A hidradenite supurativa — muitas vezes chamada só de hidradenite, ou ainda de acne inversa — é uma doença inflamatória crônica da pele que causa caroços dolorosos, abscessos e túneis em áreas onde a pele se atrita, como as axilas e a virilha. Ela não é causada por falta de higiene e não é contagiosa. Embora possa ser incômoda e persistente, tem controle, e hoje existem mais tratamentos do que nunca — inclusive pelo SUS, que tem um protocolo próprio para a doença. Neste guia você vai entender o que é a hidradenite, como reconhecer os sintomas e os estágios, o que a provoca, como o diagnóstico é feito, se a hidradenite tem cura e quais marcadores inflamatórios podem aparecer no seu exame de sangue. Você também vai encontrar as pesquisas mais recentes e próximos passos claros para conversar com o dermatologista, em linguagem simples e tranquila.

O que é hidradenite supurativa?

A hidradenite supurativa, também chamada de acne inversa ou doença de Verneuil, é uma doença crônica dos folículos pilosos. Apesar do nome antigo, não é a mesma coisa que a acne comum. Nela, os folículos de certas regiões entopem e inflamam e depois se rompem por baixo da pele. Isso dispara um ciclo que se repete de nódulos dolorosos, abscessos cheios de pus e, com o tempo, cicatrizes e trajetos em forma de túnel, chamados de fístulas ou trajetos sinusais.

A doença costuma começar depois da puberdade, na maioria das vezes entre o fim da adolescência e os 40 anos. As estimativas de frequência variam muito pelo mundo, de bem menos de 1% a cerca de 1% a 2% das pessoas, em parte porque ela é pouco reconhecida. No Brasil, o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) do Ministério da Saúde cita um estudo em 87 municípios, que representam 40% da população, com prevalência de 0,41%, sem diferença entre as regiões, maior entre adolescentes e adultos e com ligeira predominância feminina. Em outros países, as mulheres são afetadas cerca de três vezes mais que os homens, e a doença pode ocorrer em várias pessoas da mesma família.

Os médicos descrevem a hidradenite como uma doença autoinflamatória, ou seja, é o próprio sistema imunológico que provoca a inflamação, e não uma infecção vinda de fora. Essa diferença importa: o pus dessas lesões não quer dizer que a doença seja contagiosa nem sinal de sujeira.

Qual a diferença entre furúnculo e hidradenite?

O furúnculo é uma infecção pontual de um folículo, que geralmente sara e não volta no mesmo lugar; a hidradenite é uma inflamação crônica que faz caroços voltarem repetidamente nas mesmas dobras, muitas vezes dos dois lados do corpo. Como a doença no início pode parecer espinhas teimosas ou furúnculos de repetição, muita gente passa anos sem diagnóstico. A pista é o padrão: caroços dolorosos que voltam nas mesmas dobras e demoram a sarar. O dermatologista é treinado para diferenciar a hidradenite de um furúnculo comum ou de um cisto de acne.

Sintomas: como é a hidradenite

Os sintomas da hidradenite vão de leves a graves e costumam ir e vir em crises. Os sinais mais comuns são:

  • Caroços dolorosos do tamanho de uma ervilha, chamados nódulos, por baixo da pele, que podem durar semanas
  • Abscessos que incham, se abrem e drenam pus, às vezes com odor
  • Pontos parecidos com cravos, muitas vezes em pares
  • Túneis (fístulas) que ligam os caroços por baixo da pele e drenam secreção
  • Cicatrizes em forma de cordão, que se formam enquanto as lesões saram

Essas lesões aparecem em geral onde há atrito de pele com pele e muitas glândulas de suor: axilas, virilha, parte interna das coxas, nádegas e embaixo das mamas. O PCDT do SUS lista como localizações típicas axila, virilha, região do períneo e ao redor do ânus, nádegas e dobras embaixo e entre as mamas. As crises podem ser desencadeadas por atrito, calor, suor, estresse ou mudanças hormonais, e algumas mulheres notam piora nos dias antes da menstruação. A evolução varia muito, e muitas pessoas têm só a forma leve.

Os estágios da hidradenite

Os médicos costumam descrever a hidradenite pelos estágios de Hurley, que dividem a doença em três fases conforme a quantidade de cicatrizes e túneis. O estágio ajuda a orientar o tratamento, embora seja uma fotografia do momento, e não um rótulo fixo.

EstágioComo éAbordagem geral
Hurley IUm ou poucos caroços ou abscessos isolados, sem túneis nem cicatrizesCuidados com a pele e tratamento tópico ou de curta duração
Hurley IICaroços recorrentes em mais de uma área, com alguns túneis e cicatrizesTratamento combinado com remédios, às vezes com pequenos procedimentos
Hurley IIICaroços espalhados, túneis interligados e cicatrizes extensasRemédios sistêmicos, como biológicos, muitas vezes junto com cirurgia

Muita gente permanece nos estágios iniciais, principalmente com tratamento precoce. Ferramentas de pontuação mais novas, como o IHS4, ajudam o médico a medir a atividade da doença ao longo do tempo contando nódulos, abscessos e túneis que drenam. O PCDT recomenda encaminhar ao dermatologista quem tem hidradenite resistente ao tratamento ou nos estágios Hurley II e III.

O que provoca a hidradenite?

A causa exata da hidradenite ainda não é totalmente conhecida, mas os pesquisadores concordam que ela começa quando os folículos pilosos entopem e se rompem, desencadeando uma resposta imunológica exagerada. Genética, hormônios e sinais do sistema imunológico parecem participar, o que explica por que a doença aparece em famílias e muitas vezes começa perto da puberdade.

Fatores de risco e doenças associadas

Alguns fatores aumentam o risco de ter hidradenite ou de ter uma forma mais grave:

  • Casos na família
  • Tabagismo, fortemente ligado à doença
  • Excesso de peso, associado a sintomas mais graves
  • Mudanças hormonais, inclusive depois da puberdade e ao longo do ciclo menstrual
  • Atrito mecânico e alguns medicamentos, como lítio, anticoncepcionais e isotretinoína, citados no PCDT do SUS

A hidradenite também aparece junto com outras doenças com mais frequência do que o acaso explicaria, como acne, artrite, diabetes, síndrome metabólica e doença inflamatória intestinal. Esse é um dos motivos pelos quais o médico às vezes pede exames de sangue: não para diagnosticar a doença de pele em si, mas para medir a inflamação geral e rastrear problemas relacionados.

Qual exame detecta a hidradenite? Diagnóstico e marcadores no sangue

Nenhum exame de sangue confirma a hidradenite: o diagnóstico é clínico, feito pelo médico a partir da história e do exame da pele. O PCDT do SUS resume o diagnóstico em três características: lesões dolorosas ou com pus que voltam mais de duas vezes em seis meses; localização típica (axila, virilha, períneo e região perianal, nádegas, dobras das mamas); e lesões típicas, como nódulos, túneis, abscessos, cravos e cicatrizes. Mesmo assim, exames de sangue costumam acompanhar a avaliação, e entender esses números pode deixar o resultado menos assustador.

Como é uma doença inflamatória, vários marcadores de rotina podem subir quando ela está ativa. Para entender esses números, você pode consultar nosso guia sobre a PCR (proteína C reativa). Também vale ler nosso guia sobre o VHS (velocidade de hemossedimentação), porque esses dois marcadores costumam andar juntos quando há inflamação em qualquer parte do corpo.

O hemograma acrescenta contexto. Para ver como as células do sangue se encaixam, explore nossa explicação do hemograma completo. Como os neutrófilos são as células de defesa mais envolvidas nessas lesões da pele, também ajuda ler nosso guia sobre os neutrófilos no hemograma e, para o quadro mais amplo dos glóbulos brancos, nossa explicação sobre os leucócitos.

Os médicos também observam combinações desses números, como a relação neutrófilo-linfócito, uma conta simples a partir do hemograma que tende a subir com a inflamação. Parte dessa inflamação fica baixa e constante, em vez de vir em crises; para reconhecer esse padrão, leia nossa explicação sobre a inflamação crônica silenciosa. A ferritina, uma proteína que guarda ferro, também pode subir na inflamação, então um valor alto nem sempre quer dizer ferro alto; por isso vale conferir nosso guia sobre a ferritina no sangue. O PCDT lembra ainda que a doença grave e antiga pode levar à anemia.

Se houver dor nas articulações junto com os sintomas da pele, o médico pode acrescentar exames de autoimunidade, e você pode conhecer um deles lendo nossa explicação do fator reumatoide. Nenhum desses marcadores é específico da hidradenite sozinho; são peças de um quadro maior que o médico lê junto com os seus sintomas. Para transformar esses números em linguagem simples antes da consulta, experimente o nosso serviço de interpretação do exame de sangue com IA.

Tratamento: como desinflamar a hidradenite

A hidradenite ainda não tem cura, mas há cada vez mais tratamentos capazes de controlar os sintomas, reduzir as crises e evitar cicatrizes; quem “desinflama” as lesões, na prática, é o tratamento indicado pelo dermatologista, de acordo com o estágio. O plano certo depende do estágio e da gravidade, e muitas vezes combina várias abordagens. Tratar cedo importa, porque pode frear a doença antes que se formem túneis e cicatrizes permanentes. Não esprema nem tente drenar os caroços em casa: isso pode piorar a inflamação e as cicatrizes.

AbordagemExemplosUsada geralmente para
Cuidados com a pele e estilo de vidaSabonetes antissépticos, roupas folgadas, parar de fumar, controle do pesoTodos os estágios, como base
Remédios tópicos e injetados na lesãoAntibiótico tópico (como a clindamicina gel, disponível no SUS), infiltração de corticoide nos caroçosDoença leve e localizada
Remédios por via oralCiclos de antibióticos (como tetraciclina, ou clindamicina com rifampicina, previstos no PCDT), terapia hormonal, metforminaDoença leve a moderada
Terapia biológicaAdalimumabe (previsto no PCDT do SUS), secuquinumabe e outros remédios que miram o sistema imunológicoDoença moderada a grave
Procedimentos e cirurgiaDrenagem, destelhamento (deroofing), laser, retirada ampla da área afetadaLesões graves ou persistentes

Na hidradenite, os antibióticos são usados principalmente para acalmar a inflamação, e não para tratar uma infecção. A terapia biológica, que usa anticorpos produzidos em laboratório para bloquear sinais específicos do sistema imunológico, mudou o cuidado da doença moderada a grave. No SUS, pelo PCDT de 2019, o adalimumabe é indicado para adultos com hidradenite ativa moderada a grave que não responderam aos antibióticos sistêmicos ou que não podem usá-los. Novas opções estão chegando, como mostra a seção de pesquisas abaixo. Alívio da dor, cuidado cuidadoso das feridas e apoio à saúde mental também são partes importantes de um plano completo.

Hidradenite tem cura?

Ainda não existe cura definitiva para a hidradenite, mas ela pode ser controlada: muitas pessoas passam longos períodos sem crises com tratamento adequado e acompanhamento. Por ser crônica, ela tende a ir e vir em crises, e não a desaparecer de vez. O tratamento precoce e constante pode reduzir muito as crises e evitar cicatrizes, e, para algumas pessoas, perder o excesso de peso ou parar de fumar diminui a frequência com que os sintomas voltam.

Quando procurar um médico

O diagnóstico precoce é o passo mais útil, então vale procurar um dermatologista mais cedo do que tarde — pelo SUS, a porta de entrada costuma ser a Unidade Básica de Saúde (UBS), que encaminha ao especialista quando necessário. Considere marcar uma consulta se notar:

  • Caroços dolorosos que voltam sempre na mesma região
  • Feridas que drenam pus ou têm odor
  • Lesões em mais de um lugar, ou dos dois lados do corpo
  • Caroços que não melhoram em umas duas semanas
  • Cicatrizes, ou caroços que limitam os seus movimentos

Procure atendimento rápido se um caroço ficar muito vermelho, quente e dolorido e vier com febre, o que pode indicar uma infecção secundária. Como a hidradenite está ligada a doenças como diabetes e doenças do coração, o médico também pode acompanhar outros marcadores de saúde ao longo do tempo. A doença raramente é perigosa, mas quanto mais cedo for controlada, melhor a perspectiva a longo prazo.

Avanços científicos recentes sobre a hidradenite

A pesquisa sobre a hidradenite acelerou, principalmente em torno dos remédios biológicos e dos marcadores de sangue que acompanham a inflamação. Aqui estão alguns achados recentes, traduzidos para linguagem simples. Nenhum deles substitui a orientação do seu dermatologista, e os resultados sempre precisam ser lidos no contexto.

Os marcadores inflamatórios do sangue acompanham a atividade da doença

Segundo uma revisão sistemática com meta-análise de 2025 indexada no PubMed, marcadores como a proteína C reativa, a velocidade de hemossedimentação e a relação neutrófilo-linfócito são, em média, mais altos em pessoas com hidradenite do que em quem não tem a doença, e vários sobem mais conforme a doença fica mais grave (DOI).

O que isso significa para você: se os seus marcadores de inflamação estão altos, eles podem refletir a atividade da doença, e não outra doença separada, embora não possam diagnosticá-la sozinhos.

Em palavras simples: a relação neutrófilo-linfócito é só o número de neutrófilos dividido pelo número de linfócitos, dois valores que já aparecem no hemograma.

Um biológico mais novo entra nas opções de tratamento

Dois grandes estudos clínicos idênticos, chamados SUNSHINE e SUNRISE, publicados na The Lancet em 2023, testaram um biológico chamado secuquinumabe. Cerca de 42 a 45 em cada 100 pessoas com hidradenite moderada a grave tiveram uma melhora significativa em 16 semanas, e o benefício durou até um ano (DOI).

O que isso significa para você: há mais de um biológico estudado para a doença, então, se um não ajudar, outro pode valer a conversa com o dermatologista. A disponibilidade no SUS e no plano de saúde depende das regras de cada um.

Em palavras simples: um biológico é um anticorpo produzido em laboratório que bloqueia um sinal inflamatório específico — neste caso, um mensageiro chamado interleucina-17.

Mais tratamentos estão a caminho

Uma revisão de 2025 no Annual Review of Medicine resumiu que os dois biológicos aprovados até então ajudam cerca de metade das pessoas que os usam e que vários remédios novos, voltados para outros alvos do sistema imunológico, estão em estudos clínicos (DOI).

O que isso significa para você: a lista de opções está aumentando, o que é animador se os tratamentos atuais não funcionaram totalmente.

O tratamento pode baixar os números dos seus exames

Um estudo de 2025 no European Journal of Dermatology acompanhou pessoas em uso do biológico adalimumabe e viu que, depois de 16 semanas, os marcadores inflamatórios do sangue, incluindo a proteína C reativa e a relação neutrófilo-linfócito, caíram junto com a melhora clínica (DOI).

O que isso significa para você: acompanhar esses marcadores ao longo do tempo pode ajudar a mostrar se um tratamento está funcionando, um uso que os pesquisadores ainda estão refinando.

Glossário dos principais termos

TermoDefinição
Hidradenite supurativaDoença inflamatória crônica da pele que causa caroços, abscessos e túneis que voltam nas dobras da pele. CID-10 L73.2.
Acne inversaOutro nome da hidradenite supurativa; apesar do nome, não é a acne comum.
AbscessoBolsa dolorosa cheia de pus que pode se formar por baixo da pele.
Fístula (trajeto sinusal)Túnel por baixo da pele que liga as lesões e drena secreção.
AutoinflamatóriaProvocada pelo próprio sistema imunológico, e não por uma infecção vinda de fora.
Estágio de HurleySistema que classifica a gravidade de I a III conforme as cicatrizes e os túneis.
BiológicoAnticorpo produzido em laboratório que bloqueia um sinal específico do sistema imunológico.
PCR (proteína C reativa)Proteína produzida pelo fígado que sobe quando há inflamação no corpo.
Relação neutrófilo-linfócitoValor calculado a partir do hemograma, usado como marcador geral de inflamação.
VHS (velocidade de hemossedimentação)Exame de sangue que reflete a inflamação geral pela velocidade com que os glóbulos vermelhos se depositam.

Perguntas frequentes

A hidradenite supurativa é uma DST?

Não. A hidradenite não é uma infecção sexualmente transmissível e não é contagiosa: não passa por contato, relação sexual, toalha ou piscina. Ela pode aparecer na virilha e na região genital porque são áreas de dobra e atrito, e não por transmissão. Se houver dúvida sobre uma lesão nessa região, o médico pode examinar e, se necessário, pedir exames para descartar outras causas.

Quanto tempo dura uma crise de hidradenite?

Varia de pessoa para pessoa. Um nódulo isolado pode durar semanas, e as crises tendem a ir e voltar, com períodos de calma entre elas. O tratamento adequado busca justamente espaçar e encurtar essas crises e evitar que se formem túneis e cicatrizes.

Existe pomada para hidradenite?

Existe tratamento tópico, mas ele serve principalmente para lesões leves e superficiais: o PCDT do SUS prevê a clindamicina gel 1% para esses casos. Em lesões mais profundas ou em estágios mais avançados, a pomada sozinha não basta, e o dermatologista combina outros tratamentos. Não use antibióticos ou corticoides por conta própria.

A hidradenite pode desaparecer sozinha?

A hidradenite é uma doença crônica, então costuma ir e vir em crises, e não desaparecer completamente. Algumas pessoas têm longos períodos de calma, e o tratamento precoce e constante pode reduzir muito as crises e evitar cicatrizes. Ainda não há cura, mas muita gente controla bem a doença, e, para algumas pessoas, perder o excesso de peso ou parar de fumar diminui a frequência com que os sintomas voltam.

A hidradenite pode aparecer no rosto?

É incomum no rosto. A hidradenite costuma surgir onde a pele se atrita e há muitas glândulas de suor, como axilas, virilha, parte interna das coxas, nádegas e embaixo das mamas. Espinhas no rosto são, muito mais frequentemente, acne comum. Se você não sabe o que está causando caroços em alguma parte do corpo, o dermatologista consegue diferenciar essas doenças e indicar o tratamento certo.

Como saber se eu tenho hidradenite?

A pista mais forte é o padrão: caroços ou “furúnculos” dolorosos que voltam nas mesmas dobras da pele, muitas vezes dos dois lados do corpo, e demoram a sarar. Pontos parecidos com cravos e túneis que drenam secreção são outros sinais. Só um profissional pode confirmar, geralmente pela história e pelo exame, então vale procurar um dermatologista se esses sinais parecerem familiares.

A hidradenite é perigosa?

Para a maioria das pessoas, a hidradenite não traz risco de vida. Ela pode doer e afetar o dia a dia e o humor, e às vezes um caroço desenvolve uma infecção secundária que precisa de atendimento rápido. Ao longo de muitos anos, a doença grave sem tratamento tem um pequeno risco de outras complicações. A mensagem tranquilizadora é que o tratamento precoce e o acompanhamento regular melhoram muito a perspectiva.

Dá para prevenir a hidradenite?

Não há uma forma garantida de prevenir a hidradenite, principalmente porque a história familiar e a genética têm um papel. Mas algumas medidas podem diminuir a frequência ou a intensidade das crises: não fumar, manter um peso saudável, usar roupas folgadas para reduzir o atrito e cuidar da pele com produtos suaves. Se você já tem a doença, seguir o plano de tratamento é a melhor forma de manter as crises sob controle.

Fontes

  • Mayo Clinic — Hidradenitis suppurativa: Symptoms and causes, 2025 (em inglês) — mayoclinic.org
  • Cleveland Clinic — Hidradenitis Suppurativa (Acne Inversa): Symptoms and Treatments, 2022 (em inglês) — my.clevelandclinic.org
  • American Academy of Dermatology — Hidradenitis suppurativa: Overview, 2026 (em inglês) — aad.org
  • Li Y-H, Chuang S-H, Yang H-J — Systematic review and meta-analysis of peripheral blood inflammatory markers in hidradenitis suppurativa — The Journal of Dermatology, 2025 (em inglês) — doi.org/10.1111/1346-8138.17661
  • Kimball AB, Jemec GBE, Alavi A, et al. — Secukinumab in moderate-to-severe hidradenitis suppurativa (SUNSHINE and SUNRISE) — The Lancet, 2023 (em inglês) — doi.org/10.1016/S0140-6736(23)00022-3
  • McCarthy S — Hidradenitis Suppurativa — Annual Review of Medicine, 2025 (em inglês) — doi.org/10.1146/annurev-med-051223-031234
  • Arce C, Lobo I, Rodrigues A, et al. — Adalimumab for the treatment of hidradenitis suppurativa: clinical response and impact on inflammatory markers — European Journal of Dermatology, 2025 (em inglês) — doi.org/10.1684/ejd.2025.4903
  • Ministério da Saúde — Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Hidradenite Supurativa (Portaria Conjunta nº 14, de 11 de setembro de 2019) — gov.br, 2019 — gov.br/saude
  • Sociedade Brasileira de Dermatologia — Hidradenite supurativa — SBD — sbd.org.br

Leituras recomendadas

Entenda seus exames com a BloodSense

Receba a interpretação dos seus exames em minutos

Se você convive com a hidradenite, o laudo do laboratório pode parecer um muro de números. A BloodSense transforma marcadores como a PCR, o VHS e o hemograma completo em explicações claras e simples sobre a inflamação por trás dos seus sintomas. Ela ajuda você a entender seus resultados e a preparar perguntas mais certeiras para a consulta. Ela não diagnostica a hidradenite nem nenhuma outra doença e não substitui o seu médico, que é a única pessoa qualificada para interpretar a sua saúde e decidir o cuidado.