A cirrose é uma cicatrização permanente do fígado que se forma depois de anos de agressões repetidas e que deixa o órgão cada vez menos capaz de fazer o seu trabalho. Na fase inicial, a cirrose hepática costuma não dar nenhum sintoma, e por isso muita gente só descobre a doença quando ela já está avançada. No Brasil, as causas mais frequentes são o consumo excessivo e prolongado de álcool, as hepatites virais crônicas B e C e a gordura no fígado ligada à obesidade e ao diabetes. Mesmo assim, o diagnóstico não é uma sentença: tratar a causa pode frear ou interromper a progressão, e lesões mais precoces às vezes regridem.

Este guia explica o que é a cirrose, quais são os sintomas e os primeiros sinais, o que causa a doença, quais exames identificam a cirrose, como ela é tratada e o que dizem as pesquisas mais recentes.

O que é cirrose?

Cirrose é a fase avançada e permanente da cicatrização do fígado. Qualquer agressão contínua, seja o álcool, um vírus ou o acúmulo de gordura, provoca ciclos repetidos de lesão e reparo. Ao longo dos anos, esse processo deixa um tecido cicatricial (fibrose) no lugar do tecido saudável. Quando a cicatriz se espalha, ela deforma a estrutura interna do fígado, atrapalha a passagem do sangue e reduz a parte do órgão que ainda funciona para filtrar o sangue e produzir as proteínas que o corpo usa para coagular e cicatrizar.

Os médicos descrevem a cirrose em dois grandes estágios, e essa divisão orienta quase tudo o que vem a seguir. Na cirrose compensada, ainda há fígado saudável suficiente para dar conta das necessidades do corpo, e muitas pessoas passam anos com poucos ou nenhum sintoma. Na cirrose descompensada, o fígado não consegue mais acompanhar, e surgem complicações como acúmulo de líquido na barriga, sangramentos, pele amarelada ou confusão mental. O Ministério da Saúde lembra que as hepatites B, C e D muitas vezes se tornam crônicas sem sintomas e podem evoluir por décadas até a fibrose avançada ou a cirrose, com risco de câncer de fígado e necessidade de transplante.

Sintomas da cirrose

Na cirrose compensada, os sintomas costumam ser mínimos ou inexistentes, e essa é uma das principais razões pelas quais a doença avança sem ser notada. Quando aparecem, os sinais tendem a ser vagos: cansaço, perda de apetite, facilidade para ter manchas roxas ou sangramentos, coceira na pele e uma icterícia leve, que é o amarelado da pele e da parte branca dos olhos. Algumas pessoas notam aranhas vasculares, pequenos vasinhos visíveis na pele do tronco e do rosto, ou eritema palmar, uma vermelhidão nas palmas das mãos.

A cirrose descompensada traz problemas mais sérios: ascite, conhecida popularmente como “barriga d’água”, com inchaço nas pernas; sangramento de veias dilatadas e frágeis do esôfago, chamadas varizes esofágicas; confusão mental, sonolência ou mudança de comportamento por encefalopatia hepática; e perda de massa muscular. Como esses sintomas marcam uma virada na doença, eles costumam levar a um acompanhamento mais próximo e à conversa sobre avaliação para transplante de fígado.

Qual o primeiro sinal de que o fígado não está bem?

Muitas vezes, o primeiro sinal é nenhum sinal: o fígado aguenta muito antes de reclamar. Quando há algo perceptível, os primeiros sinais costumam ser cansaço sem explicação, falta de apetite, enjoo e um exame de sangue de rotina com enzimas do fígado alteradas ou plaquetas baixas. Pele ou olhos amarelados, urina escura e fezes claras indicam que é hora de procurar um médico sem demora.

O que causa cirrose e quais são os fatores de risco

A cirrose aparece quando algo agride o fígado repetidamente durante anos e o próprio processo de reparo deposita cicatriz mais rápido do que o corpo consegue remover. As causas principais são o uso abusivo e prolongado de álcool, a doença hepática esteatótica associada à disfunção metabólica (MASLD, na sigla em inglês) e as hepatites virais crônicas. Em 2023, um consenso de várias sociedades médicas trocou os nomes NAFLD e NASH por MASLD e MASH, para destacar o papel da obesidade, do diabetes e da resistência à insulina. A MASH, forma mais agressiva em que a gordura provoca inflamação e lesão no fígado, é hoje uma das causas de cirrose que mais crescem. O Ministério da Saúde descreve a esteatose hepática como, em geral, silenciosa e lembra que, nos estágios avançados, a inflamação e a fibrose podem levar à insuficiência do fígado.

Reconhecer uma infecção pela hepatite B e uma infecção pela hepatite C como causas importantes no Brasil e no mundo faz diferença, porque o tratamento antiviral precoce pode evitar ou retardar a evolução para cirrose. No Brasil, as hepatites virais mais comuns são causadas pelos vírus A, B e C, e a hepatite D aparece mais na região Norte, segundo o Ministério da Saúde. Causas menos comuns incluem hepatite autoimune, hemocromatose hereditária (excesso de ferro no corpo), colangite biliar primária e doenças genéticas mais raras, como a deficiência de alfa-1 antitripsina e a doença de Wilson. O risco aumenta com a quantidade e o tempo de consumo de álcool, o excesso de peso, o diabetes tipo 2 e as hepatites não tratadas, e mais de uma causa pode estar presente ao mesmo tempo.

O que piora a cirrose?

O que mais piora a cirrose é continuar expondo o fígado à causa original: beber álcool, deixar uma hepatite sem tratamento ou ganhar peso com diabetes descontrolado. Além disso, infecções, sangramentos digestivos, desidratação, prisão de ventre, excesso de sal na comida e o uso de remédios sem orientação, como anti-inflamatórios e alguns calmantes, podem desencadear uma descompensação. Chás e suplementos “para o fígado” também merecem cuidado, porque alguns são tóxicos para o órgão.

Quais exames identificam cirrose hepática?

A cirrose costuma ser suspeitada a partir da história clínica, do exame físico, dos exames de sangue e dos exames de imagem, como o ultrassom de abdome. Mais do que confirmar a doença, os médicos procuram saber em que estágio ela está, porque isso muda o acompanhamento e o tratamento. Dois sistemas de pontuação são muito usados: o escore MELD, hoje atualizado para MELD 3.0, e a classificação de Child-Pugh. Ambos juntam resultados de exames de rotina em uma medida de quanto o fígado ainda funciona.

EscoreO que significa
Escore MELDCombina bilirrubina, INR e creatinina (às vezes também o sódio) em um número que estima a sobrevida em 90 dias; quanto maior o escore, maior a prioridade para transplante de fígado
Child-Pugh classe A (5 a 6 pontos)Melhor prognóstico; a função do fígado está bem compensada, com risco cirúrgico de morte em torno de 10%
Child-Pugh classe B (7 a 9 pontos)Função moderadamente comprometida, com risco cirúrgico de morte em torno de 30%
Child-Pugh classe C (10 a 15 pontos)Função gravemente comprometida, com risco cirúrgico de morte de 70% a 80% e maior prioridade para avaliação de transplante

Um engano comum é achar que enzimas do fígado normais descartam cirrose. Olhar o resultado da TGP (ALT) e o resultado da TGO (AST) conta só parte da história: na cirrose avançada, sobra tão pouco tecido funcionando que as duas enzimas podem vir normais no laudo. A relação entre elas também importa: uma razão TGO/TGP acima de 1, e principalmente acima de 2, sugere doença ligada ao álcool, enquanto uma razão abaixo de 1 é mais típica da MASLD, embora essa razão tenda a subir à medida que a cirrose avança, qualquer que seja a causa. Conferir o nível de fosfatase alcalina e o nível de gama-GT ajuda a estreitar a causa, já que a fosfatase alcalina sobe mais nas lesões dos ductos biliares, como a colangite biliar primária, e a gama-GT sobe mais com o consumo pesado de álcool.

Acompanhar o nível de bilirrubina e o resultado do tempo de protrombina mostra o quanto o fígado ainda elimina resíduos e produz fatores de coagulação. Calcular o valor padronizado do INR, junto com a albumina, alimenta diretamente os escores MELD e Child-Pugh. Observar a contagem de plaquetas ao longo do tempo dá outra pista: quando a cicatriz aumenta a pressão na veia porta, o baço cresce e retém plaquetas, e uma queda progressiva costuma indicar fibrose avançando antes que outros números mudem.

O médico também pode calcular o índice FIB-4 a partir da idade, da TGO, da TGP e das plaquetas: um valor de 1,30 ou menos torna improvável a fibrose avançada, 2,67 ou mais indica alto risco, e valores intermediários pedem exames complementares, como a elastografia hepática transitória, que mede a rigidez do fígado sem cortes e reduziu bastante a necessidade de biópsia. O Ministério da Saúde destaca a elastografia como um exame indolor e muito útil na avaliação da gordura no fígado. Como a cirrose aumenta muito o risco de câncer de fígado, as diretrizes recomendam vigilância a cada seis meses com ultrassom e dosagem de alfafetoproteína (AFP) enquanto houver cirrose, e entender o risco de câncer de fígado faz parte do acompanhamento.

Tratamento da cirrose

Nenhum remédio desfaz a cirrose já instalada, mas o tratamento pode mudar bastante a evolução. A primeira prioridade é tratar a causa: parar completamente de beber, iniciar antivirais para a hepatite B ou C ou controlar as condições metabólicas que alimentam a MASH. Depois, cada complicação recebe um tratamento próprio.

AbordagemFunção
Tratar a causaAntivirais para hepatite B ou C, abstinência total de álcool e controle metabólico na MASH freiam ou interrompem a progressão
Betabloqueadores e ligadura elásticaReduzem a pressão na veia porta e tratam as varizes do esôfago para ajudar a evitar sangramentos perigosos
Diuréticos e menos salDiminuem o líquido acumulado na barriga (ascite) e o inchaço nas pernas
Lactulose e rifaximinaReduzem as bactérias intestinais que produzem amônia, para tratar e prevenir a confusão da encefalopatia hepática
VacinaçãoProtege contra hepatite A e B, doença pneumocócica, herpes-zóster, gripe e covid-19, todas mais arriscadas em quem tem doença no fígado
Apoio nutricionalProteína e calorias suficientes ajudam a evitar a perda de músculo e a sustentar a função do fígado
Transplante de fígadoÚnico tratamento definitivo quando a cirrose chega ao estágio terminal, descompensado

Como o fígado tem uma capacidade real, embora limitada, de se recuperar, pegar a lesão antes que ela vire cirrose faz enorme diferença: a fibrose em fase inicial muitas vezes melhora, e às vezes regride, quando a causa é tratada, por exemplo com abstinência sustentada de álcool, cura da hepatite C ou perda de peso significativa na MASH. Depois que a cirrose se instala, a cicatriz é em grande parte permanente, e o objetivo passa a ser evitar novos danos e detectar complicações cedo. Quem tem cirrose deve evitar totalmente o álcool e falar com o médico antes de começar qualquer remédio, chá ou suplemento, porque muitos são processados pelo fígado.

Como fica o paciente com cirrose hepática: convivência e prognóstico

O prognóstico depende muito do estágio. A cirrose compensada pode ficar estável por anos, e muitas pessoas continuam trabalhando, viajando e levando uma vida plena com acompanhamento regular. A cirrose descompensada é mais séria: a expectativa de vida diminui quando surgem ascite, sangramento de varizes ou confusão mental, e normalmente começa a avaliação formal para transplante de fígado. É por isso que a diferença entre compensada e descompensada importa no dia a dia, e não só no laudo.

Viver bem com cirrose significa acompanhamento constante: repetir exames de sangue e de imagem para seguir a tendência do MELD ou do Child-Pugh, fazer endoscopia periódica para procurar varizes e manter o rastreamento semestral de câncer de fígado enquanto houver cirrose. As escolhas diárias também contam: proteína suficiente na alimentação, menos sal se houver ascite, nada de álcool nem de anti-inflamatórios sem receita, e vacinas em dia. Com cuidado contínuo, muitas pessoas com cirrose compensada passam muito tempo sem descompensar e, mesmo depois da descompensação, o tratamento e o transplante podem prolongar e melhorar a vida.

Avanços recentes na pesquisa sobre cirrose

As pesquisas recentes têm mirado a doença metabólica do fígado, que responde por uma parte crescente dos casos de cirrose. Segundo estudos indexados no PubMed, um ensaio de fase 3 com resmetirom em pacientes com MASH confirmada por biópsia e fibrose hepática mostrou resolução da inflamação do fígado, sem piora da fibrose, em cerca de um quarto a quase um terço dos pacientes tratados, contra cerca de 1 em cada 10 no placebo, o que levou à aprovação acelerada do remédio pela FDA, a agência dos Estados Unidos, como o primeiro medicamento para MASH (Harrison et al., 2024). O que isso significa para você: já existe, nos Estados Unidos, um remédio voltado diretamente para frear a lesão que pode levar à cirrose; a disponibilidade no Brasil deve ser conversada com o seu médico. Outro estudo mostrou que a semaglutida, um medicamento da classe GLP-1 já muito usado no diabetes e no controle do peso, resolveu a esteato-hepatite sem piorar a fibrose em cerca de 63% dos pacientes com MASH e fibrose significativa, contra cerca de 34% no placebo (Sanyal et al., 2025). O que isso significa para você: um remédio que muita gente já usa por outros motivos metabólicos também pode ajudar a reverter lesões iniciais do fígado, o que liga de perto a saúde do fígado ao controle do peso e da glicemia.

Outras pesquisas se concentram em evitar complicações quando a cirrose já existe. Um estudo multicêntrico de 2024 que comparou betabloqueadores mostrou que o carvedilol reduziu em cerca de 39% o risco de uma primeira descompensação na cirrose compensada e em cerca de 43% o risco de nova descompensação ou morte na cirrose descompensada, em comparação com betabloqueadores não seletivos mais antigos, como o propranolol (Fortea et al., 2024). O que isso significa para você: se um betabloqueador for indicado para prevenir sangramento de varizes, o carvedilol tem evidência de benefício em mais de um estágio da cirrose, um ponto que vale discutir na consulta se você usa uma alternativa mais antiga.

Glossário dos principais termos sobre cirrose

TermoDefinição
Cirrose compensadaCirrose em que o fígado ainda faz a maior parte das suas funções, muitas vezes com poucos ou nenhum sintoma.
Cirrose descompensadaCirrose em que o fígado não dá mais conta, com complicações como ascite, sangramento ou confusão mental.
Hipertensão portalAumento da pressão na veia porta causado pela cicatriz, responsável por muitas complicações da cirrose.
Varizes esofágicasVeias dilatadas e frágeis, geralmente no esôfago, que podem sangrar de forma súbita e grave.
AsciteAcúmulo de líquido na barriga (“barriga d’água”) causado pela hipertensão portal e pela albumina baixa.
Encefalopatia hepáticaConfusão mental ou mudança de comportamento causada por toxinas que o fígado não consegue mais eliminar.
MASLD e MASHDoença hepática esteatótica associada à disfunção metabólica e sua forma mais grave; os nomes substituíram NAFLD e NASH em 2023.

Perguntas frequentes sobre cirrose

Cirrose tem cura?

A cirrose já estabelecida é considerada permanente, porque a cicatriz densa não desaparece por completo depois de substituir o tecido saudável. A fibrose em fase inicial, antes de virar cirrose, pode melhorar ou até regredir quando a causa é tratada, por exemplo com abstinência de álcool, cura da hepatite C ou perda de peso na MASH. Na cirrose avançada, o único tratamento definitivo é o transplante de fígado.

Qual a diferença entre cirrose compensada e descompensada?

Na cirrose compensada, o fígado ainda faz a maior parte das suas funções e muitas pessoas têm poucos ou nenhum sintoma. Na descompensada, o fígado não dá mais conta, e surgem ascite, sangramento de varizes, icterícia ou confusão mental. Essa diferença é o fator que mais pesa na forma de acompanhar e tratar a cirrose.

O que causa cirrose além do álcool?

O álcool é só uma das causas. A gordura no fígado associada à disfunção metabólica (MASLD) e sua forma grave, a MASH, as hepatites B e C crônicas, a hepatite autoimune, a hemocromatose hereditária e a colangite biliar primária também podem levar à cirrose. Mais de uma causa pode estar presente ao mesmo tempo.

Quais são os 12 sinais de cirrose hepática?

Não existe uma lista oficial de 12 sinais, mas os mais citados são: cansaço, perda de apetite, emagrecimento e perda de músculo, coceira, manchas roxas e sangramentos fáceis, aranhas vasculares, vermelhidão nas palmas das mãos, pele e olhos amarelados, urina escura, inchaço nas pernas, barriga inchada por ascite e confusão mental ou sonolência. Os primeiros costumam ser discretos e fáceis de atribuir a outras causas, por isso a cirrose às vezes só aparece em um exame de rotina.

Por que a pessoa com cirrose vomita sangue?

Na cirrose, a cicatriz aumenta a pressão na veia porta e o sangue procura caminhos alternativos, formando varizes no esôfago e no estômago. Essas veias são frágeis e podem romper, causando vômito com sangue ou fezes pretas. É uma emergência: em caso de vômito com sangue, procure um pronto-socorro ou ligue para o SAMU (192), serviço do Ministério da Saúde que funciona 24 horas.

É possível ter cirrose sem fazer biópsia para confirmar?

Sim. A biópsia não é mais sempre necessária. Os médicos combinam exames de sangue, como o índice FIB-4, calculado com idade, TGO, TGP e plaquetas, com exames de imagem como a elastografia transitória ou a elastografia por ressonância, que medem diretamente a rigidez do fígado. Juntos, esses métodos não invasivos podem confirmar fibrose avançada ou cirrose, e a biópsia fica reservada para os casos duvidosos.

Quem para de beber pode viver muito tempo com cirrose?

Sim, muitas pessoas vivem. Parar de beber por completo é uma das medidas mais poderosas para quem tem cirrose: pode interromper ou desacelerar a progressão, reduzir o risco de descompensação e melhorar a sobrevida, sobretudo enquanto a cirrose ainda está compensada. Com acompanhamento regular e tratamento rápido das complicações, muita gente que para de beber permanece estável por anos.

Fontes

  • Ministério da Saúde — Hepatites virais — Saúde de A a Z, gov.br, consultado em 2026 — gov.br
  • Ministério da Saúde — Esteatose hepática — Saúde de A a Z, gov.br, consultado em 2026 — gov.br
  • Ministério da Saúde — SAMU 192 — gov.br, consultado em 2026 — gov.br
  • National Institute of Diabetes and Digestive and Kidney Diseases — Cirrhosis — NIDDK, 2024 (em inglês) — niddk.nih.gov
  • Mayo Clinic — Cirrhosis: Diagnosis and Treatment — Mayo Clinic, 2024 (em inglês) — mayoclinic.org
  • American Association for the Study of Liver Diseases — Why Do We Use the Model for End-Stage Liver Disease (MELD) Score? — AASLD Liver Fellow Network, 2023 (em inglês) — aasld.org
  • Harrison et al. — A Phase 3, Randomized, Controlled Trial of Resmetirom in NASH with Liver Fibrosis — New England Journal of Medicine, 2024 (em inglês) — doi.org/10.1056/NEJMoa2309000
  • Sanyal et al. — Phase 3 Trial of Semaglutide in Metabolic Dysfunction-Associated Steatohepatitis — New England Journal of Medicine, 2025 (em inglês) — doi.org/10.1056/NEJMoa2413258
  • Fortea et al. — Carvedilol vs. propranolol for the prevention of decompensation and mortality in patients with compensated and decompensated cirrhosis — Journal of Hepatology, 2024 (em inglês) — doi.org/10.1016/j.jhep.2024.12.017

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O cuidado com a cirrose raramente se resume a um único número. TGP, TGO, fosfatase alcalina, gama-GT, bilirrubina, albumina, tempo de protrombina, INR e plaquetas mostram, cada um, uma parte de como o fígado está funcionando, da inflamação ativa à capacidade de produzir proteínas e à pressão na veia porta, e os médicos combinam vários deles em escores como o MELD e o Child-Pugh para avaliar o estágio da doença. Ver onde cada valor está em relação aos valores de referência, e como ele evolui de um exame para o outro, torna esses resultados mais fáceis de discutir com a sua equipe de saúde.

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