou o uso de DIU. Cerca de metade ou até a grande maioria das pessoas que menstruam sente alguma dor a cada ciclo, e de 10% a 20% dizem que ela é forte o bastante para atrapalhar a rotina.

Sintomas da dismenorreia

O sintoma principal é uma dor latejante ou em cólica na parte baixa da barriga, que muitas vezes se espalha para a região lombar e para a frente das coxas. Muitas pessoas também têm enjoo, dor de cabeça, tontura e fezes amolecidas ou diarreia junto com a cólica, principalmente nos dias de maior fluxo. Na dismenorreia primária, a dor costuma começar um a três dias antes do sangramento, chegar ao pico cerca de 24 horas depois do início da menstruação e melhorar em dois a três dias.

Uma dor que foge desse padrão merece atenção: cólica que começa bem antes ou dura bem depois do sangramento, que fica mais forte a cada ciclo ou que vem junto com sangramento intenso, dor na relação sexual ou sintomas intestinais e urinários aponta mais para a dismenorreia secundária do que para a forma primária, mais típica.

É normal ter dismenorreia?

Sentir alguma cólica na menstruação é comum, principalmente na adolescência e no início da vida adulta. O que não é normal é uma dor que faz faltar à escola ou ao trabalho todo mês, que não melhora com os remédios habituais, que piora a cada ciclo ou que vem com outros sinais de alerta. Nesses casos, vale procurar um ginecologista, inclusive pela Unidade Básica de Saúde (UBS), para investigar a causa.

O que causa a dismenorreia e quais são os fatores de risco

A dismenorreia primária acontece quando o revestimento do útero libera muitas prostaglandinas pouco antes e durante a menstruação. Essas substâncias provocam contrações mais fortes do útero para eliminar o revestimento, e níveis mais altos estão ligados a cólicas mais intensas, além do enjoo e da diarreia que podem acompanhá-las. Como depende dos ciclos com ovulação e não de um problema estrutural, a dismenorreia primária costuma aparecer alguns anos depois da primeira menstruação e não piora progressivamente como a secundária pode piorar.

A dismenorreia secundária tem uma causa identificável. A mais comum é a endometriose, em que um tecido parecido com o revestimento do útero cresce fora dele; entender o tecido fora do lugar da endometriose ajuda a explicar por que ela tantas vezes causa uma dor persistente e progressiva. O Ministério da Saúde estima que a endometriose atinja de 5% a 15% das mulheres em idade reprodutiva e cita a dismenorreia, ou cólica menstrual intensa, entre os principais sintomas. Outras causas incluem miomas, adenomiose, doença inflamatória pélvica, estreitamento do colo do útero e o DIU. Alguns sinais de alerta apontam para uma dessas causas e merecem avaliação: dor que começa depois dos 25 anos, que piora ciclo após ciclo, cólica que dura além dos dias de sangramento, sangramento intenso ou irregular, dor na relação sexual, corrimento diferente ou pouca resposta aos anti-inflamatórios ou à pílula. A endometriose, em especial, costuma ser diagnosticada só depois de muito tempo, em parte porque a cólica é tratada como algo normal da menstruação; segundo o Ministério da Saúde, o tempo médio entre o início dos sintomas e a confirmação da doença é de sete anos.

Qual é a diferença entre endometriose e dismenorreia?

Dismenorreia é um sintoma, a dor menstrual; endometriose é uma doença, que pode ser uma das causas dessa dor. Toda pessoa com endometriose pode ter dismenorreia, mas a maioria das pessoas com dismenorreia não tem endometriose: elas têm a forma primária, causada pelas prostaglandinas. Quando a cólica é intensa, progressiva ou vem com dor na relação, dor pélvica fora da menstruação ou dificuldade para engravidar, a endometriose deve ser investigada.

Como a dismenorreia é diagnosticada

O diagnóstico começa por uma conversa detalhada sobre quando a dor começa, quanto tempo dura e se está piorando, além do exame ginecológico para procurar pontos dolorosos ou massas; nas adolescentes com um padrão típico de dismenorreia primária e sem sinais de alerta, o exame muitas vezes é dispensado. Quando há suspeita de causa secundária, a ultrassonografia pélvica ou transvaginal costuma ser o primeiro exame de imagem para procurar miomas, cistos no ovário e adenomiose, e a revisão da Femina também aponta a ultrassonografia como primeira escolha; mas um ultrassom normal não descarta a endometriose. O Ministério da Saúde cita a ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal e a ressonância magnética da pelve como exames que ajudam a localizar as lesões de endometriose. A videolaparoscopia, uma cirurgia pequena que permite ver diretamente dentro da pelve, continua sendo a única forma definitiva de diagnosticar, e muitas vezes já tratar, a endometriose.

CaracterísticaDismenorreia primáriaDismenorreia secundária
Quando começaAlguns anos depois da primeira menstruaçãoMuitas vezes depois dos 25 anos
Padrão da dorComeça 1 a 3 dias antes do sangramento e melhora em 2 a 3 diasPode começar antes, durar mais ou continuar entre as menstruações
Mudança com o tempoFica bem estável de um ciclo para outroMuitas vezes piora progressivamente
Resposta a anti-inflamatórios ou à pílulaCostuma responder bemMuitas vezes responde mal
Causa por trásNenhuma encontradaEndometriose, miomas, adenomiose, doença inflamatória pélvica ou DIU

Os exames de sangue têm papel de apoio, e não de diagnóstico. O hemograma completo procura anemia quando a menstruação é intensa, e outros exames mostram se o estoque de ferro está acompanhando as perdas; entender o nível de ferritina no exame de sangue e o resultado do ferro sérico mostra por que esses valores importam quando o sangramento é grande. A avaliação da tireoide mede o TSH no exame de sangue, porque problemas de tireoide também mudam o padrão do sangramento, e um teste de gravidez é rotina sempre que há dor pélvica na idade reprodutiva. O CA-125, às vezes pedido quando há suspeita de endometriose, não é um exame confiável sozinho: cerca de metade dos casos confirmados por cirurgia tem resultado normal, então ele pode apoiar, mas nunca substituir, a imagem ou a laparoscopia. Saber como ler os alertas e os valores de referência de um laudo ajuda a acompanhar esses resultados.

Tratamento da dismenorreia

Os anti-inflamatórios não esteroides, como ibuprofeno e naproxeno, são o tratamento de primeira linha da dismenorreia, e o momento de tomar faz muita diferença. Começar uma dose um a dois dias antes da menstruação prevista, ou ao primeiro sinal de cólica, e manter horários fixos por dois a três dias funciona melhor do que esperar a dor chegar ao pico, porque o remédio bloqueia a produção de prostaglandinas antes que os níveis disparem. A revisão da Femina confirma que os anti-inflamatórios não esteroidais e os contraceptivos hormonais são as principais ferramentas do tratamento. Use sempre a dose orientada pelo médico ou farmacêutico e respeite as contraindicações, como problemas de estômago ou de rins.

AbordagemFunção
Anti-inflamatórios não esteroidesBloqueiam a produção de prostaglandinas e aliviam a cólica; funcionam melhor quando iniciados antes ou ao primeiro sinal de dor
Anticoncepcionais hormonais e DIU hormonalSuprimem a ovulação ou afinam o revestimento do útero, deixando a menstruação mais leve e com menos cólica
Calor localRelaxa o músculo do útero e alivia a dor, com benefício que, para algumas pessoas, se aproxima ao dos anti-inflamatórios
Exercício físicoA atividade física regular está ligada a cólicas mais leves ao longo do tempo
TENS (estimulação elétrica nervosa transcutânea)Aplica pulsos elétricos leves que podem reduzir os sinais de dor
Tratar a causaCuida de miomas, adenomiose, endometriose ou infecção por trás da dismenorreia secundária

Os anticoncepcionais hormonais combinados, como pílula, adesivo ou anel vaginal, e o DIU hormonal com levonorgestrel agem suprimindo a ovulação ou afinando o revestimento do útero, e o DIU hormonal funciona tão bem quanto a pílula, ou melhor, tanto na dismenorreia primária quanto na dor da endometriose. Calor, exercício e TENS são bons complementos, embora sozinhos costumem ajudar menos que os anti-inflamatórios. Quando a dismenorreia é secundária, o objetivo real é tratar a condição por trás, seja com cirurgia para miomas, tratamento hormonal ou cirurgia para endometriose, seja com antibióticos para a doença inflamatória pélvica. O Ministério da Saúde lembra que o tratamento da endometriose pode começar mesmo sem confirmação por exames, quando os sintomas são típicos. Para a dor da endometriose que não melhora com anti-inflamatórios ou anticoncepcionais, os antagonistas orais de GnRH são uma opção cada vez mais estudada, geralmente associados a uma dose baixa de hormônios para proteger os ossos e reduzir as ondas de calor.

Qual remédio é bom para dismenorreia?

Para a dismenorreia primária, os remédios com mais evidência são os anti-inflamatórios não esteroides, como ibuprofeno e naproxeno, tomados desde o início da cólica ou um pouco antes, e os anticoncepcionais hormonais, incluindo o DIU hormonal, indicados pelo médico. Analgésicos simples ajudam menos. Na dismenorreia secundária, o tratamento depende da causa. Converse com um profissional de saúde antes de usar qualquer remédio regularmente.

Convivência com a dismenorreia e prognóstico

Para a maioria das pessoas, a dismenorreia primária é bem controlável quando se acerta o momento do anti-inflamatório, a opção hormonal ou a combinação de estratégias, e ela não ameaça a saúde a longo prazo nem a fertilidade. Anotar quando a dor começa, qual a intensidade e o que ajuda facilita ver se um tratamento está funcionando ou se o padrão está mudando; aplicativos de calendário menstrual podem ajudar.

O prognóstico também depende do tipo de dismenorreia. A primária muitas vezes melhora um pouco com a idade e depois do parto, e desaparece por completo quando a pessoa chega à transição hormonal da menopausa, quando as menstruações param. A secundária costuma acompanhar a evolução da condição por trás, então o prognóstico melhora quando ela, seja mioma ou endometriose, é tratada; como a endometriose pode ser crônica, algumas pessoas precisam de acompanhamento mesmo depois. Em qualquer caso, uma dor que piora ou deixa de responder a um tratamento que antes funcionava deve ser revista com o médico.

Avanços recentes na pesquisa sobre dismenorreia

Pesquisas recentes ajudam a explicar por que a dismenorreia secundária, especialmente a causada pela endometriose, tantas vezes demora anos para ser diagnosticada. Segundo estudos indexados no PubMed, uma análise de 2026 com mais de 22.000 mulheres com endometriose e adenomiose no programa de pesquisa All of Us, dos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos, mostrou que os sintomas se agrupam em padrões distintos, incluindo um padrão de enxaqueca, ansiedade e depressão junto com dor pélvica que não se parece com a cólica clássica, e que as pessoas com mais sintomas tinham pior qualidade de vida e mais barreiras para conseguir atendimento (Goroshchuk et al., 2026). O que isso significa para você: uma cólica intensa junto com sintomas aparentemente sem relação, como enxaqueca ou mudanças de humor, ainda pode apontar para endometriose, e reconhecer esses padrões mais amplos pode ajudar a encurtar a demora do diagnóstico, que ainda costuma levar de quatro a onze anos.

O tratamento da dor da endometriose também avança. Uma metanálise de 2026 com cinco ensaios de fase 3 e mais de 2.000 pacientes mostrou que os antagonistas orais de GnRH reduziram a dismenorreia de forma grande e consistente, com um número necessário para tratar de apenas dois (Hsu et al., 2026). O que isso significa para você: para a cólica ligada à endometriose que não melhora com anti-inflamatórios ou anticoncepcionais, esses remédios são hoje uma opção bem fundamentada para conversar com o médico antes de pensar em cirurgia; a disponibilidade no Brasil deve ser verificada com ele. No diagnóstico, um estudo-piloto de 2026 com um exame de sangue que captura células do endométrio circulando no sangue identificou a endometriose com mais precisão que o CA-125 sozinho (Yang et al., 2026). O que isso significa para você: são dados iniciais animadores sobre um exame que ainda não está disponível na prática, então os exames de sangue, incluindo o CA-125, ainda não substituem a imagem e a laparoscopia no diagnóstico da endometriose.

Glossário dos principais termos sobre dismenorreia

TermoDefinição
DismenorreiaDor durante a menstruação, por contrações naturais do útero ou por uma condição de base.
Dismenorreia primáriaCólica sem doença por trás, causada pelas prostaglandinas liberadas na menstruação.
Dismenorreia secundáriaDor menstrual causada por uma condição identificável, como endometriose ou miomas.
ProstaglandinasSubstâncias naturais que fazem o útero se contrair e podem aumentar a dor, o enjoo e a diarreia.
EndometrioseCondição em que um tecido parecido com o revestimento do útero cresce fora dele.
AdenomioseCondição em que o tecido do revestimento do útero cresce para dentro da parede muscular do útero.
VideolaparoscopiaCirurgia pequena para ver a pelve diretamente; o único exame definitivo para endometriose.

Perguntas frequentes sobre dismenorreia

O que é dismenorreia?

Dismenorreia é o nome médico da cólica menstrual: uma dor latejante ou em cólica na parte de baixo da barriga logo antes ou durante a menstruação. A maioria dos casos é primária, causada pelas prostaglandinas e não por uma doença, mas alguns são secundários a condições como endometriose ou miomas.

Qual a diferença entre dismenorreia primária e secundária?

A dismenorreia primária é a cólica sem doença por trás; costuma começar alguns anos depois da primeira menstruação e responde bem aos anti-inflamatórios. A secundária é causada por uma condição como endometriose, miomas ou adenomiose; tende a começar mais tarde, piorar com o tempo e responder menos ao tratamento padrão.

Como aliviar cólica em 5 minutos?

Não existe solução garantida em cinco minutos, mas algumas medidas trazem alívio rápido: calor na parte de baixo da barriga, com bolsa de água morna, alongamento leve ou caminhada e uma posição confortável. O anti-inflamatório leva um pouco mais para agir e funciona melhor quando tomado no início da cólica ou um dia antes da menstruação, em horários fixos. Dor muito forte que não cede deve ser avaliada.

Quais sinais mostram que a cólica não é normal e pode ser endometriose?

Dor que começa depois dos 25 anos, que piora a cada ciclo, que dura além dos dias de sangramento ou que vem com sangramento intenso ou irregular, dor na relação sexual ou corrimento diferente são sinais de alerta. Cólica que não melhora com anti-inflamatórios ou com a pílula também merece uma conversa com o médico.

Quais exames investigam a causa da cólica forte?

O diagnóstico começa pela história detalhada e pelo exame ginecológico, seguidos da ultrassonografia pélvica ou transvaginal para procurar miomas, cistos ou adenomiose. A videolaparoscopia é o único exame definitivo para endometriose. Exames de sangue, como hemograma e TSH, apoiam a investigação, mas o CA-125 sozinho não é confiável para diagnosticar nem para descartar a endometriose.

Qual anticoncepcional ou DIU ajuda mais na cólica?

Os anticoncepcionais hormonais combinados, como pílula, adesivo ou anel, e o DIU hormonal com levonorgestrel reduzem a cólica ao suprimir a ovulação ou afinar o revestimento do útero. O DIU hormonal funciona tão bem quanto a pílula, ou melhor, na dismenorreia primária e também pode aliviar a dor da endometriose. A escolha deve ser feita com o ginecologista.

Fontes

  • Ministério da Saúde — Endometriose — Saúde de A a Z, gov.br, consultado em 2026 — gov.br
  • Troncon JK, Rosa-e-Silva ACJS, Reis RM — Dismenorreia: abordagem diagnóstica e terapêutica — Femina (FEBRASGO), 2020 — femina.org.br
  • Mayo Clinic — Menstrual cramps – Symptoms and causes — Mayo Clinic, 2022 (em inglês) — mayoclinic.org
  • Cleveland Clinic — Dysmenorrhea (Menstrual Cramps) — Cleveland Clinic Health Library, 2023 (em inglês) — my.clevelandclinic.org
  • MedlinePlus, National Library of Medicine — Period Pain — MedlinePlus, 2024 (em inglês) — medlineplus.gov
  • Hsu et al. — Oral Gonadotropin-Releasing Hormone Antagonists for the Treatment of Endometriosis-Associated Pain: A Systematic Review and Meta-Analysis — Journal of Minimally Invasive Gynecology, 2026 (em inglês) — doi.org/10.1016/j.jmig.2026.04.004
  • Goroshchuk et al. — Characterizing endometriosis and adenomyosis symptom clusters and their impact on quality of life in the All of Us Research Program — Human Reproduction, 2026 (em inglês) — doi.org/10.1093/humrep/deag101
  • Yang et al. — A 3D PDMS Scaffold Microchip Platform for Non-Invasive Detection of Circulating Endometrial Cells: Revolutionizing Endometriosis Diagnosis — Current Medical Science, 2026 (em inglês) — doi.org/10.1007/s11596-026-00233-5

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O cuidado com a dismenorreia muitas vezes depende de mais do que o exame ginecológico e a imagem. O hemograma completo e o perfil de ferro ajudam a descartar anemia quando a menstruação é intensa, o TSH avalia uma causa hormonal para as mudanças do ciclo e o CA-125 pode acrescentar contexto quando há suspeita de endometriose, embora os marcadores de sangue nunca substituam a imagem ou a laparoscopia no diagnóstico. Ver onde cada valor está em relação aos valores de referência facilita a conversa com a sua equipe de saúde.

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