O enfisema pulmonar é uma das formas da doença pulmonar obstrutiva crônica, a DPOC, em que os minúsculos sacos de ar dos pulmões, os alvéolos, são danificados e destruídos, prendendo o ar e dificultando soltá-lo por completo. Ele costuma se desenvolver devagar, muitas vezes depois de décadas de exposição à fumaça do cigarro ou a outros irritantes, e a falta de ar que provoca pode crescer tão aos poucos que a pessoa vai diminuindo as atividades muito antes de perceber quanto fôlego perdeu. A lesão em si não pode ser desfeita, mas o enfisema tem tratamento: parar de fumar e um acompanhamento adequado podem frear a evolução e aliviar os sintomas do dia a dia.

Este guia explica o que é o enfisema pulmonar, os sintomas, as causas, como ele é diagnosticado, os tratamentos disponíveis, inclusive no SUS, e o que dizem as pesquisas mais recentes.

O que é enfisema pulmonar?

O enfisema é uma doença em que as paredes dos alvéolos, os pequenos sacos de ar onde o oxigênio passa para o sangue, são danificadas e destruídas aos poucos. À medida que essas paredes delicadas se rompem, os pulmões perdem a elasticidade que normalmente ajuda a empurrar o ar para fora, e o ar fica preso a cada respiração, enquanto menos ar fresco entra e sai. Com o tempo, a área disponível para trocar oxigênio e gás carbônico diminui, e é isso que produz a falta de ar persistente, o centro dessa doença.

O enfisema é uma das duas formas principais de DPOC; a outra é a bronquite crônica, e muitas pessoas têm características das duas. Reconhecer a limitação do fluxo de ar que define a DPOC e a tosse com catarro da bronquite crônica ajuda a entender por que o enfisema raramente é um diagnóstico isolado. O protocolo do Ministério da Saúde descreve a obstrução da DPOC como resultado de alterações nas vias respiratórias, como na bronquite, e nos alvéolos, como no enfisema. No Brasil, a DPOC é a quinta causa de morte em todas as idades e foi, nas últimas décadas, a quinta maior causa de internação no SUS entre pessoas com mais de 40 anos; na região metropolitana de São Paulo, a prevalência acima dos 40 anos chegou a 15,8%.

Quais são os tipos de DPOC?

As duas formas clássicas de DPOC são o enfisema, em que os alvéolos são destruídos e o pulmão perde a elasticidade, e a bronquite crônica, marcada por inflamação dos brônquios, tosse e catarro por longos períodos. Na prática, muitas pessoas têm as duas ao mesmo tempo, e algumas também têm traços de asma. O médico usa os exames e os sintomas para entender qual componente predomina e ajustar o tratamento.

Sintomas do enfisema pulmonar

O sintoma mais característico do enfisema é a falta de ar que aparece aos poucos e piora ao longo de meses e anos, muitas vezes percebida primeiro em esforços como subir escadas ou andar depressa. Outros sintomas comuns são tosse crônica, chiado no peito, aperto no peito e cansaço persistente. Como essas mudanças se acumulam devagar, muitas pessoas reduzem as atividades sem perceber o quanto a respiração mudou. O Ministério da Saúde destaca que o subdiagnóstico é alto: no seguimento do estudo PLATINO, 70% dos novos casos de DPOC não tinham diagnóstico médico.

Com o avanço do enfisema, a perda de peso sem querer fica comum, em parte porque respirar passa a gastar mais energia, e algumas pessoas desenvolvem o tórax em barril, quando os pulmões ficam permanentemente hiperinsuflados. Quem tem doença mais avançada também passa por crises, ou exacerbações, em que os sintomas pioram de repente, muitas vezes por uma infecção respiratória, e esses episódios podem reduzir a função pulmonar de forma temporária ou permanente se não forem tratados rápido. Falta de ar intensa em repouso, lábios ou pontas dos dedos arroxeados, confusão ou sonolência são sinais de emergência: ligue para o SAMU (192).

Quem tem enfisema pulmonar emagrece muito?

Nas fases avançadas, sim, a perda de peso é comum. Respirar exige mais esforço e gasta mais calorias, o apetite pode diminuir e a inflamação de todo o corpo contribui para a perda de músculo. O protocolo do Ministério da Saúde cita fadiga, perda de peso, redução da massa muscular e caquexia como comuns nos casos graves. Por isso, a alimentação com calorias e proteínas suficientes faz parte do tratamento.

O que causa enfisema pulmonar e quais são os fatores de risco

O tabagismo é, de longe, a principal causa do enfisema, e cerca de três em cada quatro pessoas com DPOC têm histórico de fumo. O risco cresce com os anos e a quantidade de cigarros, embora os efeitos muitas vezes só apareçam mais tarde na vida. O protocolo do Ministério da Saúde aponta o tabagismo como o principal fator desencadeante, seguido da exposição a poluentes ambientais e ocupacionais. Fumaça passiva, exposição prolongada à poluição de dentro e de fora de casa, como a fumaça de fogão a lenha, e exposição no trabalho a poeiras, vapores e fumaças químicas são outros fatores de risco estabelecidos, principalmente para quem também fuma.

Uma parte menor dos casos vem da deficiência de alfa-1 antitripsina, uma doença hereditária que deixa os pulmões sem quantidade suficiente de uma proteína que normalmente os protege, o que pode levar ao enfisema mais cedo, às vezes em quem nunca fumou. Algumas pessoas também têm características de enfisema e de asma ao mesmo tempo, quadro às vezes chamado de sobreposição asma-DPOC, um dos motivos pelos quais o médico pergunta sobre chiado e alergias junto com o histórico de fumo; rever o padrão de estreitamento das vias aéreas da asma pode ajudar a esclarecer qual doença, ou combinação de doenças, explica melhor os sintomas.

Como o enfisema é diagnosticado

O enfisema é diagnosticado com um exame de sopro chamado espirometria, que mede quanto ar a pessoa consegue soltar com força e com que rapidez. Uma relação VEF1/CVF abaixo de 0,70 depois do broncodilatador confirma a obstrução persistente do fluxo de ar e apoia o diagnóstico de DPOC. O Ministério da Saúde indica a espirometria para quem tem sintomas respiratórios persistentes ou fatores de risco, como tabagismo prolongado de mais de 20 maços-ano. A tomografia de tórax é mais sensível que o raio X comum para mostrar os sacos de ar destruídos que definem o enfisema, e os dois exames de imagem também ajudam a descartar outras doenças, como câncer de pulmão ou infecção. Confirmada a obstrução, o médico costuma classificar a gravidade pelo sistema GOLD, mostrado abaixo.

Estágio GOLDObstrução do fluxo de ar na espirometria
GOLD 1 (leve)VEF1 igual ou acima de 80% do valor previsto
GOLD 2 (moderado)VEF1 entre 50% e 79% do valor previsto
GOLD 3 (grave)VEF1 entre 30% e 49% do valor previsto
GOLD 4 (muito grave)VEF1 abaixo de 30% do valor previsto

Os exames de sangue acrescentam um contexto importante. Como a deficiência de alfa-1 antitripsina é uma causa hereditária de enfisema que pode atingir não fumantes e adultos jovens, diretrizes internacionais recomendam dosar a alfa-1 antitripsina uma vez em toda pessoa com DPOC ou enfisema; o protocolo brasileiro recomenda considerar a dosagem principalmente no enfisema de início precoce, antes dos 40 anos, sobretudo em não fumantes, e define a deficiência por um nível abaixo de 80 mg/dL. Olhar a fração alfa-1 globulina na eletroforese de proteínas pode dar uma primeira pista que leva a esse exame específico e, se ele vier alterado, à investigação dos familiares. A contagem de eosinófilos no sangue ajuda a prever quem deve se beneficiar de acrescentar um corticoide inalatório ou, em casos selecionados, um remédio biológico mais novo para reduzir as crises, e acompanhar a contagem de eosinófilos no hemograma ao longo do tempo mostra por que esse único número pode orientar o tratamento. A gasometria arterial mede o oxigênio e o gás carbônico no sangue e ajuda a decidir se é preciso oxigênio; o protocolo brasileiro indica a gasometria quando a saturação de oxigênio no oxímetro fica abaixo de 92%. Como o oxigênio baixo por muito tempo pode levar o corpo a produzir glóbulos vermelhos extras, acompanhar o nível de hemoglobina e a porcentagem do hematócrito pode revelar essa compensação. Saber como ler os alertas e os valores de referência de um laudo ajuda a acompanhar esses resultados entre as consultas.

Tratamento do enfisema pulmonar

O enfisema não pode ser revertido: depois que os alvéolos são destruídos, os pulmões não conseguem refazê-los. Mas o tratamento alivia os sintomas, reduz as crises e desacelera a piora, e a medida mais eficaz em qualquer fase é parar de fumar por completo. Para quem precisa de ajuda para parar, combinar aconselhamento com reposição de nicotina ou um remédio receitado aumenta muito a chance de sucesso; o protocolo do Ministério da Saúde considera a cessação do tabagismo a intervenção mais eficaz para reduzir o risco e a progressão da DPOC.

AbordagemFunção
Broncodilatadores de longa duração (LAMA/LABA)Relaxam a musculatura das vias aéreas e são a primeira linha da terapia inalatória para controlar os sintomas
Corticoides inalatóriosAcrescentados em pacientes selecionados com crises frequentes ou eosinófilos mais altos no sangue
Reabilitação pulmonarPrograma supervisionado de exercícios, orientação e técnicas de respiração que aumenta o fôlego e a confiança
Oxigênio domiciliarPrescrito quando o oxigênio do sangue está baixo, para proteger o coração e outros órgãos
VacinasVacinas anuais contra gripe e covid-19, além da pneumocócica, reduzem as infecções que podem desencadear crises
Válvulas endobrônquicas, cirurgia redutora de volume pulmonar ou transplanteConsiderados em pacientes cuidadosamente selecionados com doença avançada para melhorar a respiração e a qualidade de vida

As crises, ou exacerbações, são tratadas com broncodilatadores de curta ação e um curso curto de corticoide pela boca, além de antibiótico quando há suspeita de infecção bacteriana; as crises graves podem exigir internação. Como esses episódios podem causar quedas duradouras da função pulmonar, evitá-los com vacinação, uso regular dos remédios e tratamento rápido é um dos objetivos centrais do cuidado a longo prazo. No SUS, o protocolo organiza o tratamento medicamentoso conforme os sintomas e o risco de crise, em três grupos (A, B e E), e indica que a avaliação em atendimento especializado pode ser necessária nos casos de obstrução grave ou muito grave.

Qual é o remédio para enfisema?

Não existe um remédio que cure o enfisema. Os principais são os broncodilatadores inalatórios de longa duração, usados todos os dias com a “bombinha” ou outro inalador, aos quais o médico pode somar corticoide inalatório em casos selecionados. Não existe uma “melhor bombinha” para todos: a escolha depende dos sintomas, das crises, dos exames e da técnica de uso, e aprender a usar o inalador corretamente faz tanta diferença quanto o remédio.

Como viver com enfisema pulmonar e prognóstico

A lesão dos alvéolos é permanente, mas o diagnóstico de enfisema não é uma sentença de piora inevitável: com o plano de tratamento certo, muitas pessoas desaceleram bastante a doença e continuam ativas por anos. A ação mais importante para quem tem enfisema é parar de fumar e evitar a fumaça passiva, porque a exposição contínua acelera a lesão dos pulmões, quaisquer que sejam os outros tratamentos. Manter a reabilitação pulmonar, os inaladores prescritos e as vacinas em dia e ganhar força com atividade física regular dentro dos próprios limites ajudam a respiração e a independência no dia a dia.

Como o enfisema pode afetar o apetite e a energia, a perda de peso sem querer é comum na doença mais avançada, e comer calorias e proteínas suficientes ajuda a preservar a força muscular, inclusive a dos músculos da respiração. O acompanhamento regular permite que a equipe de saúde detecte e trate as crises cedo, ajuste o oxigênio ou os remédios e fique atenta a doenças associadas. Muitas pessoas também se beneficiam de um programa de reabilitação pulmonar ou de grupos de apoio, porque viver bem com uma doença pulmonar crônica depende tanto dos hábitos diários e do apoio quanto dos remédios.

Avanços recentes na pesquisa sobre enfisema

As pesquisas recentes ampliaram as opções para quem continua com sintomas apesar dos inaladores comuns. Segundo estudos indexados no PubMed, uma análise conjunta dos ensaios BOREAS e NOTUS, que levaram à aprovação do primeiro remédio biológico para DPOC pela FDA, a agência dos Estados Unidos, mostrou que acrescentar o dupilumabe em pacientes com inflamação do tipo 2 melhorou em 31% uma medida combinada de morte, internação, crises, função pulmonar e qualidade de vida em comparação com o placebo (Ramakrishnan et al., 2026). O que isso significa para você: para quem tem eosinófilos que indicam inflamação do tipo 2 e continua tendo crises com a terapia inalatória, um biológico passa a ser uma opção real para conversar com o especialista, e não só uma troca de inalador. Em outro estudo, um ensaio de fase 3 com a ensifentrina, um remédio inalatório que age de um jeito diferente dos broncodilatadores atuais, confirmou melhoras importantes da função pulmonar e da falta de ar do dia a dia quando somada ao tratamento padrão, qualquer que fosse a gravidade da DPOC (Zhou et al., 2026). O que isso significa para você: a ensifentrina oferece um complemento sem corticoide para quem continua com falta de ar mesmo usando os inaladores habituais; a disponibilidade no Brasil deve ser verificada com o médico.

Outras pesquisas esclareceram a segurança de um procedimento usado no enfisema avançado. Uma metanálise de ensaios randomizados com válvulas endobrônquicas, pequenos dispositivos de mão única colocados nas vias aéreas para ajudar a esvaziar as partes mais danificadas do pulmão, mostrou que o risco extra de morte com o procedimento se concentra nos primeiros 90 dias, principalmente por colapso do pulmão (pneumotórax), e não continua depois desse período (Mari et al., 2026). O que isso significa para você: para quem avalia as válvulas no enfisema grave e hiperinsuflado, o procedimento tem um risco real, mas limitado no tempo e controlável com acompanhamento de perto nas semanas seguintes, e não uma desvantagem permanente na sobrevida. Juntos, esses estudos mostram que o cuidado com o enfisema avançado está ficando mais preciso, combinando os novos remédios e procedimentos com os pacientes que mais podem se beneficiar de cada um.

Glossário dos principais termos sobre enfisema

TermoDefinição
AlvéolosPequenos sacos de ar dos pulmões onde o oxigênio e o gás carbônico são trocados com o sangue.
EspirometriaExame de sopro que mede quanto ar entra e sai dos pulmões e com que rapidez.
Relação VEF1/CVFParte do ar total soltado no primeiro segundo de um sopro forte, usada para detectar obstrução do fluxo de ar.
Estágio GOLDClassificação de 1 a 4 da gravidade da DPOC conforme o grau de obstrução na espirometria.
Deficiência de alfa-1 antitripsinaDoença hereditária que reduz uma proteína protetora dos pulmões e pode causar enfisema mais cedo.
Reabilitação pulmonarPrograma supervisionado que combina exercícios, orientação e técnicas de respiração para pessoas com doença pulmonar crônica.
ExacerbaçãoCrise dos sintomas, muitas vezes desencadeada por infecção, que piora a respiração por um tempo.

Perguntas frequentes sobre enfisema pulmonar

O que é enfisema e qual a diferença para a DPOC?

O enfisema é uma doença em que as paredes dos alvéolos são danificadas e destruídas, os pulmões perdem a elasticidade e prendem o ar, dificultando soltá-lo por completo. Ele é uma das duas formas principais de DPOC, ao lado da bronquite crônica, e muitas pessoas com DPOC têm características das duas. DPOC é o termo mais amplo; enfisema descreve esse padrão específico de lesão dos alvéolos.

Quais são os primeiros sinais e sintomas do enfisema?

O sintoma inicial mais comum é a falta de ar que surge aos poucos ao longo dos anos, muitas vezes notada primeiro no esforço, e não em repouso. Outros sinais iniciais são tosse crônica, chiado, aperto no peito e cansaço. Como eles se acumulam devagar, muitas pessoas ajustam o nível de atividade sem perceber quanta função pulmonar perderam.

O que causa enfisema além do cigarro?

Fumaça passiva, exposição prolongada à poluição dentro e fora de casa, como a fumaça de fogão a lenha, e exposição no trabalho a poeiras, fumaças e vapores químicos podem lesar os alvéolos com o tempo, principalmente junto com o histórico de fumo. Uma parte menor dos casos é causada pela deficiência de alfa-1 antitripsina, doença hereditária que pode levar ao enfisema mais cedo, inclusive em quem nunca fumou.

Quais são os estágios do enfisema (GOLD 1 a 4) e o que significam?

Depois que a espirometria confirma a obstrução, o médico costuma graduar a gravidade pelo sistema GOLD, do estágio 1, leve, ao 4, muito grave, conforme quanto ar a pessoa consegue soltar com força em comparação com o valor previsto. O estágio ajuda a orientar a intensidade do tratamento e dá uma ideia geral do avanço da doença, embora os sintomas do dia a dia nem sempre acompanhem exatamente o número.

Enfisema pulmonar tem cura ou só pode ser freado?

A lesão dos alvéolos causada pelo enfisema é permanente e não pode ser revertida. O tratamento, principalmente parar de fumar, pode frear bastante a piora, aliviar os sintomas e reduzir as crises, e por isso o diagnóstico de enfisema não significa uma piora rápida ou inevitável para a maioria das pessoas.

A DPOC pode evoluir para câncer?

O enfisema e a DPOC não se transformam em câncer, mas compartilham com o câncer de pulmão a principal causa, o cigarro, e quem tem DPOC tem risco maior de desenvolver câncer de pulmão. Por isso, sintomas novos, como tosse com sangue ou emagrecimento rápido, devem ser avaliados, e a tomografia feita no acompanhamento também ajuda a procurar nódulos.

Quais exames de sangue ajudam a diagnosticar ou acompanhar o enfisema?

A dosagem de alfa-1 antitripsina procura uma causa hereditária, principalmente em pessoas mais jovens ou que fumaram pouco. A contagem de eosinófilos ajuda a decidir se um corticoide inalatório ou um biológico pode reduzir as crises, a gasometria arterial mede o oxigênio e o gás carbônico, e a hemoglobina e o hematócrito são acompanhados porque o oxigênio baixo por muito tempo pode aumentar os glóbulos vermelhos.

Fontes

  • Ministério da Saúde — Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (Portaria Conjunta SAES/SCTIE nº 29/2025) — gov.br, 2025 — gov.br
  • Ministério da Saúde — SAMU 192 — gov.br, consultado em 2026 — gov.br
  • Cleveland Clinic — Emphysema — Cleveland Clinic Health Library, 2023 (em inglês) — my.clevelandclinic.org
  • Mayo Clinic — Emphysema – Diagnosis and treatment — Mayo Clinic, 2024 (em inglês) — mayoclinic.org
  • MedlinePlus, National Library of Medicine — Alpha-1 Antitrypsin Testing — MedlinePlus, 2024 (em inglês) — medlineplus.gov
  • Ramakrishnan et al. — Win Ratio Analysis to Clarify Clinical Benefits: A Post Hoc Analysis of Phase 3 BOREAS and NOTUS — Chest, 2026 (em inglês) — doi.org/10.1016/j.chest.2026.02.005
  • Zhou et al. — Efficacy and Safety of Ensifentrine in Chinese Participants With COPD: The ENHANCE-CHINA Randomized Clinical Trial — Chest, 2026 (em inglês) — doi.org/10.1016/j.chest.2026.02.035
  • Mari et al. — Peri-procedural vs. post-procedural mortality after endobronchial valve treatment for severe emphysema: a systematic review and meta-analysis of randomized controlled trials — Expert Review of Medical Devices, 2026 (em inglês) — doi.org/10.1080/17434440.2026.2710806

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