Antecedentes cirúrgicos são as cirurgias e procedimentos que uma pessoa já fez, registrados na anamnese e no prontuário. Em prontuários e artigos em inglês, essa parte aparece com a sigla PSHx (past surgical history, história cirúrgica pregressa). Os profissionais de saúde anotam ali o que foi feito, quando, por quê e se algo ficou no corpo, como um implante. Essa lista curta influencia decisões antes de uma cirurgia, durante a anestesia e em emergências, e por isso vale a pena manter os seus antecedentes cirúrgicos atualizados.

Neste artigo você vai entender o que entra nos antecedentes cirúrgicos, por que os médicos dependem deles, como eles se diferenciam de outras partes da anamnese (como a HPP e a HDA), o que levar a uma consulta pré-operatória e o que pesquisas recentes dizem sobre manter a história cirúrgica e a lista de remédios corretas. A ideia é um guia claro, em linguagem simples, para você organizar o seu próprio histórico antes da próxima consulta ou procedimento.

O que são antecedentes cirúrgicos no prontuário

No Brasil, a anamnese costuma ser dividida em partes como identificação, queixa principal, história da doença atual (HDA), interrogatório sobre os diversos aparelhos (ISDA), antecedentes pessoais, antecedentes familiares e hábitos de vida. Os antecedentes cirúrgicos fazem parte dos antecedentes pessoais e respondem a uma pergunta objetiva: quais cirurgias e procedimentos essa pessoa já fez? Em documentos em inglês, a mesma informação aparece como PSHx, em que “PS” vem de past surgical e “Hx” é uma abreviação comum de history.

Uma linha dos antecedentes cirúrgicos pode ser apenas “apendicectomia em 2019, sem complicações”. Um registro mais completo pode trazer o procedimento, o ano, o motivo, o hospital e qualquer dispositivo implantado. A ideia não é contar uma longa história, e sim dar à equipe um resumo rápido e confiável das cirurgias anteriores que podem mudar o plano de hoje.

PSHx, PSH e cirurgias prévias: a mesma ideia

PSHx e PSH significam a mesma coisa: história cirúrgica pregressa, ou seja, as cirurgias prévias. Os profissionais usam uma ou outra forma conforme o costume local e o sistema de prontuário, e a única diferença é o “x” que alguns acrescentam para indicar “história”. Se quiser a explicação gêmea, leia também nosso guia sobre as cirurgias prévias (PSH), que trata do mesmo assunto com a grafia mais curta. Nenhuma versão é mais correta; trate qualquer anotação de PSH, PSHx ou “antecedentes cirúrgicos” como a sua lista de cirurgias.

Por que os antecedentes cirúrgicos importam antes da cirurgia e da anestesia

Cirurgiões e anestesistas leem os antecedentes cirúrgicos com atenção antes de operar. Uma cirurgia abdominal anterior pode ter deixado aderências (tecido cicatricial) que mudam a técnica. Uma reação anterior à anestesia, uma via aérea difícil ou um sangramento em um procedimento anterior avisam a equipe para se preparar de outro jeito. Saber de uma válvula cardíaca, de um stent ou de uma prótese articular ajuda a planejar antibióticos, posicionamento e monitorização.

Os antecedentes cirúrgicos também mostram quando a anatomia deixou de ser “padrão”. Se parte de um órgão foi retirada ou teve o trajeto modificado, os exames de imagem e a dose de alguns remédios podem precisar de ajuste. Um histórico cirúrgico correto ajuda a equipe a prever essas diferenças em vez de descobri-las no meio do procedimento, o que torna o cuidado mais seguro.

Por que importam também no dia a dia e na emergência

Fora do centro cirúrgico, os antecedentes cirúrgicos continuam úteis. O médico da Unidade Básica de Saúde ou do plano de saúde consulta essa parte quando surge dor, inchaço ou secreção perto de uma cicatriz antiga. O radiologista interpreta um exame de outra forma quando há um implante metálico ou um clipe cirúrgico. Em uma emergência, quando você talvez não consiga falar, os antecedentes podem revelar um marca-passo, um enxerto ou um dispositivo que muda o tratamento urgente. Eles funcionam como uma rede de segurança silenciosa em muitos cenários.

O que um registro completo de antecedentes cirúrgicos inclui

Um bom registro de antecedentes cirúrgicos não precisa de termos técnicos. Precisa dos fatos que o médico perguntaria. Os registros mais úteis trazem, para cada procedimento, os seguintes dados.

  • Nome do procedimento em palavras simples, como retirada da vesícula ou prótese de quadril.
  • Data ou ano aproximado da cirurgia.
  • Motivo da cirurgia (o problema que ela tratou).
  • Lado do corpo, quando fizer diferença, por exemplo joelho esquerdo ou ombro direito.
  • Tipo de anestesia, se você souber (geral, raquidiana ou outra anestesia regional, ou local).
  • Qualquer implante ou dispositivo colocado, como marca-passo, stent, tela ou prótese.
  • Complicações, infecções ou novas cirurgias ligadas à primeira.
  • Situação atual: totalmente recuperado, com problemas ainda presentes ou dispositivo retirado.

Você não precisa de todos os detalhes para o registro ser útil. Até “cirurgia no joelho esquerdo, por volta de 2015, com placa de metal” dá ao médico muito mais do que um espaço em branco. Esse registro também complementa a sua história patológica pregressa (HPP), já que as cirurgias muitas vezes se ligam às doenças que as motivaram.

Diferença entre antecedentes cirúrgicos, HPP, HDA e outras partes da anamnese

O prontuário tem várias partes de “história”, e é fácil confundi-las. A tabela abaixo mostra o que cada uma registra, com a sigla usada no Brasil e o equivalente em inglês, para você ver onde os antecedentes cirúrgicos se encaixam.

Parte da anamnese (sigla em inglês)O que registraExemplo simples
Antecedentes cirúrgicos (PSHx)Cirurgias e procedimentos já realizadosApêndice retirado em 2019; tela de hérnia colocada em 2021
Cirurgias prévias (PSH)O mesmo que PSHx, com outra grafiaCesárea em 2018; dentes do siso retirados em 2010
HPP, história patológica pregressa (PMH)Doenças anteriores e condições crônicasDiabetes tipo 2; pressão alta
HDA, história da doença atual (HPI)A história da queixa principal de hojeTrês dias de dor na barriga do lado direito, piorando
ISDA, interrogatório sobre os diversos aparelhos (ROS)Lista de sintomas pelo corpo todoSem febre, sem dor no peito, cansaço leve

O jeito mais fácil de não confundir: antecedentes cirúrgicos e cirurgias prévias falam de operações; a HPP fala de doenças e diagnósticos. Compare com o nosso guia sobre a HPP na anamnese e veja como os sintomas de hoje entram na história da doença atual (HDA). A lista de sintomas aparece no interrogatório sobre os diversos aparelhos (ISDA). Juntas, essas partes montam o quadro completo, mas cada uma responde a uma pergunta diferente.

Como a equipe coleta e confere os seus antecedentes cirúrgicos

Os profissionais costumam coletar os antecedentes cirúrgicos perguntando diretamente, em uma entrevista, em um formulário de admissão ou na consulta pré-operatória. Alguns serviços permitem preencher essas informações antes, em um portal ou aplicativo, o que dá tempo de conferir datas e detalhes em casa.

Como a memória falha, a equipe muitas vezes confere o que você informa. Pode pedir a descrição cirúrgica ou o resumo de alta ao hospital onde a cirurgia foi feita, revisar registros antigos ou examinar as cicatrizes no exame físico. Se houver implante, pode pedir o cartão ou a etiqueta de identificação. Essa checagem é normal e ajuda a encontrar lacunas ou erros. O Código de Ética Médica determina que o médico elabore um prontuário legível para cada paciente, com os dados clínicos necessários, preenchido em ordem cronológica.

Onde os antecedentes ficam no prontuário eletrônico

Na maioria dos sistemas de prontuário eletrônico, os antecedentes cirúrgicos aparecem em um campo próprio, às vezes como lista estruturada, às vezes como texto livre. Um registro organizado é mais fácil de achar e reutilizar pelo próximo profissional. A história cirúrgica costuma ficar perto da lista de medicamentos, e os médicos muitas vezes revisam as duas ao mesmo tempo. Para entender as siglas do lado dos remédios, veja nosso guia sobre as abreviações da receita médica. No SUS, parte do seu histórico de saúde pode aparecer no aplicativo Meu SUS Digital, do Ministério da Saúde, quando os serviços enviam as informações à Rede Nacional de Dados em Saúde.

Quais exames e documentos levar à consulta pré-operatória

A consulta pré-operatória é mais rápida e segura quando você chega preparado. Use esta lista para montar um quadro correto da sua história cirúrgica e clínica.

  1. Uma lista escrita das cirurgias anteriores, com datas aproximadas e o lado do corpo.
  2. Os cartões de implantes ou dispositivos, como marca-passo, stent ou prótese.
  3. Cópias das descrições cirúrgicas ou dos resumos de alta, se você tiver.
  4. A lista atual de remédios, incluindo os sem receita, suplementos e as doses.
  5. Uma anotação sobre reações anteriores à anestesia ou sangramento fora do comum em outra cirurgia.
  6. As suas alergias e o tipo de reação que cada uma causou.
  7. Os exames que o cirurgião ou o anestesista pediram, com os laudos impressos ou no celular.
  8. As perguntas que você quer fazer, anotadas para não esquecer.

Os exames de sangue pedidos antes de uma cirurgia dependem do tipo de procedimento, da idade e das doenças de cada pessoa, e quem define a lista é o cirurgião e o anestesista. Podem incluir, por exemplo, hemograma e exames de coagulação. Se um dispositivo ou um anticoagulante faz parte da sua história, espere mais perguntas. Remédios que “afinam o sangue” afetam a coagulação antes da cirurgia, e por isso a equipe às vezes pede um exame de coagulação; nosso guia sobre o exame de INR (RNI) explica esse teste em palavras simples. As suas vontades sobre cuidados no fim da vida também podem ser discutidas, e você pode ver como elas são registradas no nosso guia sobre a ordem de não reanimar.

Como os antecedentes cirúrgicos se ligam a exames de imagem e implantes

A sua história cirúrgica muda como os exames de imagem são planejados e lidos. Um implante metálico pode criar brilho ou sombras em alguns exames e pode interferir na segurança de uma ressonância magnética. Clipes cirúrgicos, telas e enxertos aparecem nas imagens, e saber que eles estão lá ajuda o radiologista a diferenciar um achado esperado de um problema novo.

Procedimentos nos vasos deixam marcas próprias. Se você colocou um stent ou um enxerto, um exame que mostra os vasos pode ser usado para avaliá-lo. Nosso guia sobre a angiotomografia explica uma forma comum de ver os vasos e por que a cirurgia anterior faz parte da leitura. Em resumo, antecedentes cirúrgicos corretos ajudam a equipe de imagem a interpretar as imagens certo da primeira vez.

Seus direitos sobre o prontuário no Brasil

Você tem direito de acessar o seu prontuário e de receber uma cópia dele. O Código de Ética Médica proíbe o médico de negar ao paciente o acesso ao prontuário, de deixar de fornecer cópia quando solicitada e de deixar de dar as explicações necessárias para a compreensão. Para pedir uma cópia, procure o serviço de arquivo médico (ou o setor de prontuários) do hospital ou da clínica. As informações de saúde também são dados pessoais sensíveis pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), o que exige cuidado especial com quem pode vê-las e para quê.

Avanços científicos recentes

As pesquisas sobre histórias cirúrgica e clínica repetem a mesma lição: o histórico só é útil quando está completo, e ferramentas simples podem fechar grandes lacunas. Como a sigla PSHx tem pouca literatura própria, os estudos abaixo vêm de áreas muito próximas: avaliação pré-operatória, coleta da história clínica e conciliação de medicamentos. Os resultados estão descritos em linguagem simples.

Os registros pré-operatórios costumam ter lacunas

Uma auditoria de fichas pré-anestésicas em um grande hospital mostrou que dados básicos, como nome e idade, quase sempre estavam registrados, enquanto itens clinicamente importantes, como a história de anestesias e os remédios em uso, muitas vezes faltavam ou estavam incompletos. O que isso significa para você: não pressuponha que todo o seu histórico já está no sistema. Levar a sua própria lista escrita de cirurgias e remédios ajuda a preencher exatamente as lacunas que as auditorias encontram. Observação: a “ficha pré-anestésica” é o formulário que a equipe de anestesia preenche antes da cirurgia para planejar um cuidado seguro.

Registros levados pelo próprio paciente ajudam a achar erros

Uma revisão sistemática de 2026 publicada na BMJ Open avaliou registros de medicamentos mantidos pelo próprio paciente, ou seja, listas que a pessoa carrega ou organiza. Em muitos estudos, esses registros ajudaram a detectar e corrigir divergências nos remédios quando a pessoa passava entre clínicas, hospitais e casa. O que isso significa para você: manter a sua própria lista atualizada, no papel ou no celular, não é perda de tempo; ela dá à equipe uma conferência que pode pegar erros. Observação: “divergência”, aqui, é a diferença entre o que está no prontuário e o que você realmente toma.

Ferramentas digitais podem reduzir erros na conciliação

Uma revisão sistemática de ferramentas eletrônicas de conciliação de medicamentos mostrou que programas que deixam o profissional ver e comparar listas de remédios lado a lado estiveram associados a menos divergências e menos eventos adversos em vários estudos. O que isso significa para você: a mudança para o prontuário eletrônico busca tornar o seu histórico mais seguro de reutilizar, mas continua dependendo de informações corretas na entrada. Ressalva: essas revisões misturaram desenhos de estudo e cenários diferentes, então as ferramentas ajudam, mas não substituem uma conversa cuidadosa. Observação: “conciliação de medicamentos” é o processo de confirmar uma lista completa e correta de remédios a cada transição do cuidado.

Glossário

TermoSignificado simples
Antecedentes cirúrgicosRegistro das cirurgias que uma pessoa já fez
PSHx / PSHSiglas em inglês para história cirúrgica pregressa; mesmo significado
HPPHistória patológica pregressa: doenças anteriores e condições crônicas
AnamneseEntrevista em que o profissional colhe a sua história de saúde
ProntuárioDocumento, em papel ou eletrônico, que reúne o seu histórico e o atendimento
Descrição cirúrgicaO relato escrito do cirurgião sobre o que foi feito no procedimento
ImplanteDispositivo colocado no corpo, como marca-passo ou prótese
AderênciaTecido cicatricial que pode se formar após cirurgia e grudar órgãos
AnestesiaMedicamento usado para evitar dor no procedimento (local, regional ou geral)
Conciliação de medicamentosConferência de uma lista completa e correta de remédios a cada transição do cuidado

Perguntas frequentes

PSHx é o mesmo que PSH?

Sim. PSHx e PSH significam história cirúrgica pregressa, ou seja, os antecedentes cirúrgicos. A única diferença é o “x” opcional, que alguns profissionais usam como abreviação de “história”. Hospitais e sistemas diferentes preferem uma grafia ou outra. Trate qualquer anotação de PSH ou PSHx como a sua lista de cirurgias e dê as mesmas informações nos dois casos.

O que significa PSHx em termos médicos?

PSHx significa past surgical history, em português história cirúrgica pregressa ou antecedentes cirúrgicos. É a parte do prontuário que lista as cirurgias e procedimentos da pessoa, com datas, motivos, implantes e complicações. Os profissionais a usam para planejar um cuidado seguro, sobretudo antes de nova cirurgia, anestesia ou exame de imagem. É uma parte do registro, não um exame nem um diagnóstico, então não tem resultado numérico.

Quanto detalhe meus antecedentes cirúrgicos devem ter?

Procure informar o nome do procedimento, a data aproximada, o lado do corpo quando importar e qualquer problema que tenha ficado ou dispositivo implantado. Se uma cirurgia antiga pode afetar o cuidado futuro, junte a descrição cirúrgica ou o resumo de alta quando conseguir. Detalhes aproximados também ajudam: um ano estimado e uma descrição geral já são um bom ponto de partida para a equipe conferir.

E se eu esquecer uma cirurgia?

Faça o melhor que puder e deixe a equipe completar. Familiares podem lembrar detalhes que você esqueceu, e os profissionais podem pedir registros a hospitais anteriores ou ver as cicatrizes no exame. Procedimentos pequenos também importam, sobretudo os que envolveram implante, enxerto ou complicação. Se lembrar de uma cirurgia depois, avise a equipe para atualizar o registro.

Posso corrigir os antecedentes cirúrgicos no prontuário?

Os registros antigos, em geral, permanecem no prontuário para que os próximos profissionais vejam o quadro completo, mas erros podem ser corrigidos e informações novas, acrescentadas. Se você encontrar um erro, peça ao profissional ou ao setor de prontuários que o corrija e anexe documentos quando possível. Manter o registro correto é uma tarefa compartilhada entre você e a equipe.

Os antecedentes cirúrgicos afetam meus remédios ou exames?

Podem afetar. Uma cirurgia anterior pode mudar quais remédios são seguros, como são dosados ou como um resultado de exame é lido. Por exemplo, anticoagulantes e sangramentos anteriores são avaliados juntos antes de uma operação. A história cirúrgica não é um exame de laboratório, mas os médicos costumam lê-la ao lado da lista de remédios e dos exames recentes para tomar decisões mais seguras.

Fontes

  • Conselho Federal de Medicina — Código de Ética Médica (Resolução CFM nº 2.217/2018), arts. 87 e 88 sobre prontuário e acesso do paciente — portal.cfm.org.br
  • Presidência da República — Lei nº 13.709/2018, Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), dado de saúde como dado pessoal sensível — planalto.gov.br
  • Ministério da Saúde — Meu SUS Digital (histórico de saúde e resultados de exames) — gov.br
  • MedlinePlus (Biblioteca Nacional de Medicina dos EUA) — Surgery, cirurgia — medlineplus.gov
  • StatPearls, NCBI Bookshelf (Biblioteca Nacional de Medicina dos EUA) — Medical History, história clínica — ncbi.nlm.nih.gov
  • Agency for Healthcare Research and Quality (AHRQ) — QuestionBuilder App, aplicativo para preparar perguntas para a consulta — ahrq.gov
  • Alsalem NA e colaboradores — Impact of patient-held medication records (PHMRs) on medication management across the continuum of health care: a systematic review and narrative synthesis — BMJ Open, 2026 — doi.org/10.1136/bmjopen-2025-110852
  • Ciudad-Gutiérrez P e colaboradores — Electronic medication reconciliation tools aimed at healthcare professionals to support medication reconciliation: a systematic review — Journal of Medical Systems, 2023 — doi.org/10.1007/s10916-023-02008-0
  • Mumtaz A e colaboradores — Evaluation of pre-anesthetic record completeness and documentation practices (auditoria de prontuários) — Cureus, 2025 — consensus.app

Leitura complementar

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