Uma fratura é uma quebra na estrutura de um osso, e está entre as lesões graves mais atendidas nos prontos-socorros. A palavra cobre uma variedade enorme: o punho “amassado” de uma criança pequena, a fissura fina na canela de um corredor, o quadril que cede no meio da cozinha. O que todas têm em comum é um fato só: a carga foi maior do que o osso conseguia suportar.

Isso explica por que dois grupos muito diferentes quebram ossos. Em adultos jovens, a carga é anormal: um acidente de carro ou de moto, uma pancada no esporte, uma queda de altura. Em adultos mais velhos, a carga é comum e o osso é que está fraco. Cerca de uma em cada duas mulheres e um em cada quatro homens com mais de 50 anos vai quebrar um osso por causa do afinamento ósseo, geralmente sem nenhum aviso.

O que é considerado fratura?

É considerada fratura qualquer perda total ou parcial da continuidade de um osso, desde uma pequena fissura até uma quebra em vários pedaços. O osso é um tecido vivo: um arcabouço flexível de colágeno endurecido por cristais de cálcio e fosfato. A fratura acontece quando uma força vence essa estrutura, seja em um único evento violento, seja por milhares de ciclos de carga que superam a capacidade de reparo.

Qual a diferença entre fraturar e quebrar? E entre fratura e fissura?

Não há diferença médica entre fratura e quebra: são a mesma lesão. Já a fissura (o “osso trincado”) é um tipo de fratura incompleta, em que a linha de quebra não atravessa o osso inteiro. O que realmente diferencia as fraturas é o desvio (se os pedaços saíram do lugar), a estabilidade (se vão ficar no lugar) e se a pele por cima está intacta. Uma quebra que chega à superfície de uma articulação ameaça a saúde da articulação a longo prazo; uma quebra que rasga a pele expõe o osso às bactérias e vira emergência cirúrgica.

Tipos de fratura

Os cirurgiões classificam as fraturas pelo padrão, pela pele estar ou não rompida e pelo mecanismo. Quando se fala nos “4 tipos de fratura”, geralmente se pensa em fechada, exposta, completa e incompleta, mas a lista completa é maior. Uma fratura cominutiva costuma precisar de placas ou parafusos, enquanto uma fissura simples não.

TipoO que significaSituação típica
Fechada (simples)O osso quebrou, a pele por cima está inteiraA maioria das quedas, lesões no esporte e torções
Exposta (aberta)Uma ferida liga a quebra ao ambiente externoTrauma de alta energia; cirurgia urgente e antibiótico
EspiralLinha em saca-rolhas produzida por torçãoFutebol, esqui, pé preso no chão e corpo girando
CominutivaTrês ou mais fragmentosAcidentes e esmagamentos; geralmente operada
Em galho verdeO osso entorta e racha de um lado sóCrianças, cujos ossos são mais moles e elásticos
Por avulsãoUm tendão ou ligamento arranca um pedacinho do ossoArrancadas, saltos, contração forte e repentina
Por estresse (fissura)Microfissuras por carga repetida, sem uma lesão únicaCorredores, bailarinos, quem aumenta o treino rápido demais
Por compressãoUma vértebra “afunda” sobre si mesmaColuna com osso fino; às vezes sem nenhuma queda
PatológicaQuebra em osso enfraquecido por doença ou tumorForça mínima, muitas vezes com dor sem explicação antes

Sintomas de fratura e sinais de alerta

A maioria das fraturas se anuncia. A dor é imediata, aguda e localizada em um ponto, em vez de espalhada, e piora quando você apoia ou aperta o osso. O inchaço aparece em minutos, e o roxo, no dia seguinte. Muitas pessoas contam ter ouvido ou sentido um estalo.

A perda de função é a próxima pista: você não consegue apoiar o peso, segurar ou levantar o membro, e a região pode parecer encurtada ou torta. Outras fraturas são mais discretas. As fraturas por estresse começam como uma dor no fim do exercício, que aparece cada vez mais cedo; as fraturas por compressão da coluna podem aparecer só como uma dor nas costas repentina ou uma nova curvatura. A crença mais enganosa é a de que não dá para andar com um osso quebrado. Muitas vezes dá, e mexer o membro nunca descarta uma fratura.

Sinais que exigem ir ao pronto-socorro agora

  • Fratura exposta: osso visível pela pele, ou uma ferida em cima de uma suspeita de quebra.
  • Deformidade evidente: membro torto, girado ou encurtado, ou uma articulação deslocada.
  • Dormência, palidez, frio ou ausência de pulso abaixo da lesão, sugerindo dano a nervo ou artéria.
  • Dor que aumenta apesar da imobilização, com o membro tenso e inchado e dor forte ao esticar os músculos. Isso sugere síndrome compartimental, um aumento de pressão que estrangula a circulação de um grupo de músculos em poucas horas.
  • Qualquer suspeita de fratura no crânio, na coluna, na bacia ou no quadril, ou qualquer lesão de alta energia.

Nesses casos, ligue para o SAMU (192) ou vá a um pronto-socorro. As UPAs 24h também fazem o primeiro atendimento de casos traumáticos, incluindo quedas com suspeita de fratura, e encaminham para o hospital de referência quando necessário. Enquanto espera, mantenha o membro o mais imóvel possível e não tente colocar o osso no lugar.

Causas e fatores de risco

O trauma agudo é a causa óbvia. As quedas lideram em todas as idades, seguidas de acidentes de trânsito, esportes e acidentes de trabalho. Depois dos 65 anos, a maioria das fraturas vem de uma queda da própria altura, o que faz da prevenção de quedas a mesma coisa que prevenção de fraturas: corrigir a visão, revisar remédios, melhorar a iluminação e treinar o equilíbrio.

O uso excessivo causa as fraturas por estresse. O osso se remodela o tempo todo, e quando o microdano supera o reparo, as fissuras se acumulam. Os gatilhos clássicos são um salto repentino no volume de treino, pisos ou calçados novos, comer pouco e menstruação irregular em atletas.

As fraturas por fragilidade acontecem quando uma força comum encontra um osso fraco. Quem quebra um osso depois de uma queda leve, após os 50 anos, pode ter osteoporose, a perda silenciosa de densidade óssea que afina o esqueleto antes de qualquer sintoma. No Brasil, o protocolo do Ministério da Saúde define a osteoporose tanto pela presença de fratura por fragilidade quanto pela densitometria óssea. Outros fatores incluem uso prolongado de corticoide, baixo peso, cigarro, excesso de álcool, menopausa precoce, doença renal crônica, doença celíaca, tireoide ou paratireoide hiperativas e falta de vitamina D.

Como é feito o diagnóstico de uma fratura

O diagnóstico começa pela história e pelo exame: como a lesão aconteceu, onde a dor se concentra, se o membro está deformado e se o pulso e a sensibilidade abaixo da quebra estão preservados. O raio X simples é o primeiro exame e confirma a maioria das fraturas; são feitas duas ou mais incidências, porque uma quebra pode se esconder em uma única imagem.

A tomografia monta uma imagem em três dimensões a partir de muitos cortes de raio X e é usada em fraturas complexas, de superfícies articulares e da coluna. A ressonância magnética usa ímãs em vez de radiação e é o exame mais sensível para fraturas por estresse, mostrando o dano semanas antes do raio X. A cintilografia óssea, com um marcador que destaca o osso em renovação, ajuda quando o local da dor não é claro. Se a qualidade do osso está em dúvida, a densitometria óssea (DXA) mede a densidade mineral.

Os exames de sangue que importam

Os exames de sangue não diagnosticam a fratura, mas explicam por que o osso cedeu. Depois de uma quebra com trauma mínimo, ou quando a consolidação demora, um painel do metabolismo ósseo é o padrão. Ele inclui o exame de cálcio total, que mede o mineral circulando no sangue, já que valores altos e baixos apontam para causas tratáveis. A deficiência é comum, por isso os médicos acrescentam a dosagem de vitamina D (25-hidroxivitamina D), que mostra quanto cálcio o corpo consegue absorver. Um cálcio alterado leva à dosagem do paratormônio (PTH), que mostra se as glândulas estão “tirando” cálcio do esqueleto. O osso em cicatrização libera fosfatase alcalina, uma enzima que sobe enquanto o calo ósseo se forma, e a mineralização consome fósforo, o segundo mineral mais abundante do osso.

Tratamento de fraturas

O tratamento tem dois objetivos: realinhar o osso e mantê-lo no lugar tempo suficiente para que ele se una. Antes de uma cirurgia, a equipe pede um hemograma completo, que aponta anemia e infecções escondidas, e muitas vezes um coagulograma.

O tratamento sem cirurgia serve para a maioria das fraturas. Se os pedaços estão em posição aceitável, gesso, tala, órtese ou bota imobilizadora os mantêm ali. Se estão desviados, mas podem ser colocados no lugar sem abrir a pele, o ortopedista faz uma redução fechada sob sedação. Muitas fraturas de dedos do pé e de costelas precisam só de proteção e tempo.

A cirurgia é escolhida quando a fratura não se mantém no lugar, quando atinge a superfície de uma articulação, quando é exposta ou quando mexer cedo importa mais do que imobilizar. A redução aberta com fixação interna usa placas, parafusos, hastes ou fios; a haste intramedular passa por dentro do canal de um osso longo; o fixador externo prende pinos a uma estrutura de fora quando a pele e os músculos estão lesados. Fraturas graves do quadril muitas vezes são tratadas com prótese em vez de conserto.

O controle da dor passou a combinar várias estratégias: paracetamol e anti-inflamatórios em horários fixos, gelo, elevação do membro, bloqueios anestésicos e opioides reservados para períodos curtos. Fraturas expostas também recebem antibiótico e prevenção contra o tétano.

Quanto tempo leva para curar uma fratura?

A maioria das fraturas em adultos se consolida em 6 a 12 semanas, mas o tempo depende do osso. A cicatrização passa por fases que se sobrepõem. Em poucas horas, forma-se um hematoma na fratura que libera sinais que chamam as células de reparo. Em uma a três semanas, a inflamação dá lugar a um calo mole de cartilagem e tecido fibroso que funciona como tala para os fragmentos. Da terceira à décima segunda semana, esse calo se mineraliza em um osso imaturo, forte o bastante para aguentar carga, mas ainda grosseiro. Depois, a remodelação reorganiza o local ao longo das linhas de força por meses ou anos.

Os tempos variam conforme o local. Dedos das mãos e dos pés se unem em três a seis semanas, punhos e tornozelos em seis a oito, a tíbia (osso da canela) em doze a dezesseis, e o fêmur leva mais. Crianças cicatrizam cerca de duas vezes mais rápido que adultos.

A cicatrização fica mais lenta por motivos identificáveis: cigarro, diabetes, má circulação, infecção, pouca proteína na alimentação e movimento em uma quebra instável. Quando o osso não se une, o resultado é retardo de consolidação ou pseudartrose (não união), tratados com nova fixação ou enxerto ósseo.

Recuperação, reabilitação e prevenção da próxima fratura

A reabilitação começa mais cedo do que a maioria das pessoas imagina. Imobilizar por muito tempo protege o osso, mas custa músculo, movimento da articulação e densidade óssea, por isso os protocolos atuais preferem movimento controlado precoce e, quando a fixação permite, apoiar o peso cedo. A fisioterapia faz parte do tratamento.

Fraturas que atravessam a superfície de uma articulação podem deixar a cartilagem irregular, o que mais tarde favorece a osteoartrose, o desgaste da articulação que segue algumas lesões intra-articulares.

Prevenir a próxima fratura é a etapa mais esquecida. Uma fratura por fragilidade praticamente dobra o risco de outra, e o perigo é maior nos dois primeiros anos. A prevenção secundária inclui densitometria óssea, correção da vitamina D e do cálcio, exercícios com carga, avaliação do risco de quedas, parar de fumar e remédios que protegem o osso quando indicados. No SUS, o protocolo de osteoporose prevê cálcio e vitamina D (colecalciferol) junto com um bisfosfonato, como alendronato ou risedronato, como tratamento preferencial, e o ácido zoledrônico em situações específicas.

O que é pior, fratura ou luxação?

Depende do caso, e as duas exigem atendimento. A luxação é o deslocamento de uma articulação, em que os ossos saem da posição; a fratura é a quebra do osso. Uma luxação pode lesar vasos e nervos e precisa ser recolocada com urgência por um médico, enquanto uma fratura simples pode ser tratada com gesso. Às vezes as duas acontecem juntas (fratura-luxação), o que costuma ser mais grave.

Avanços científicos recentes

Um ensaio randomizado finlandês questionou a ideia de que toda fratura instável do tornozelo precisa de placa. Os pesquisadores incluíram 126 adultos com fratura isolada da fíbula tipo Weber B, uma quebra do osso de fora do tornozelo na altura da articulação, que parecia alinhada no raio X mas se mostrava instável no teste de estresse, e os sortearam para gesso ou fixação com placa. Em dois anos, a pontuação média de função do tornozelo foi 89 com gesso e 87 com cirurgia, uma diferença de 1,3 ponto em uma escala de 100 (intervalo de confiança de 95 %, −4,8 a 7,3), atendendo à definição de não inferioridade. Os danos ficaram sobretudo do lado cirúrgico, incluindo nove pacientes que precisaram de uma segunda cirurgia para retirar o material (Kortekangas et al., 2026). O que isso significa para você: em algumas fraturas de tornozelo, o gesso pode igualar a cirurgia em dois anos, com menos complicações, então perguntar se a cirurgia é mesmo necessária é razoável.

Na prevenção, um ensaio duplo-cego, controlado por placebo e com dez anos de duração, testou se uma infusão rara poderia proteger mulheres antes de a osteoporose se instalar. Ele incluiu 1.054 mulheres na pós-menopausa, de 50 a 60 anos, com densidade óssea reduzida, mas ainda sem osteoporose, e aplicou ácido zoledrônico, um bisfosfonato na veia que freia as células que dissolvem o osso, no início e aos cinco anos, ou uma vez, ou nunca. Uma nova fratura de vértebra apareceu em 6,3 % do grupo com duas infusões contra 11,1 % do grupo placebo, um risco relativo de 0,56 (intervalo de confiança de 95 %, 0,34 a 0,92). As fraturas por fragilidade em geral caíram 28 % (Bolland et al., 2025). O que isso significa para você: a proteção dos ossos pode valer a conversa anos antes de um diagnóstico formal de osteoporose.

As evidências sobre reabilitação também foram atualizadas. Uma revisão Cochrane reuniu 53 ensaios com 4.489 adultos em recuperação de fratura de tornozelo. Comparando o apoio do peso iniciado nas três primeiras semanas após a cirurgia com o apoio adiado, a função do tornozelo foi um pouco melhor com o início precoce (diferença média de 3,56 pontos; intervalo de confiança de 95 %, 1,35 a 5,78), com pouca ou nenhuma diferença nas novas cirurgias (Lewis et al., 2024). O que isso significa para você: se o seu ortopedista liberar o apoio precoce, fazê-lo dificilmente vai prejudicar a fixação.

Mitos e verdades sobre fraturas

  • Mito: se mexe, não está quebrado. Verdade: há pessoas que andam dias com o pé fraturado.
  • Mito: fratura é menos grave que quebra. Verdade: são a mesma lesão.
  • Mito: fraturas em crianças são sempre leves. Verdade: quebras que atravessam a placa de crescimento podem atrapalhar o crescimento.
  • Mito: quando o gesso sai, o osso está curado. Verdade: o calo continua se remodelando por meses.
  • Mito: osteoporose é doença de mulher. Verdade: os homens têm cerca de um quarto das fraturas por fragilidade.

Glossário

TermoO que significa
Calo ósseoTecido de reparo que une a fratura, primeiro mole, depois mineralizado
ReduçãoRecolocar os fragmentos na posição correta, por manobra ou cirurgia
OsteossínteseRedução aberta com fixação interna, usando placas, parafusos ou hastes
PseudartroseFratura que parou de cicatrizar sem unir as partes
Consolidação viciosaFratura que cicatrizou torta, girada ou encurtada
Síndrome compartimentalAumento de pressão em um grupo de músculos que corta a própria circulação
Fratura por fragilidadeQuebra causada por uma força que normalmente não quebraria o osso
Densitometria óssea (DXA)Raio X de baixa dose que mede a densidade mineral do osso e o risco de fratura

Perguntas frequentes sobre fratura

Quanto tempo um osso quebrado leva para colar?

A maioria das fraturas em adultos se une em seis a doze semanas, mas o local define o prazo. Dedos levam três a seis semanas, punhos e tornozelos seis a oito, a tíbia doze a dezesseis. Crianças cicatrizam mais rápido; fumantes, pessoas com diabetes e idosos, mais devagar. A consolidação no raio X não é a linha de chegada: recuperar a força e o equilíbrio leva duas a três vezes mais tempo.

Quais são os 4 tipos de fratura?

Uma forma simples de agrupar é em quatro tipos: fechada (pele intacta), exposta (osso em contato com o ambiente), completa (o osso se divide em duas ou mais partes) e incompleta (fissura ou galho verde). Dentro desses grupos, o médico ainda descreve o padrão, como espiral, cominutiva, por avulsão, por estresse ou por compressão.

Uma fratura pode cicatrizar sozinha?

O osso se repara sem intervenção, e é por isso que muitas fraturas leves cicatrizam só com tala ou bota. O problema é o alinhamento. Fragmentos sem tratamento podem se unir tortos, girados ou encurtados, causando uma consolidação viciosa que muda para sempre a forma como o membro recebe carga, ou simplesmente não se unir. Fraturas desviadas, articulares e expostas precisam de redução feita por um profissional, porque cicatrizar sozinho não é o mesmo que cicatrizar bem.

Quanto tempo leva para curar uma fratura por estresse?

A maioria das fraturas por estresse melhora em seis a oito semanas com redução da carga, embora locais de alto risco, como o colo do fêmur, a parte da frente da tíbia e o quinto metatarso, possam levar três meses ou mais e às vezes precisar de cirurgia. Recuperar não é só repousar: é tirar a carga que causou o problema, corrigir erros de treino e voltar ao volume aos poucos para evitar outra fratura.

Dá para andar com fratura por estresse?

Em geral sim, e essa é a armadilha. Fraturas por estresse muitas vezes permitem andar e até correr, com uma dor que melhora depois do aquecimento e volta depois. Continuar carregando o osso deixa a pequena fissura crescer até uma fratura completa, transformando um problema de seis semanas em um caso cirúrgico. Se uma dor localizada no osso piora a cada treino ou continua em repouso, pare e faça uma avaliação, de preferência com ressonância.

Quais são os sinais de um osso quebrado?

Os sinais principais são dor súbita e localizada que piora ao apertar ou apoiar, inchaço rápido, roxo que aparece no dia seguinte e incapacidade de usar o membro normalmente. Deformidade visível, membro encurtado ou girado, sensação de atrito entre os ossos ou um estalo no momento da lesão tornam a fratura muito provável. Dormência, frio ou ausência de pulso abaixo da lesão são emergências.

Fontes

  • NIAMS — Osteoporosis Overview — National Institutes of Health, 2023 — niams.nih.gov (em inglês)
  • MedlinePlus — Fractures — National Library of Medicine, 2024 — medlineplus.gov (em inglês)
  • AAOS — Fractures (Broken Bones) — OrthoInfo, 2024 — orthoinfo.aaos.org (em inglês)
  • Mayo Clinic — Broken Bone First Aid — Mayo Foundation, 2024 — mayoclinic.org (em inglês)
  • Cleveland Clinic — Bone Fractures — 2023 — my.clevelandclinic.org (em inglês)
  • Bone Health & Osteoporosis Foundation — Are You at Risk for a Broken Bone? — 2024 — bonehealthandosteoporosis.org (em inglês)
  • Bolland MJ, Nisa Z, Mellar A, et al. — Fracture Prevention with Infrequent Zoledronate in Women 50 to 60 Years of Age — New England Journal of Medicine, 2025 — doi.org (em inglês)
  • Kortekangas T, Lehtola R, Leskelä HV, et al. — Cast immobilisation versus surgery for unstable lateral malleolus fractures (SUPER-FIN) — BMJ, 2026 — doi.org (em inglês)
  • Lewis SR, Pritchard MW, Parker R, et al. — Rehabilitation for ankle fractures in adults — Cochrane Database Syst Rev, 2024 — doi.org (em inglês)
  • Ministério da Saúde — Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Osteoporose (Portaria Conjunta SAES/SECTICS nº 22/2025) — gov.br, 2025 — gov.br
  • Ministério da Saúde — UPA 24h: Unidade de Pronto Atendimento — gov.br, 2025 — gov.br
  • Ministério da Saúde — SAMU 192 — gov.br, 2025 — gov.br

Leituras recomendadas

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Uma fratura é um evento mecânico, mas o tecido que falhou é metabolicamente ativo, e os exames de sangue muitas vezes mostram por quê. Cálcio, vitamina D, paratormônio, fósforo, magnésio e fosfatase alcalina mostram, juntos, como o corpo obtém os minerais e os deposita no osso. Acompanhar esses valores ao longo do tempo diz muito mais do que um resultado isolado.

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