O ionograma é um exame de sangue que mede os principais minerais com carga elétrica do sangue, os eletrólitos: sódio, potássio, cloro e bicarbonato, que aparece no laudo como CO2. Esses quatro eletrólitos controlam quanta água o corpo retém, mantêm o coração e os músculos funcionando e impedem que o sangue fique ácido ou alcalino demais. Os médicos pedem o exame em check-ups de rotina, quando você passa mal com vômitos, fraqueza ou confusão, e quando você toma remédios que podem mexer nos eletrólitos. A maioria dos resultados um pouco fora da faixa não é perigosa, mas alguns padrões precisam de atenção rápida.

Neste artigo você vai entender o que faz cada eletrólito, as faixas típicas em adultos, o que resultados baixos e altos podem significar, as causas mais comuns de desequilíbrio, como se preparar para o exame e quando um resultado pede uma consulta.

O que é o exame de ionograma e o que ele mede

O ionograma é a dosagem dos eletrólitos no sangue, minerais que ganham carga elétrica quando se dissolvem nos líquidos do corpo. O exame padrão se concentra em quatro deles. O sódio ajuda a controlar a quantidade de líquido do corpo, o potássio mantém as células, o coração e os músculos funcionando bem, o cloro ajuda a manter o volume de sangue e a pressão, e o bicarbonato mantém o pH do sangue equilibrado, segundo a MedlinePlus. A Cleveland Clinic observa que alguns laboratórios acrescentam cálcio, magnésio e fosfato, então a lista exata depende do que o médico pediu. No Brasil, também é comum o pedido trazer só “sódio e potássio”, ou “Na e K”.

Os mesmos quatro eletrólitos fazem parte de conjuntos maiores. Se o seu laudo também mostra glicose, cálcio, ureia e creatinina, você fez o equivalente a um painel metabólico básico; para ler essas linhas extras, abra o nosso guia do painel metabólico básico. Se ele também lista exames do fígado, você fez o conjunto completo; para decifrar esses resultados, use o nosso guia dos exames bioquímicos.

Qual é o outro nome do ionograma?

O ionograma também é chamado de dosagem de eletrólitos, painel de eletrólitos ou, nos pedidos mais simples, de “sódio e potássio”. Em inglês, ele aparece como electrolyte panel. Quando a urina é analisada, fala-se em ionograma urinário ou eletrólitos na urina, um exame diferente, que mostra quanto os rins estão eliminando.

Por que o médico pede o ionograma

A Cleveland Clinic lista quatro motivos principais: exames de rotina, encontrar a causa de sintomas que podem vir de um desequilíbrio, diagnosticar doenças que mexem nos eletrólitos e verificar se o tratamento está funcionando. Entre os gatilhos típicos estão náuseas ou vômitos, diarreia, fraqueza, cãibras, confusão, batimento irregular e inchaço. O exame também é repetido com regularidade em quem toma diuréticos ou alguns remédios para pressão, e em pessoas com doença dos rins, do coração ou do fígado.

Ionograma: valores de referência

Cada laboratório define os seus próprios valores de referência, que podem variar com a idade, o sexo e o método, então a faixa impressa no seu laudo é a que vale; a RDC 978/2025 da ANVISA exige que os valores de referência apareçam no laudo. A tabela usa as faixas gerais em adultos publicadas pela Cleveland Clinic e os nomes médicos dos valores baixos e altos que você pode ver no laudo ou numa anotação do médico.

EletrólitoFunção principalFaixa típica em adultosBaixo demaisAlto demais
Sódio (Na)Controla a água do corpo, o funcionamento de nervos e músculos135 a 145 mmol/LHiponatremiaHipernatremia
Potássio (K)Ritmo do coração, funcionamento de nervos e músculos3,6 a 5,5 mmol/LHipocalemia (hipopotassemia)Hipercalemia (hiperpotassemia)
Cloro (Cl)Volume de sangue, pressão e equilíbrio de líquidos97 a 105 mmol/LHipocloremiaHipercloremia
Bicarbonato (CO2)Equilíbrio ácido-base (pH)22 a 29 mmol/LPode indicar acidosePode indicar alcalose

As unidades mmol/L e mEq/L dão o mesmo número para esses quatro eletrólitos, então um sódio de 140 mmol/L é também 140 mEq/L; muitos laudos brasileiros usam mEq/L. Um valor logo fora da faixa é comum em pessoas saudáveis; a Cleveland Clinic reforça que um resultado fora da faixa não significa necessariamente um problema que precise de tratamento.

Sódio: o que significam resultados baixos e altos

Sódio baixo (hiponatremia)

Um sódio saudável no sangue fica entre 135 e 145 mmol/L, e um resultado abaixo de 135 se chama hiponatremia, segundo a Mayo Clinic. Na maioria das vezes, isso significa água demais para a quantidade de sódio, e não falta de sal na comida. A Mayo Clinic lista entre as causas os diuréticos, principalmente os tiazídicos, alguns antidepressivos e analgésicos, insuficiência cardíaca, doenças dos rins ou do fígado, problemas hormonais, vômitos ou diarreia intensos e beber muita água durante provas de resistência. Casos leves podem não dar sintomas; níveis mais baixos podem causar náusea, dor de cabeça, confusão, cansaço, cãibras e, nos casos graves, convulsões.

Quando o sódio cai devagar, ao longo de dias, o corpo se adapta e os sintomas são mais leves. Uma queda rápida é mais perigosa, porque as células do cérebro incham. Para entender o seu número em detalhe, leia o nosso guia do sódio no sangue.

Sódio alto (hipernatremia)

Um sódio alto quase sempre significa que o corpo perdeu mais água do que sal, por exemplo por desidratação, febre, suor intenso ou incapacidade de beber o suficiente, algo comum em idosos frágeis. O cloro muitas vezes sobe junto. Sede, boca seca, cansaço e confusão são sinais típicos. Conheça os sinais de alerta da perda de líquidos no nosso guia da desidratação.

Potássio: o que significam resultados baixos e altos

Potássio baixo (hipocalemia)

A Cleveland Clinic descreve um potássio entre 3 e 3,5 mmol/L como hipocalemia leve e um valor abaixo de 3 mmol/L como grave. As causas comuns são vômitos, diarreia e uso de laxantes, diuréticos, alguns antibióticos, insulina e corticoides, suor intenso, transtorno por uso de álcool, doenças das glândulas suprarrenais e magnésio baixo. Casos leves podem não dar sintomas, enquanto níveis mais baixos podem causar fraqueza ou cãibras musculares, cansaço, intestino preso, palpitações e arritmias. Como o magnésio baixo pode, por si só, baixar o potássio, os médicos muitas vezes dosam os dois; veja o nosso guia do magnésio no sangue.

Potássio alto (hipercalemia)

Segundo a Cleveland Clinic, a hipercalemia começa acima de 5,5 mmol/L, e níveis acima de 6,5 mmol/L podem causar problemas no coração que exigem atendimento imediato. A doença dos rins é a causa mais comum, porque rins lesionados eliminam menos potássio. Suplementos de potássio, um consumo muito alto de potássio e alguns remédios para pressão que reduzem a eliminação do potássio também contribuem, assim como a doença de Addison, o diabetes, a insuficiência cardíaca e grandes queimaduras. O potássio levemente alto muitas vezes não dá sintomas; casos graves podem causar palpitações, batimento irregular, dor no peito e fraqueza muscular.

O potássio alto também é o resultado com mais chance de ser falso. O potássio pode escapar das células do sangue se a coleta for difícil ou se a amostra demorar a ser processada, então um valor alto inesperado numa pessoa que se sente bem costuma ser repetido primeiro. Para ir mais fundo, consulte o nosso guia do potássio no sangue.

Cloro e CO2: a dupla do equilíbrio ácido-base

Cloro

A Cleveland Clinic liga o cloro alto à desidratação, à doença dos rins, à síndrome de Cushing e a alguns tipos de acidose, e o cloro baixo à insuficiência cardíaca, a doenças do pulmão como o enfisema, à doença de Addison e à alcalose metabólica, que muitas vezes vem depois de vômitos repetidos. O cloro costuma andar na mesma direção do sódio, então uma mudança isolada do cloro é lida junto com o sódio e o bicarbonato. Veja o que o seu valor sugere no nosso guia do cloro no sangue.

CO2 (bicarbonato)

A linha CO2 mede o bicarbonato, o principal tampão contra o ácido no sangue. A Cleveland Clinic lista a cetoacidose diabética, doenças dos rins, a acidose metabólica, o choque e a doença de Addison entre as causas de valor baixo, e a alcalose, doenças do pulmão como a DPOC, a síndrome de Cushing e doenças dos rins entre as causas de valor alto. Um CO2 baixo com respiração acelerada, náusea ou confusão precisa de atendimento rápido. Para entender o seu resultado, veja o nosso guia do bicarbonato no sangue.

Muitos laudos também trazem o ânion gap, calculado a partir do sódio, do cloro e do bicarbonato. Um ânion gap alto ajuda o médico a estreitar as causas de uma acidose; para os detalhes, leia o nosso guia do ânion gap.

Causas comuns de desequilíbrio de eletrólitos

A MedlinePlus lista desidratação, doença dos rins, doença do coração, diabetes, doença do fígado, acidose e alcalose entre as principais causas de eletrólitos alterados, junto com remédios como diuréticos, corticoides, grandes quantidades de antiácidos, alguns antibióticos e quimioterapia. A tabela resume como situações comuns costumam aparecer no ionograma; os resultados reais muitas vezes misturam vários efeitos.

SituaçãoEfeito típico no ionograma
Vômitos repetidosPotássio baixo, cloro baixo, CO2 alto
Diarreia intensa ou prolongadaPotássio baixo, CO2 baixo
DiuréticosSódio e potássio baixos, principalmente com os tiazídicos
DesidrataçãoSódio e cloro altos
Beber muita água durante exercício de resistênciaSódio baixo
Doença renal avançadaPotássio alto, CO2 baixo
Cetoacidose diabéticaCO2 baixo, muitas vezes com glicose alta num conjunto maior
Doença de AddisonSódio baixo, potássio alto, CO2 baixo

Doenças de longa duração muitas vezes estão por trás de um desequilíbrio que se repete. A doença dos rins é a principal causa de potássio alto; para acompanhá-la ao longo do tempo, estude o nosso guia da doença renal crônica. A insuficiência cardíaca e o seu tratamento mexem com frequência no sódio e no potássio; para entender como, veja o nosso guia do diagnóstico da insuficiência cardíaca. Os remédios para pressão estão entre os motivos mais comuns para repetir o exame; para o quadro geral, leia o nosso guia da pressão alta.

Precisa de jejum para fazer ionograma?

Em geral, não: a Cleveland Clinic diz que o jejum normalmente não é necessário, a não ser que outros exames, como glicose ou colesterol, sejam colhidos ao mesmo tempo. A Prefeitura de Belo Horizonte, por exemplo, pede jejum de 8 horas só para exames como glicemia, triglicérides e ferro, e libera os demais. Beber a quantidade habitual de líquidos ajuda, e é melhor evitar fumar logo antes da coleta. Continue tomando os seus remédios, a não ser que receba outra orientação, e informe quem pediu o exame sobre diuréticos, suplementos de potássio, vômitos ou diarreia recentes e exercícios intensos. Se o mesmo pedido tiver exames que exigem jejum, siga sempre a orientação do laboratório.

O café quebra o jejum para exame de sangue?

Sim, para os exames que exigem jejum o café deve ser evitado: o laboratório de análises clínicas da Universidade Federal de Alfenas orienta não tomar café nem chá, mesmo sem açúcar, porque a cafeína interfere em algumas dosagens bioquímicas, enquanto a água é liberada. Para um ionograma isolado, sem jejum, a orientação do seu laboratório é que vale.

O que acontece depois do resultado

Nos laboratórios particulares, o laudo costuma ficar no site ou aplicativo do laboratório; no hospital, o resultado muitas vezes sai em poucas horas. Se um valor vier fora da faixa, o médico pode repetir o ionograma, acrescentar magnésio, cálcio ou fósforo, pedir uma gasometria para olhar mais de perto o equilíbrio ácido-base ou pedir os eletrólitos na urina para ver se os rins estão perdendo ou segurando minerais. Os remédios só são ajustados depois que o resultado é confirmado e a causa é entendida.

Quando procurar o médico

Procure atendimento de emergência se um ionograma alterado vier com confusão, convulsão, desmaio, dor no peito, palpitações ou batimento irregular, fraqueza muscular intensa, falta de ar ou vômitos que não param; em caso de emergência, ligue para o SAMU (192). A Cleveland Clinic orienta ir ao pronto-socorro em caso de fraqueza muscular extrema, dificuldade para respirar ou dor no peito com potássio alto. Fale logo com o seu médico se alguma destas situações se aplica:

  • Potássio abaixo de 3 mmol/L ou acima de 5,5 mmol/L no seu laudo.
  • Sódio abaixo de 135 mmol/L com dor de cabeça, náusea, desequilíbrio ou confusão nova.
  • Um resultado alterado depois de começar ou mudar um diurético ou um remédio para pressão.
  • Desequilíbrios repetidos junto com doença dos rins, do coração ou do fígado.
  • Um CO2 baixo com cansaço, respiração acelerada ou náusea.

Um único valor levemente alterado, com o resto normal e sem sintomas, costuma ser repetido, e não tratado.

Avanços científicos recentes

Pesquisas recentes estudaram o que tira os eletrólitos da faixa no dia a dia e como os médicos podem manter os pacientes nos remédios de que precisam.

O calor baixa o sódio

Uma revisão sistemática de 2024, um estudo que reúne pesquisas anteriores, juntou 34 estudos de 23 países e mostrou que temperaturas mais altas se associaram de forma consistente a mais casos de sódio baixo. Adultos acima de 65 anos, crianças, pessoas que usam diuréticos ou antidepressivos, pessoas com problemas nos rins e pessoas fazendo exercício pesado foram as mais vulneráveis, embora a maioria dos estudos tivesse limitações. O que isso significa para você: em ondas de calor, beba com bom senso, sem exagero, e pergunte sobre uma dosagem de sódio se você usa diurético e não está se sentindo bem.

O sódio muito baixo precisa ser corrigido devagar

Uma revisão de 2024 publicada no Jornal Brasileiro de Nefrologia, com 96 casos de desmielinização osmótica, uma lesão rara, mas grave, dos nervos do cérebro, mostrou que a maioria dos pacientes tinha sódio muito baixo que foi corrigido rápido demais no primeiro dia de tratamento. Os autores defendem metas diárias cautelosas para quem tem alto risco. O que isso significa para você: se você for tratado no hospital por sódio muito baixo, a equipe sobe o valor aos poucos de propósito, e os exames de sangue frequentes fazem parte dessa segurança.

Dois diuréticos comuns, efeitos diferentes nos eletrólitos

Uma análise de 2026 de seis estudos que compararam dois diuréticos tiazídicos muito usados na pressão alta, a clortalidona e a hidroclorotiazida, encontrou proteção parecida contra infarto e AVC, mas mais potássio e sódio baixos com a clortalidona. As evidências vêm de poucos estudos e precisam de confirmação. O que isso significa para você: se você usa um desses remédios, o controle regular dos eletrólitos importa, e o médico pode pesar a escolha de acordo com os seus resultados.

Um remédio de diabetes e rins que ajuda a controlar o potássio

Um estudo canadense de 2025 acompanhou mais de 20.000 adultos com 66 anos ou mais que usavam remédios para pressão capazes de subir o potássio e que começaram um inibidor de SGLT2, classe usada no diabetes, na insuficiência cardíaca e na doença renal. Eles tiveram um risco um pouco menor de potássio alto e menos chance de parar o remédio da pressão do que pessoas parecidas que não começaram. O que isso significa para você: se o potássio alto já foi um problema, combinações de tratamento mais novas podem facilitar a manutenção de remédios que protegem.

Parar remédios protetores depois de um potássio alto também tem risco

Um estudo de 2023 com mais de 21.000 pessoas com insuficiência cardíaca ou doença renal crônica nos Estados Unidos e no Japão mostrou que cerca de um terço não renovou o remédio da pressão depois de um episódio de potássio alto. Quem parou ou reduziu a dose teve mais emergências por insuficiência cardíaca ou falência dos rins nos seis meses seguintes do que quem continuou. O que isso significa para você: nunca pare um remédio receitado por causa de um resultado de potássio sem falar com o médico, que muitas vezes pode ajustar o tratamento.

Glossário

TermoDefinição
IonogramaExame de sangue que mede sódio, potássio, cloro e bicarbonato, e às vezes outros minerais.
EletrólitosMinerais com carga elétrica nos líquidos do corpo, que controlam o equilíbrio de água e a atividade de nervos e músculos.
HiponatremiaSódio no sangue abaixo da faixa normal, geralmente por excesso de água em relação ao sódio.
HipernatremiaSódio no sangue acima da faixa normal, geralmente por perder mais água do que sal.
HipocalemiaPotássio no sangue abaixo da faixa normal.
HipercalemiaPotássio no sangue acima da faixa normal, que pode afetar o ritmo do coração.
Bicarbonato (CO2)O principal tampão que impede o sangue de ficar ácido ou alcalino demais.
Acidose e alcaloseExcesso de ácido ou excesso de base no sangue.
Ânion gapValor calculado a partir de sódio, cloro e bicarbonato que ajuda a explicar a causa de uma acidose.
DiuréticoRemédio que faz os rins eliminarem mais sal e água.

Perguntas frequentes

O que é o ionograma no exame de sangue?

É um grupo de dosagens numa mesma amostra de sangue que mede sódio, potássio, cloro e bicarbonato (CO2). Alguns laboratórios incluem também cálcio, magnésio ou fósforo. O ionograma mostra se o equilíbrio de água, de minerais e de acidez do corpo está estável, e muitas vezes faz parte de um conjunto maior de exames bioquímicos.

Qual o valor normal do ionograma?

Em adultos, as faixas típicas são de cerca de 135 a 145 mmol/L para o sódio, 3,6 a 5,5 mmol/L para o potássio, 97 a 105 mmol/L para o cloro e 22 a 29 mmol/L para o bicarbonato, segundo a Cleveland Clinic. Os números exatos mudam de um laboratório para outro, então use sempre a faixa impressa no seu laudo. Quanto ao preço do exame, ele varia entre laboratórios; pelo SUS ou pelo plano de saúde, ele é feito a partir de um pedido médico; confira com o laboratório.

Quais são os sintomas de um desequilíbrio de eletrólitos?

A MedlinePlus lista náuseas e vômitos, confusão, irritabilidade, fraqueza, batimento irregular ou acelerado, cansaço, dor de cabeça, cãibras ou espasmos musculares e dormência ou formigamento. Muitos desequilíbrios leves não dão sintoma nenhum e só aparecem no exame de sangue. Sintomas graves, como confusão, convulsões ou dor no peito, exigem atendimento de emergência.

Qual a diferença entre o ionograma e o painel metabólico básico?

O ionograma mede os quatro principais eletrólitos. O painel metabólico básico mede os mesmos quatro mais glicose, cálcio, ureia e creatinina, então também mostra o açúcar no sangue e a função dos rins. Os médicos escolhem o ionograma quando só o equilíbrio de líquidos e minerais precisa ser verificado, por exemplo para acompanhar um diurético.

Beber água demais pode alterar o ionograma?

Sim. Beber muito mais água do que os rins conseguem eliminar dilui o sangue e baixa o sódio. A Mayo Clinic observa que isso acontece mais em provas de resistência, como maratonas. Beber normalmente antes do exame dá o resultado mais representativo.

O que significa CO2 alto no ionograma?

Um CO2 alto significa que o bicarbonato está acima da faixa, o que pode indicar alcalose. Vômitos repetidos, alguns diuréticos, doenças do pulmão como a DPOC e a síndrome de Cushing são causas possíveis. O médico o lê junto com o cloro, o potássio e os seus sintomas, e pode pedir uma gasometria.

Fontes

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  • Kanda E, Rastogi A, et al. — Clinical impact of suboptimal RAASi therapy following an episode of hyperkalemia — BMC Nephrology, 2023 — doi.org/10.1186/s12882-022-03054 — doi.org/10.1186/s12882-022-03054-5 (em inglês)
  • ANVISA — Resolução RDC nº 978, de 6 de junho de 2025 (funcionamento dos serviços de exames de análises clínicas), texto publicado no Diário Oficial da União — cópia LACEN/SC, 2025 — lacen.saude.sc.gov.br (em português)
  • Prefeitura de Belo Horizonte, Secretaria Municipal de Saúde — Preparo para exames laboratoriais — prefeitura.pbh.gov.br — prefeitura.pbh.gov.br (em português)
  • Universidade Federal de Alfenas (UNIFAL-MG), Laboratório Central de Análises Clínicas da FCF — Dúvidas frequentes sobre o preparo de exames — unifal-mg.edu.br — www.unifal-mg.edu.br (em português)
  • Ministério da Saúde — SAMU 192: Serviço de Atendimento Móvel de Urgência — gov.br — www.gov.br (em português)

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